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19/08/2021

A Realidade do Inferno

O Inferno é conhecido por diferentes nomes, expressões e interpretações ao longo da história. Dentro da tradição cristã e à luz das Escrituras, o tema do Inferno está relacionado ao juízo de Deus, à condenação do pecado e ao destino final daqueles que rejeitam a Deus e permanecem em sua rebeldia.

Podemos descrevê-lo, de maneira geral e com base nos ensinamentos da Bíblia, como uma realidade associada à condenação, ao afastamento de Deus e ao juízo divino. Nas Escrituras, aparecem diferentes termos e imagens relacionados ao destino dos ímpios, como Sheol (Seol), Hades, Geena, abismo e lago de fogo. Esses termos nem sempre possuem exatamente o mesmo significado ou se referem à mesma realidade, razão pela qual o assunto deve ser estudado cuidadosamente dentro do contexto de cada passagem.

A linguagem bíblica utilizada para falar do Inferno é frequentemente solene e profundamente advertente. Ela apresenta imagens de trevas, sofrimento, destruição, fogo, separação e juízo, mostrando a seriedade das consequências do pecado e da rejeição deliberada de Deus.

Em algumas passagens do Antigo Testamento, o mundo dos mortos é apresentado como uma região tenebrosa, melancólica e profundezas, associada à morte e ao afastamento da vida terrena. Davi, por exemplo, utiliza uma linguagem dessa natureza ao falar da angústia diante da morte: “As ondas de morte me cercaram, e torrentes de Belial me atemorizaram; cordas do Sheol me cingiram, laços de morte me envolveram.” (2 Samuel 22:5-6). O Salmo 9:17 também declara: “Os ímpios irão para o Sheol, sim, e todas as nações que se esquecem de Deus.”

É importante, entretanto, distinguir aquilo que a Bíblia afirma diretamente das interpretações desenvolvidas posteriormente por tradições religiosas, escritos judaicos e autores cristãos. Ao longo dos séculos, diversas concepções foram formuladas para explicar a condição dos mortos, o abismo, o mundo espiritual e o juízo futuro.

Existe, por exemplo, uma tradição presente em alguns escritos judaicos antigos segundo a qual determinados seres espirituais estariam mantidos em prisão, aguardando julgamento. Essa tradição encontra paralelos em textos bíblicos que mencionam “espíritos em prisão” e seres angelicais reservados para o juízo [ “No qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão (1 Pedro 3:19); Porque se Deus não poupou a anjos quando pecaram, mas lançou-os no inferno, e os entregou aos abismos da escuridão, reservando-os para o juízo” (2 Pedro 2:4); “Aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, ele os tem reservado em prisões eternas na escuridão para o juízo do grande dia” (Judas 6) ]. Contudo, essas passagens exigem uma análise cuidadosa, pois diferentes tradições cristãs apresentam interpretações distintas sobre a identidade desses seres e sobre a natureza dessa prisão.

O tema do Inferno também ultrapassou o campo teológico e influenciou profundamente a literatura, a arte e a cultura ocidental. Ao longo da história, artistas procuraram representar visualmente a realidade do sofrimento, do julgamento e da condição humana diante da eternidade.

A Realidade do Inferno

O pensador original, na Porta do Inferno.

Um exemplo conhecido a primeira estátua é O Pensador, de François-Auguste-René Rodin (1840–1917). A obra teve sua origem por volta de 1880, como parte do projeto de A Porta do Inferno. Posteriormente, Rodin desenvolveu versões independentes da escultura, e O Pensador tornou-se uma de suas obras mais conhecidas. Atualmente, existem diversas versões e cópias da escultura em diferentes museus e coleções ao redor do mundo.

No Brasil, o Instituto Ricardo Brennand, na cidade do Recife, Pernambuco, possui uma versão ampliada de O Pensador em seu acervo. A presença dessa obra em um contexto relacionado à representação artística de A Porta do Inferno ajuda a demonstrar como o tema do juízo, da morte e do destino humano também encontrou expressão na arte.

Mas, acima de todas as representações artísticas, tradições e interpretações humanas, permanece a pergunta fundamental: o que a Bíblia realmente ensina sobre o Inferno?

Esse é um tema que não deve ser tratado apenas como curiosidade sobre o mundo espiritual. Nas Escrituras, as advertências sobre o juízo possuem também um propósito espiritual e moral: chamar o ser humano ao arrependimento, à fé e à reconciliação com Deus.

