Categoria: Literatura

05/03/2021

Nova Ortografia

Saiba o que Mudou na Ortografia Brasileira

Acordo Ortográfico

O objetivo deste guia é expor ao leitor, de maneira objetiva, as alterações introduzidas na ortografia da língua portuguesa pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, por Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e, posteriormente, por Timor Leste. No Brasil, o Acordo foi aprovado pelo Decreto Legislativo no. 54, de 18 de abril de 1995.
Esse Acordo é meramente ortográfico; portanto, restringe-se à língua escrita, não afetando nenhum aspecto da língua falada. Ele não elimina todas as diferenças ortográficas observadas nos países que têm a língua portuguesa como idioma oficial, mas é um passo em direção à pretendida unificação ortográfica desses países.
Como o documento oficial do Acordo não é claro em vários aspectos, foi elaborado um roteiro com o que foi possível estabelecer objetivamente sobre as novas regras. Espero que este guia sirva de orientação básica para aqueles que desejam resolver rapidamente suas dúvidas sobre as mudanças introduzidas na ortografia brasileira, sem preocupação com questões teóricas.
Este página não tem por objetivo elucidar pontos controversos e subjetivos do Acordo, mas acredito que será um valioso instrumento para o rápido entendimento das mudanças na ortografia da variante brasileira.

Mudanças no alfabeto

O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras kw e y. O alfabeto completo passa a ser:

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z

As letras kw e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos dicionários da nossa língua, são usadas em várias situações. Por exemplo:
a) na escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt);
b) na escrita de palavras e nomes estrangeiros (e seus derivados): show, playboy, playground, windsurf, kung fu, yin, yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano.

Trema

Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gueguiquequi.

Como era
agüentar
argüir
bilíngüe
cinqüenta
delinqüente
eloqüente
ensangüentado
eqüestre
freqüente
lingüeta
lingüiça
qüinqüênio
sagüi
seqüência
seqüestro
tranqüilo
Como fica
aguentar
arguir
bilíngue
cinquenta
delinquente
eloquente
ensanguentado
equestre
frequente
lingueta
linguiça
quinquênio
sagui
sequência
sequestro
tranquilo

Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas. Exemplos: Müller, mülleriano.

Mudanças nas regras de acentuação:

1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba).

Como era
alcalóide
alcatéia
andróide
apóia (verbo apoiar)
apóio (verbo apoiar)
asteróide
bóia
celulóide
clarabóia
colméia
Coréia
debilóide
epopéia
estóico
estréia
estréio (verbo estrear)
geléia
heróico
idéia
jibóia
jóia
odisséia
paranóia
paranóico
platéia
tramóia
Como fica
alcaloide
alcateia
androide
apoia
apoio
asteroide
boia
celuloide
claraboia
colmeia
Coreia
debiloide
epopeia
estoico
estreia
estreio
geleia
heroico
ideia
jiboia
joia
odisseia
paranoia
paranoico
plateia
tramoia

Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis. Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus.

2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo.

Como era
baiúca
bocaiúva
cauíla
feiúra
Como fica
baiuca
bocaiuva
cauila
feiura

Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece. Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.

3. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s).

Como era
abençôo
crêem (verbo crer)
dêem (verbo dar)
dôo (verbo doar)
enjôo
lêem (verbo ler)
magôo (verbo magoar)
perdôo (verbo perdoar)
povôo (verbo povoar)
vêem (verbo ver)
vôos
zôo
Como fica
abençoo
creem
deem
doo
enjoo
leem
magoo
perdoo
povoo
veem
voos
zoo

4. Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.

Como era
Ele pára o carro
Ele foi ao pólo Norte
Ele gosta de jogar pólo
Esse gato tem pêlos brancos
Comi uma pêra
Como fica
Ele para o carro
Ele foi ao polo Norte
Ele gosta de jogar polo
Esse gato tem pelos brancos
Comi uma pera

Atenção:
• Permanece o acento diferencial em pôde/pode.

Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3a pessoa do singular.
Pode é a forma do presente do indicativo, na 3a pessoa do singular.

Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode.

• Permanece o acento diferencial em pôr/por.

Pôr é verbo.

Por é preposição.

Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim.

• Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.). Exemplos:

Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros.

Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba.

Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra.

Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes.

Ele detém o poder. / Eles detêm o poder.

Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas.

• É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?

5. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo dos verbos arguir e redarguir.

6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guarquar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo.

Veja:

a) se forem pronunciadas com a ou itônicos, essas formas devem ser acentuadas. Exemplos:
• verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem.
• verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam.

b) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas.

Exemplos (a vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as outras):
• verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem.
• verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam.

Atenção: no Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, aquela com a e i tônicos.

Uso do hífen

Algumas regras do uso do hífen foram alteradas pelo novo Acordo. Mas, como se trata ainda de matéria controvertida em muitos aspectos, para facilitar a compreensão dos leitores, apresentamos um resumo das regras que orientam o uso do hífen com os prefixos mais comuns, assim como as novas orientações estabelecidas pelo Acordo.

As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em palavras formadas por prefixos ou por elementos que podem funcionar como prefixos, como:
aero, agro, além, ante, anti, aquém, arqui, auto, circum, co, contra, eletro, entre, ex, extra, geo, hidro, hiper, infra, inter, intra, macro, micro, mini, multi, neo, pan, pluri, proto, pós, pré, pró, pseudo, retro, semi, sobre, sub, super, supra, tele, ultra, vice etc.

1. Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por h. Exemplos:

anti-higiênico
anti-histórico
co-herdeiro
macro-história
mini-hotel
proto-história
sobre-humano
super-homem
ultra-humano

Exceção: subumano (nesse caso, a palavra humano perde o h).

2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento. Exemplos:

aeroespacial
agroindustrial
anteontem
antiaéreo
antieducativo
autoaprendizagem
autoescola
autoestrada
autoinstrução
coautor
coedição
extraescolar
infraestrutura
plurianual
semiaberto
semianalfabeto
semiesférico
semiopaco

Exceção: o prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigar, coobrigação, coordenar, cooperar, coo peração, cooptar, coocupante etc.

3. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de r ou s. Exemplos:

anteprojeto
antipedagógico
autopeça
autoproteção
coprodução
geopolítica
microcomputador
pseudoprofessor
semicírculo
semideus
seminovo
ultramoderno

Atenção: com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen. Exemplos: vice-rei, vice-almirante etc.

4. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s. Nesse caso, duplicam-se essas letras. Exemplos:

antirrábico
antirracismo
antirreligioso
antirrugas
antissocial
biorritmo
contrarregra
contrassenso
cosseno
infrassom
microssistema
minissaia
multissecular
neorrealismo
neossimbolista
semirreta
ultrarresistente
ultrassom

5. Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma vogal. Exemplos:

anti-ibérico

anti-imperialista
anti-infl acionário
anti-infl amatório
auto-observação
contra-almirante
contra-atacar
contra-ataque
micro-ondas
micro-ônibus
semi-internato
semi-interno

6. Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante. Exemplos:

hiper-requintado
inter-racial
inter-regional
sub-bibliotecário
super-racista
super-reacionário
super-resistente
super-romântico

Atenção:

• Nos demais casos não se usa o hífen. Exemplos: hipermercado, intermunicipal, superinteressante, superproteção.

• Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r: sub-região, sub-raça etc.

• Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por mn e vogal: circum-navegação, pan-americano etc.

7. Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o segundo elemento começar por vogal. Exemplos:

hiperacidez
hiperativo
interescolar
interestadual
interestelar
interestudantil
superamigo
superaquecimento
supereconômico
superexigente
superinteressante
superotimismo

8. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen. Exemplos:

além-mar
além-túmulo
aquém-mar
ex-aluno
ex-diretor
ex-hospedeiro
ex-prefeito
ex-presidente
pós-graduação
pré-história
pré-vestibular
pró-europeu
recém-casado
recém-nascido
sem-terra

9. Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani: açu, guaçu e mirim. Exemplos: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu.

10. Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos

vocabulares. Exemplos: ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo.

11. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição. Exemplos:

girassol
madressilva
mandachuva
paraquedas
paraquedista
pontapé

12. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte. Exemplos:

Na cidade, conta-
-se que ele foi viajar.

O diretor recebeu os ex-
-alunos

Resumo

Regra básica

Sempre se usa o hífen diante de h: anti-higiênico, super-homem.

Outros Casos

1. Prefixo terminado em vogal:

• Sem hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo.

• Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: anteprojeto, semicírculo.

• Sem hífen diante de r e s. Dobram-se essas letras: antirracismo, antissocial, ultrassom.

• Com hífen diante de mesma vogal: contra-ataque, micro-ondas.

2. Prefixo terminado em consoante:

• Com hífen diante de mesma consoante: inter-regional, sub-bibliotecário.

• Sem hífen diante de consoante diferente: intermunicipal, supersônico.

• Sem hífen diante de vogal: interestadual, superinteressante.

Observações

1. Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r sub-região, sub-raça etc. Palavras iniciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem hífen: subumano, subumanidade.

2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por mn e vogal: circum-navegação, pan-americano etc.

3. O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.

4. Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-almirante etc.

5. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição, como girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista etc.

6. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen: ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu.

Fonte: © 2008 Editora Melhoramentos Ltda.

A Editora Melhoramentos, sempre preocupada em auxiliar os estudantes brasileiros no seu aprendizado e crescimento pessoal, lança o Guia Prático da Nova Ortografia, que mostra, de maneira clara e objetiva, as alterações introduzidas na ortografia do português pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990). A implantação das regras desse Acordo, prevista para acontecer no Brasil a partir de janeiro de 2009, é um passo importante em direção à criação de uma ortografia unificada para o português, a ser usada por todos os países que tenham o português como língua oficial: Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor Leste.

Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua presença? Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, ainda ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá.

Salmos 139:7-10
05/03/2021

Teoria da Comunicação

O homem, na comunicação, utiliza-se de sinais devidamente organizados, emitindo-os a uma outra pessoa. A palavra falada, a palavra escrita, os desenhos, os sinais de trânsito são alguns exemplos de comunicação, em que alguém transmite uma mensagem a outra pessoa.
Há, então, um emissor e um receptor da mensagem. A mensagem é emitida a partir de diversos códigos de comunicação (palavras, gestos, desenhos, sinais de trânsito…).

Qualquer mensagem precisa de um meio transmissor, o qual chamamos de canal de comunicação e refere-se a um contexto, a uma situação.

E para melhor compreensão das funções de linguagem, é necessário que estudemos os elementos da comunicação, são eles:

Elementos da comunicação

Emissor: o que emite, que codifica a mensagem; Aquele que diz algo a alguém;
Receptor: o que recebe, decodifica a mensagem; Aquele com que o emissor se comunica
Mensagem: o conjunto de informações transmitidas do emissor para o receptor;
Código: a combinação ou o conjunto de sinais utilizados na transmissão e recepção de uma mensagem. A comunicação só se concretizará, se o receptor souber decodificar a mensagem; (Ex. Língua Portuguesa)
Referente: o assunto ou situação a que a mensagem se refere, também chamado de Contexto;
Canal de Comunicação: meio pelo qual a mensagem é transmitida, ou circula: TV, rádio, jornal, revista, cordas vocais, ar…;

Obs.: as atitudes e reações dos comunicantes são também referentes e exercem influência sobre a comunicação

Na linguagem coloquial, ou seja, na linguagem do dia-a-dia, usamos as palavras conforme as situações que nos são apresentadas.
Por exemplo, quando alguém diz a frase “Isso é um castelo de areia“, pode estar atribuindo a ela sentido denotativo ou conotativo. Denotativamente, significa “construção feita na areia da praia em forma de castelo”; conotativamente, significa “ocorrência incerta, sem solidez”.