Por isso, compreender a realidade do Inferno exige examinar cuidadosamente as palavras utilizadas nas Escrituras, seus contextos e a relação entre morte, juízo, condenação, ressurreição, Parusia e destino eterno.

Nos estudos complementares a seguir, esses diferentes aspectos serão analisados separadamente, permitindo uma compreensão mais ampla do que a Bíblia apresenta sobre esse assunto tão sério e, ao mesmo tempo, tão importante para a fé cristã.

O que é o Inferno?

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Onde fica o Inferno?

A Parusia e o Inferno

Os Sons do Inferno

 

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Estudos Bíblicos

Bíblia Sagrada

Quem é este que sem conhecimento obscurece o conselho? por isso falei do que não entendia; coisas que para mim eram demasiado maravilhosas, e que eu não conhecia. Ouve, pois, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me responderas. Com os ouvidos eu ouvira falar de ti; mas agora te vêem os meus olhos.

Jó 42:3-5
17/02/2021

Céu ou Inferno?

Um jovem pediu a um sábio sacerdote que descrevesse o inferno. O velho sacerdote respondeu que no inferno há um enorme caldeirão de cozinha, de quase um metro de largura, cheio de um delicioso talharim, mas os únicos utensílios de que se dispõem são pauzinhos de também quase um metro de comprimento.

Você pode imaginar o que acontece”, explicou o sacerdote. “Todos estão famintos e lutando por alimentar-se com os pauzinhos de quase um metro. Eles lutam para apanhar o talharim, mas os pauzinhos são muito longos para manipular o talharim e levá-lo à boca. Eles ficam furiosos e se digladiam por causa do talharim, cada qual querendo ser o primeiro a comer e chegam a agredir-se mutuamente por causa do alimento. No fim, com o talharim espalhado por toda parte, menos na boca deles, padecem de fome angustiante e permanente”.

O jovem pediu depois uma descrição do céu, e o sacerdote replicou: “O céu é exatamente igual só que cada um apanha o talharim e o oferece a alguém que esteja do outro lado do caldeirão, dizendo: Por favor seja o primeiro a saborear este maravilhoso alimento. O outro aceita o alimento, dizendo: Obrigado e por favor, permita-me retribuir-lhe a gentileza. Por seu caráter altruísta, eles gozam de eterna felicidade”.

Mas não se enganem, certamente que a explicação aqui nesta história dada pelo sacerdote, não chega nem próximo do que seria a realidade do Céu ou, principalmente do Inferno!

Embora haja muitas passagens bíblicas que falam a respeito do céu, menciono aqui apenas algumas das promessas deixadas na Palavra de Deus. O Céu é um lugar sublime, que não conseguimos descrever; Um lugar onde haverá somente louvor e alegria.

Nós, cristãos temos certeza que quanto partirmos dessa terra habitaremos no céu, pela afirmação que Paulo fez aos irmãos de Corinto “Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus”. (II Coríntios 5:1), também aos de Filipos “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo”. (Filipenses 3:20), ainda pela visão de Jesus Cristo que Deus deu a João na Ilha de Patmos, antes de sua morte, mais ou menos em 98 d.C. “E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe”. (Apolacipse 21:1), por Pedro também deixa os irmãos confortados nas promessas de Deus quando diz: “Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça”. (II Pedro 3:13). Lá não haverá nem pranto nem dor “E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas”. (Apocalipse 21:4).

O Inferno, com certeza, não é um bom lugar para se estar depois da morte. Baseado na Bíblia nós descrevemos o inferno como sendo: a morada dos pecadores “Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo”. (II Pedro 2:4); de Satanás e seus anjos “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”. (Mateus 25:41); da besta e dos falsos profetas e de espíritos malignos “E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre”. (Apocalipse 20:10); o lugar da vingança divina, onde hoje já não há mais misericórdia e cujo sofrimento é sem fim. “Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, e Isaque, e Jacó, e todos os profetas no reino de Deus, e vós lançados fora”. (Lucas 13:28).

“Estas coisas vos escrevo, a vós que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna”. (I João 5:13).

Com a minha voz clamo ao Senhor, e ele do seu santo monte me responde. Eu me deito e durmo; acordo, pois o Senhor me sustenta.

Salmos 3:4-5