Temos, portanto, o seguinte:
Denotação: É o uso do signo em seu sentido real.

Conotação: É o uso do signo em sentido figurado, simbólico.

Para que seja cumprida a função social da linguagem no processo de comunicação, há necessidade de que as palavras tenham um significado, ou seja, que cada palavra represente um conceito. Essa combinação de conceito e palavra é chamada de signo. O signo linguístico une um elemento concreto, material, perceptível (um som ou letras impressas) chamado significante, a um elemento inteligível (o conceito) ou imagem mental, chamado significado. Por exemplo, a “abóbora” é o significante – sozinha ela nada representa; com os olhos, o nariz e a boca, ela passa a ter o significado do Dia das Bruxas, do Halloween.

Temos, portanto, o seguinte:
Signo = significante + significado.
Significado = ideia ou conceito (inteligível)

Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua presença? Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, ainda ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá.

Salmos 139:7-10
05/03/2021

Mini Vocabulário – Nova Ortografia

Reforma Ortográfica

Palavras e expressões mais usadas com ou sem hífen, atualizadas conforme o Acordo Ortográfico

A
a fim de
à queima-roupa
à toa 01
à vontade
abaixo-assinado
ab-rupto 02
acerca de
aeroespacial
afro-americano
afro-asiático
afro-brasileiro
afrodescendente
afro-luso-brasileiro
agroindustrial
água-de-colônia
além-Brasil
além-fronteiras
além-mar
amor-perfeito
andorinha-do-mar
anel de Saturno
anglomania
anglo-saxão
ano-luz
antessala
antiaderente
antiaéreo
antieconômico
anti-hemorrágico
anti-herói
anti-higiênico
anti-ibérico
anti-imperialista
anti-infeccioso
anti-inflacionário
anti-inflamatório
antirreligioso
antissemita
antissocial
ao deus-dará
arco e flecha
arco-da-velha
arco-íris
arqui-inimigo
autoadesivo
autoafirmação
autoajuda
autoaprendizagem
autoeducação
autoescola
autoestima
autoestrada
auto-hipnose
auto-observação
auto-ônibus
auto-organização
autorregulamentação
ave-maria
azul-escuroB
Baía de Todos-os-Santos
belo-horizontino
bem-aventurado
bem-criado
bem-dito
bem-dizer
bem-estar
bem-falante
bem-humorado
bem-me-quer
bem-nascido
bem-te-vi
bem-vestido
bem-vindo
bem-visto
bendito (= abençoado)
benfazejo
benfeito
benfeitor
benfeitoria
benquerença
benquerer
benquisto
bico-de-papagaio (planta)
bio-histórico
biorritmo
biossocial
blá-blá-blá
boa-fé
bumba meu boiC
café com leite
calcanhar de aquiles
cão de guarda
carboidrato 03
causa-mortis (a…)
centroafricano 04
centro-africano 05
circum-murado
circum-navegação
coabitação
coautor
cobra-d’água
coco-da-baía
coedição
coeducação
coenzima
coerdar
coerdeiro
coexistente
coexistir
cofator
coirmão
comum de dois
conta-gotas
contra-almirante
contra-ataque
contracheque
contraexemplo
contraindicação
contraindicado
contraofensiva
contraoferta
contraordem
contrarregra
contrassenha
contrassenso
coobrigação
coocupante
coocupar
cooptar
cor de café
cor de café com leite
cor de vinho
cor-de-rosa
couve-flor
criado-mudo

D
decreto-lei
dente-de-leão
depois de amanhã
desumano
deus nos acuda (um…)
dia a dia 06
disse me disse (um…)
doença de Chagas

E
em cima
embaixo
entre-eixo
euro-asiático
eurocêntrico
ex-almirante
ex-diretor
ex-presidente
ex-primeiro-ministro
ex-secretária
extra-alcance
extraclasse
extraescolar
extrafino
extraoficial
extrarregular
extrassolar
extrauterinoF
faz de contas (um …)
feijão-verde
fim de século
fim de semana
folha de flandres
francofoneG
general de divisão
geo-história
giga-hertz
girassol
grã-fina
grão-duque
grão-mestre
Grão-Pará
guarda-chuva
guarda-noturno
Guiné-Bissau

H
habeas-corpus (o…)
hidroelétrico
hidrelétrico
hidrossolúvel
hidroterapia
hipermercado
hiper-raquítico
hiper-realista
hiper-requintado

I
inábil
indo-chinês 07
indochinês 08
indo-europeu
infra-assinado
infra-axilar
infraestrutura
infrassom
inter-hemisférico
inter-racial
inter-regional
inter-relacionado
intramuscular
intraocular
intraoral
intrauterino
inumano

J
joão-de-barro
joão-ninguém

L
latino-americano
lenga-lenga
luso-brasileiro
lusofobia
lusofonia

M
macroestrutura
macrorregião
madressilva
mãe-d’água
má-fé
mais-que-perfeito
mal de Alzheimer
mal-acabado
mal-afortunado
malcriado
malditoso
mal-entendido
mal-estar
malgrado
mal-humorado
mal-informado
má-língua
mal-limpo
malmequer
malnascido
malpassado
malpesado
malquerer
malquisto
malsoante
malvisto
mandachuva
manda-lua
manda-tudo
maria vai com as outras
médico-cirurgião
mesa-redonda
mestre-d’armas
microcirurgia
microempresa
microestrutura
micro-ondas
micro-organismo
microssistema
minicurrículo
minissaia
minissérie
multissegmentado

N
não agressão
não fumante
não me toques 09
não violência
não-me-toques 10
neoafricano
neoexpressionista
neoimperialista
neo-ortodoxo
norte-americano

O
olho-d’água

P
pan-africano
pan-americano
pan-hispânico
para-brisa
para-choque
para-lama
paraquedas
paraquedismo
paraquedista
para-raios
pé-de-meia
pingue-pongue
plurianual
poli-hidratação
pontapé
ponto e vírgula
por baixo de
por isso
porta-aviões
porta-retrato
porto-alegrense
pós-graduação
pospor
pós-tônico
predeterminado
preenchido
pré-escolar
preexistente
preexistir
pré-história
pré-natal
pré-nupcial
pré-requisito
pressupor
primeiro-ministro
primeiro-sargento
pró-ativo
proeminente
propor
pró-reitor
pseudo-organização
pseudossiglaQ
quem quer que sejaR
reabilitar
reabituar
reaver
recém-casado
recém-eleito
recém-nascido
reco-reco
reedição
reeleição
reescrita
reidratar
retroalimentação
reumanizar

S
sala de jantar
segunda-feira
sem-cerimônia
semiaberto
semianalfabeto
semiárido
semicírculo
semi-interno
semiobscuridade
semirrígido
semisselvagem
sem-número
sem-vergonha
sobreaquecer
sobre-elevação
sobre-estimar
sobre-exceder
sobre-humano
sobrepor
social-democracia
social-democrata
sociocultural
socioeconômico
subalimentação
subalugar
subaquático
subarrendar
sub-brigadeiro
subemprego
subestimar
subdiretor
subumano (ou sub-humano)
subfaturar
sub-reitor
sub-rogar
sul-africano
superestrutura
super-homem
super-racional
super-resistente
super-revista
supraocular
suprarrenal
suprassumo

T
tenente-coronel
tico-tico
tio-avô
tique-taque
tomara que caia

U
ultraelevado
ultrarromântico
ultrassecreto
ultrassensível
ultrassom
ultrassonografia

V
vaga-lume
vassoura-de-bruxa
verbo-nominal
vice-almirante
vice-presidente
vice-rei
vira-casaca

X
xique-xique 11
xiquexique 12

Z
zás-trás
zé-povinho
zigue-zague
zum-zum

01 – como adjetivo ou como advérbio.
02 – preferível esta forma a “abrupto”, também correta.
03 – a forma carbo-hidrato também está correta.
04 – refere-se à República Centroafricana.
05 – refere-se à região central da África.
06 – como substantivo ou como advérbio.
07 – quando significar Índia + China; indianos + chineses.
08 – referente à Indochina.
09 – significando “facilidade de magoar-se”.
10 – planta.
11 – chocalho.
12 – planta.

Este quadro está apoiado nas obras:
BECHARA, Evanildo. O que muda com o Novo Acordo Ortográfico. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2008.
INSTITUTO ANTÔNIO HOUAISS. Escrevendo pela Nova Ortografia. Rio de Janeiro/São Paulo, Houaiss/Publifolha, 2008.
GOMES, Francisco Álvaro. O Acordo Ortográfico. Porto, Porto Editora, 2008.
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Senhor, tu me sondas, e me conheces. Tu conheces o meu sentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. Esquadrinhas o meu andar, e o meu deitar, e conheces todos os meus caminhos.

Salmos 139:1-3
05/03/2021

Hífen – Prefixação

O Caso dos Prefixos e Falsos Prefixos
Prefixos ou Falsos Prefixos
Vogais iguais
Regras
1. Usa-se o hífen quando o prefixo e o segundo elemento juntam-se com a mesma vogal
Exemplos
anti-ibérico,
auto-organização,
contra-almirante,
infra-axilar,
micro-ondas,
neo-ortodoxo,
sobre-elevação,
anti-inflamatório
Observações: Saiba Mais
Mas os prefixos coproprere se juntam ao segundo elemento, ainda que este inicie pelas vogais o ou e:
coocupar,
coorganizar,
coautor,
coirmão,
cooperar,
preenchimento,
preexistir,
preestabelecer,
proeminente,
propor reeducação,
reeleição,
reescrita
Elementos ou Palavras

Vogais diferentes

Regras
2. Não se usa o hífen quando os elementos se unem com vogais diferentes
Exemplos
autoescola,
autoajuda,
autoafirmação,
semiaberto,
semiárido,
semiobscuridade,
contraordem,
contraindicação,
extraoficial,
neoexpressionista,
intraocular,
semiaberto,
semiárido
Elementos ou Palavras
Consoantes iguais
Regras
3. Usa-se o hífen se
a consoante do final do prefixo for igual à do início do segundo elemento
Exemplos
inter-racial,
super-revista,
hiper-raquítico,
sub-brigadeiro
Elementos ou Palavras

Se o segundo elemento começa com sr

Regras
4. Não há hífen quando
o segundo elemento começa com s ou r; nesse caso, duplicam-se as consoantes
Exemplos
antirreligioso
minissaia
ultrassecreto
ultrassom
Observações: Saiba Mais
Porém, conforme a regra anterior, com prefixos hiper, inter, super, deve-se manter o hífen:
hiper-realista,
inter-racial,
super-racional,
super-resistente
Elementos ou Palavras
Se o segundo elemento começa com hmn, ou com vogais
Regras
5. Usa-se o hífen se:
o primeiro elemento, terminado em m ou n, unir-se com as vogais ou consoantes hm ou n
Exemplos
circum-murado,
circum-navegação,
pan-hispânico,
pan-africano,
pan-americano
Elementos ou Palavras

Ex, sota, soto, vice

Regras
6. Usa-se hífen com
os prefixos: exsotasotovice
Exemplos
ex-almirante,
ex-presidente,
sota-piloto,
soto-pôr,
vice-almirante,
vice-rei
Observações: Saiba Mais
Escreva, porém, sobrepor
Elementos ou Palavras
Pré, pós, pró
Regras
7. Usa-se hífen com
os prefixos pré, pós, pró (tônicos e acentuados com autonomia)
Exemplos
pré-escolar,
pré-nupcial,
pós-graduação,
pós-tônico,
pós-cirúrgico,
pró-reitor,
pró-ativo,
pós-auricular
Observações: Saiba Mais
Se os prefixos não forem autônomos, não haverá hífen:
predeterminado,
pressupor,
pospor,
propor
Elementos ou Palavras

O prefixo termina em vogal ou r e b e o segundo elemento se inicia com h

Regras
8. Usa-se o hífen quando
o prefixo termina em rb ou vogais e o segundo elemento começa com h
Exemplos
anti-herói,
inter-hemisférico,
sub-humano,
anti-hemorrágico,
bio-histórico,
super-homem,
giga-hertz,
poli-hidratação,
geo-história
Observações: Saiba Mais
a) Mas as grafias consagradas serão mantidas:
reidratar,
desumano,
inábil,
reabituar,
reabilitar,
reaver
.
b) Se houver perda do som da vogal final, prefere-se não usar hífen e eliminar o hcloridrato (cloro+hidrato), clorídrico (cloro+hídrico)
Elementos ou Palavras
Sufixos de origem tupi
Regras
9. Usa-se o hífen com
sufixo de origem tupi, quando a pronúncia exige distinção dos elementos
Exemplos
Anajá-mirim,
Ceará-mirim,
capim-açu,
andá-açu,
amoré-guaçu
Este quadro está apoiado nas obras:
BECHARA, Evanildo. O que muda com o Novo Acordo Ortográfico. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2008.
INSTITUTO ANTÔNIO HOUAISS. Escrevendo pela Nova Ortografia. Rio de Janeiro/São Paulo, Houaiss/Publifolha, 2008.
GOMES, Francisco Álvaro. O Acordo Ortográfico. Porto, Porto Editora, 2008.
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Ai daquele que adquire para a sua casa lucros criminosos, para pôr o seu ninho no alto, a fim de se livrar das garras da calamidade! Vergonha maquinaste para a tua casa; destruindo tu a muitos povos, pecaste contra a tua alma. pois a pedra clamará da parede, e a trave lhe responderá do madeiramento.

Habacuque 2:9-11
05/03/2021

Hífen – Uso em Palavras Compostas

Uso em Palavras Compostas
Elementos ou Palavras
Compostas comuns
Regras
1. Usa-se hífen nas palavras compostas comuns, sem preposições,
quando o primeiro elemento for substantivoadjetivoverbo ou numeral
Exemplos
Amor-perfeito
boa-fé
guarda-noturno
guarda-chuva
criado-mudo
decreto-lei
Observações: Saiba Mais
a) Formas adjetivas como afro, luso, anglo, latino não se ligam por hífen:
afrodescendente,
eurocêntrico,
lusofobia,
eurocomunista

b) Mas com adjetivos pátrios (de identidade), usa-se o hífen:
afro-americano,
latino-americano,
indo-europeu,
ítalo-brasileira,
anglo-saxão

c) Se a noção de composição desapareceu com o tempo, deve-se unir o composto sem hífen:
pontapé,
madressilva,
girassol,
paraquedas,
paraquedismo
 (perdida a noção do verbo parar);
mandachuva (perdida a noção do verbo mandar)
d) Demais casos com para e manda usam hífen:
para-brisa,
para-choque
 (sem acento no para);
manda-tudo,
manda-lua

e) Compostos com elementos repetidos também levam hífen:
tico-tico,
tique-taque,
pingue-pongue,
blá-blá-blá

f) Compostos com apóstrofo também levam hífen:
cobra-d’água,
mãe-d’água,
mestre-d’armas
Elementos ou Palavras
Nomes geográficos antecedidos de grãogrã ou verbos
Regras
2. Usa-se o hífen em nomes geográficos compostos com grã e grão ou verbos de qualquer tipo
Exemplos
Grã-Bretanha,
Grão-Pará,
Passa-Quatro
Observações: Saiba Mais
Demais nomes geográficos compostos não usam hífen:
América do Norte,
Belo Horizonte,
Cabo Verde

(o nome Guiné-Bissau é uma exceção)
Elementos ou Palavras
Espécies vegetais / animais
Regras
3. Usa-se o hífen nos compostos que designam espécies vegetais e animais
Exemplos
bem-te-vi,
bem-me-quer,
erva-de-cheiro,
couve-flor,
erva-doce,
feijão-verde,
coco-da-baía,
joão-de-barro,
não-me-toques

(planta)
Observações: Saiba Mais
Se a palavra for usada em sentido figurado, não leva hífen:
Ela está cheia de não me toques (melindres)
Elementos ou Palavras
Mal
Regras
4. Usa-se hífen com mal antes de vogais ou h ou l
Exemplos
mal-afamado,
mal-estar,
mal-acabado,
mal-humorada,
mal-limpo
Observações: Saiba Mais
a) Escreva, porém:
malcriado,
malnascido,
malvisto,
malquerer,
malpassado

b) Escreva com hífen no feminino:
má-língua,
más-línguas
Elementos ou Palavras
Além, aquém, recém, bem, sem
Regras
5. Usa-se hífen com além, aquém, recém, bem e sem
Exemplos
além-mar,
aquém-oceano,
recém-casado,
recém-nascido,
bem-estar,
bem-vindo,
sem-vergonha
Observações: Saiba Mais
Quando o bem se aglutina com o segundo elemento, não se usa hífen:
benfeitor,
benfeitoria,
benquerer,
benquisto

Elementos ou Palavras
Locuções
Regras
6. Não se usa hífen nas locuções dos vários tipos (substantivas, adjetivas etc)
Exemplos
à vontade,
cão de guarda,
café com leite,
cor de vinho,
fim de semana,
fim de século,
quem quer que seja,
um disse me disse
Observações: Saiba Mais
a) Certas grafias consagradas agora são exceções à regra. Escreva:
água-de-colônia,
arco-da-velha,
pé-de-meia,
mais-que-perfeito,
cor-de-rosa,
à queima-roupa,
ao deus-dará

b) Outras expressões/locuções que não usarão hífen:
bumba meu boi,
tomara que caia,
arco e flecha,
tão somente,
ponto e vírgula

c) Escreva também sem hífen as locuções à toa (adjetivo ou advérbio), dia a dia (substantivo e advérbio) e arco e flecha
Elementos ou Palavras
Encadeamentos de palavras
Regras
7. Os encadeamentos vocabulares levam hífen (e não mais traço)
Exemplos
A relação professor-aluno
O trajeto Tóquio-São Paulo
A ponte: Rio-Niterói
Um acordo Angola-Brasil
Áustria-Hungria
Alsácia-Lorena
Elementos ou Palavras
Hífen no fim da linha
Regras
8. Quando cai no fim da linha, o hífen deve ser repetido, por clareza, na linha abaixo
Exemplos

Atravesso a ponte Rio-
-Niterói.

Couve-
-flor

Este quadro está apoiado nas obras:
BECHARA, Evanildo. O que muda com o Novo Acordo Ortográfico. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2008.
INSTITUTO ANTÔNIO HOUAISS. Escrevendo pela Nova Ortografia. Rio de Janeiro/São Paulo, Houaiss/Publifolha, 2008.
GOMES, Francisco Álvaro. O Acordo Ortográfico. Porto, Porto Editora, 2008.
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Digo, porém: Andai pelo Espírito, e não haveis de cumprir a cobiça da carne. Porque a carne luta contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes se opõem um ao outro, para que não façais o que quereis. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.

Gálatas 5:16-18
05/03/2021

Funções da Linguagem

O emissor, ao transmitir uma mensagem, sempre tem um objetivo: Informar algo, ou demonstrar seus sentimentos, ou convencer alguém a fazer algo, entre outros; consequentemente, a linguagem passa a ter uma função, que são as seguintes:

· Função Referencial ou denotativa
· Função Conativa ou apelativa
· Função Emotiva ou Expressiva
· Função Metalinguística
· Função Fática
· Função Poética

Obs.: Em um mesmo contexto, duas ou mais funções podem ocorrer simultaneamente: uma poesia em que o autor discorra sobre o que ele sente ao escrever poesias tem as linguagens poética, emotiva e metalinguística ao mesmo tempo.

Função Referencial (ou denotativa ou informativa)

Esta função está centrada no contexto. Quando o objetivo do emissor é simplesmente oferecer informações objetivas e diretas que procuram retratar a realidade, ocorre então a função referencial, também chamada de denotativa ou de informativa. A ênfase é dada ao conteúdo, às informações veiculadas pela mensagem. Aqui prevalece a 3ª pessoa do singular. Linguagem mais usada nas notícias de jornais e livros científicos.

Exemplo: Numa cesta de vime temos um cacho de uvas, duas laranjas, dois limões, uma maçã verde, uma maçã vermelha e uma pêra.

O texto acima tem por objetivo informar o que contém a cesta, portanto sua função é referencial.

Outro Exemplo: este parágrafo.

Função Apelativa (ou conativa)

Esta função está centralizada no receptor. Ocorre a função conativa, quando o emissor procura influenciar o comportamento do receptor, ou seja, tenta convencer o receptor a praticar determinada ação, a reagir. Neste tipo de função é comum o emprego de tu e você, ou o nome da pessoa além dos verbos vocativos e imperativos e pronomes na 2° ou na 3° pessoas. Usada também nos discursos, sermões e linguagem publicitária que se dirigem diretamente ao consumidor como “Compre aqui e concorra a este lindo carro”.
“Compre aqui…” é a tentativa do emissor de convencer o receptor a praticar a ação de comprar ali.

Função Emotiva (ou Expressiva)

Esta função está centralizada no sujeito emissor, quando este revela e dá vazão seus sentimentos ou demonstra suas opiniões ou sensações a respeito de algum assunto ou pessoa, acontece a função emotiva, também chamada de expressiva. É um texto pessoal, subjetivo. Nela prevalece a 1ª pessoa do singular, interjeições, exclamações ou adjetivos carregados de subjetividade e diminutivos. É a linguagem das biografias, memórias, poesias líricas e cartas de amor.
Exemplo: Nós o amamos muito, Jesus! / Veja rapaz, isso não é bonito!

Função Metalinguística

Esta função está centralizada na utilização do código para falar da própria linguagem, ou seja o falante procura verificar se emissor e receptor estão utilizando o mesmo código linguístico: uma pessoa falando do ato de falar, outra escrevendo sobre o ato de escrever, palavras que explicam o significado de outra palavra, A poesia que fala da própria poesia, da sua função e do poeta, um texto que comenta outro texto. Expressões como «isto é», «ou seja», «quer dizer» são exemplos desta função, assim como os dicionários, aulas de línguas e gramáticas.
Exemplo: Escrevo porque gosto de escrever. Ao passar as ideias para o papel, sinto-me realizada…

Função Fática

A função fática está centralizada no canal de comunicação. Ela ocorre quando o emissor tem como objetivo prolongar ou não o contato com o receptor, ou seja, o emissor procura estabelecer, manter ou interromper uma comunicação, ou testar a eficiência do canal de comunicação, a fim de observar se está sendo entendido pelo receptor, se a comunicação é operacional e se o interlocutor está interessado no que diz. O que tem o mesmo valar de um aceno com a mão, com a cabeça ou com os olhos. Linguagem das falas telefônicas, saudações e similares como: não é mesmo?“, “você está entendendo?“, “tudo bem?” “boa tarde“, “sentem-se“, “ouviram?, ou frases como alô!“, “oi, etc.
Exemplo: Alô Houston! A missão foi cumprida, ok? Devo voltar à nave? Alguém me ouve? Alô!!

Função Poética

Esta função ocorre quando a própria mensagem é colocada em destaque, a qual revela recursos imaginários, metafóricos criados pelo emissor que podem ser afetivas ou sugestivas. As palavras e suas combinações são valorizadas. É a linguagem figurada presente em textos em que se recorre ao ritmo como letras de músicas, a certos recursos estilísticos como metáforas, algumas propagandas, obras literárias tanto em prosa quanto em verso, principalmente às rimas como na linguagem poética em que as palavras são escolhidas e dispostas de maneira que se tornem singulares, raras.
Exemplo: Eis uma amostra:
Se eu não vejo
a mulher
que eu mais desejo
nada que eu veja
vale o que
eu não vejo.

Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Mas não useis da liberdade para dar ocasião à carne, antes pelo amor servi-vos uns aos outros. Pois toda a lei se cumpre numa só palavra, a saber: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede não vos consumais uns aos outros.

Gálatas 5:13-15
05/03/2021

Figuras da Linguagem

Figuras Sonoras

Aliteração

Repetição de sons consonantais (consoantes).
Cruz e Souza é o melhor exemplo deste recurso. Uma das características marcantes do Simbolismo, assim como a sinestesia.
Exemplos:
“(…) Vozes veladas, veludosas vozes, / Volúpias dos violões, vozes veladas / Vagam nos velhos vórtices velozes / Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.” (fragmento de Violões que choram. Cruz e Souza).

Assonância

Repetição dos mesmos sons vocálicos.
Exemplos:
(A, O) – “Sou um mulato nato no sentido lato mulato democrático do litoral”. (Caetano Veloso)
(E, O) – “O que o vago e incóngnito desejo de ser eu mesmo de meu ser me deu”. (Fernando Pessoa).

Paranomásia

O emprego de palavras parônimas (sons parecidos).
Exemplo:
“Com tais premissas ele sem dúvida leva-nos às primícias”. (Padre Antonio Vieira).

Onomatopéia

Criação de uma palavra para imitar um som
Exemplos:
A língua do nhem “Havia uma velhinha / Que andava aborrecida / Pois dava a sua vida / Para falar com alguém. / E estava sempre em casa / A boa velhinha, / Resmungando sozinha: / Nhem-nhem-nhem-nhem-nhem…” (Cecília Meireles).

Figuras de sintaxe

Elipse

Omissão de um termo ou expressão facilmente subentendida. Casos mais comuns:
a) pronome sujeito, gerando sujeito oculto ou implícito: iremos depois, compraríeis a casa?
b) substantivo – a catedral, no lugar de a igreja catedral; Maracanã, no ligar de o estádio Maracanã
c) preposição – estar bêbado, a camisa rota, as calças rasgadas, no lugar de: estar bêbado, com a camisa rota, com as calças rasgadas.
d) conjunção – espero você me entenda, no lugar de: espero que você me entenda.
e) verbo – queria mais ao filho que à filha, no lugar de: queria mais o filho que queria à filha. Em especial o verbo dizer em diálogos – E o rapaz: – Não sei de nada !, em vez de E o rapaz disse:

Zeugma

Omissão (elipse) de um termo que já apareceu antes. Se for verbo, pode necessitar adaptações de número e pessoa verbais. Utilizada, sobretudo, nas orações comparativas.
Exemplos:
Alguns estudam, outros não, por: alguns estudam, outros não estudam. / “O meu pai era paulista / Meu avô, pernambucano / O meu bisavô, mineiro / Meu tataravô, baiano.” (Chico Buarque) – omissão de era.

Hipérbato

Alteração ou inversão da ordem direta dos termos na oração, ou das orações no período. São determinadas por ênfase e podem até gerar anacolutos.
Exemplos:
Morreu o presidente, por: O presidente morreu.
Obs1.: Bechara denomina esta figura antecipação.
Obs2.: Se a inversão for violenta, comprometendo o sentido drasticamente, Rocha Lima e Celso Cunha denominam-na sínquise.
Obs3.: RL considera anástrofe um tipo de hipérbato.

Anástrofe

Anteposição, em expressões nominais, do termo regido de preposição ao termo regente.
Exemplos:
“Da morte o manto lutuoso vos cobre a todos.”, por: O manto lutuoso da morte vos cobre a todos.
Obs.: para Rocha Lima é um tipo de hipérbato.

Pleonasmo

Repetição de um termo já expresso, com objetivo de enfatizar a idéia.
Exemplos:
Vi com meus próprios olhos.
“E rir meu riso e derramar meu pranto / Ao seu pesar ou seu contentamento”. (Vinicius de Moraes), Ao pobre não lhe devo (OI pleonástico).
Obs.: pleonasmo vicioso ou grosseiro – decorre da ignorância, perdendo o caráter enfático (hemorragia de sangue, descer para baixo).

Assíndeto

Ausência de conectivos de ligação, assim atribui maior rapidez ao texto. Ocorre muito nas orações coordenadas.
Exemplos:
“Não sopra o vento; não gemem as vagas; não murmuram os rios”.

Polissíndeto

Repetição de conectivos na ligação entre elementos da frase ou do período.
Exemplos:
O menino resmunga, e chora, e esperneia, e grita, e maltrata. “E sob as ondas ritmadas / e sob as nuvens e os ventos / e sob as pontes e sob o sarcasmo / e sob a gosma e o vômito (…)”. (Carlos Drummond de Andrade).

Anacoluto

Termo solto na frase, quebrando a estruturação lógica. Normalmente, se inicia uma determinada construção sintática e depois se opta por outra.
Exemplos:
Eu, parece-me que vou desmaiar, / Minha vida, tudo não passa de alguns anos sem importância (sujeito sem predicado), / Quem ama o feio, bonito lhe parece (se alteraram as relações entre termos da oração).

Anáfora

Repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases.
Exemplos:
“Olha a voz que me resta / Olha a veia que salta / Olha a gota que falta / Pro desfecho que falta / Por favor”. (Chico Buarque).
Obs.: repetição em final de versos ou frases é epístrofe; repetição no início e no fim será símploce. Classificações propostas por Rocha Lima.

Silepse

É a concordância com a idéia, e não com a palavra escrita. Existem três tipos:
a) de gênero (masculino x feminino): São Paulo continua poluída (= a cidade de São Paulo). V. Sª é lisonjeiro.
b) de número (singular x plural): Os Sertões contra a Guerra de Canudos (= o livro de Euclides da Cunha). O casal não veio, estavam ocupados.
c) de pessoa: Os brasileiros somos otimistas (3ª pessoa – os brasileiros, mas quem fala ou escreve também participa do processo verbal).

Antecipação

Antecipação de termo ou expressão, como recurso enfático. Pode gerar anacoluto.
Exemplos:
Joana creio que veio aqui hoje. / O tempo parece que vai piorar.
Obs.: Celso Cunha denomina-a prolepse.

Figuras de palavras ou tropos

Metáfora

Emprego de palavras fora do seu sentido normal, por analogia. É um tipo de comparação implícita, ou seja, ela reúne dois elementos comparados, mas sem a utilização do termo comparativo.
Na metáfora se estabelece uma assimilação direta, que consiste em transportar para uma coisa o nome de outra pela semelhança, que, subjetivamente, julga-se haver entre elas. É uma figura de linguagem mediante a qual o sentido de uma palavra se transfere a outra.
Exemplos:
A Amazônia é o pulmão do mundo. Encontrei a chave do problema. / “Veja bem, nosso caso / É uma porta entreaberta”. (Luís Gonzaga Junior).
Obs1.: Rocha Lima define como modalidades de metáfora: personificação (animismo), hipérbole, símbolo e sinestesia. ? Personificação – atribuição de ações, qualidades e sentimentos humanos a seres inanimados. (A lua sorri aos enamorados) ? Símbolo – nome de um ser ou coisa concreta assumindo valor convencional, abstrato. (balança = justiça, D. Quixote = idealismo, cão = fidelidade, além do simbolismo universal das cores).
Obs2.: esta figura foi muito utilizada pelos simbolistas.

Quando Jesus diz: “eu sou a videira” (João 15:5), Ele se caracteriza com o que é próprio e essencial da videira.
E ao dizer: “vós sois as varas” (João 15:5), caracteriza-os com o que é próprio das varas.
Para entender melhor e fazer uma boa interpretação dessa figura de linguagem que Jesus utilizou, fazemos as seguintes perguntas: “o que caracteriza a videira? ou para que serve principalmente?” Na resposta a estas perguntas está a explicação da figura. Para que serve a videira? Para transmitir seiva e vida às varas, a fim de produzirem as uvas.
“Eu sou a porta (João 10:9), / eu sou o caminho (João 14:6), / eu sou o pão vivo (João 6:51), / eu sou a luz do mundo (João 9:5), / vós sois a luz do mundo (Mateus 5:14), vós sois o sal da terra (Mateus 5:13), / edifício de Deus (I Coríntios 3:9), vós sois lavoura de Deus (I Coríntios 3:9, / ide, dizei àquela raposa (Lucas 13:32), / a candeia do corpo são os olhos (Mateus 6:22), / Judá é um leãozinho (Gênesis 49:9), / tu és a minha rocha e a minha fortaleza, (Salmos 71:3), / o Senhor Deus é sol e escudo (Salmos 84:11), / e a casa de Jacó será um fogo, e a casa de José uma chama, e a casa de Esaú restolho. (Obadias 1:18)”, etc. [grifo meu]

Catacrese

Uso impróprio de uma palavra ou expressão, por esquecimento ou na ausência de termo específico.
Exemplos:
Espalhar dinheiro (espalhar = separar palha) / “Distrai-se um deles a enterrar o dedo no tornozelo inchado”. – O verbo enterrar era usado primitivamente para significar apenas colocar na terra.
Obs1.: Modernamente, casos como pé de meia e boca de forno são considerados metáforas viciadas. Perderam valor estilístico e se formaram graças à semelhança de forma existente entre seres.
Obs2.: Para Rocha Lima, é um tipo de metáfora.

Metonímia

Substituição de um nome por outro em virtude de haver entre eles associação de significado, ou seja, é a designação de uma coisa com o nome de outra em virtude da afinidade entre ambas. Enquanto a metáfora se baseia numa similaridade de sentidos, a metonímia assenta-se numa relação de contiguidade de sentidos. Pode ser emprega a causa pelo efeito, ou o sinal (símbolo) pela realidade que indica o símbolo.
Exemplos:
Ler Jorge Amado (autor pela obra – livro) / Ir ao barbeiro (o possuidor pelo possuído, ou vice-versa – barbearia) / Bebi dois copos de leite (continente pelo conteúdo – leite) / Ser o Cristo da turma. (indivíduo pala classe – culpado) / Completou dez primaveras (parte pelo todo – anos) / O brasileiro é malandro (sing. pelo plural – brasileiros) / Brilham os cristais (matéria pela obra – copos).
“Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos” (Lucas 16:29), em vez de dizer que têm os escritos de Moisés e dos profetas, ou seja, o Antigo Testamento.
“e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado”. (I João 1:7), é evidente que aqui a palavra sangue indica a paixão e morte de Jesus, única coisa eficaz para apagar o pecado e purificar o homem. [grifo meu]

Antonomásia, perífrase

Consiste na utilização ora de um nome comum ou de uma expressão no lugar de um nome próprio, ora de um nome próprio no lugar de um nome comum ou de uma expressão. Em ambos os casos a palavra expressão realça uma característica do ser (pessoa, coisa) cujo nome substitui. Simplificando, é a substituição de um nome de pessoa ou lugar por outro ou por uma expressão que facilmente o identifique. Fusão entre nome e seu aposto.
Exemplos:
O Mestre = Jesus Cristo, A cidade luz = Paris, O rei das selvas = o leão, Escritor Maldito = Lima Barreto.
“O anjo, porém, lhes disse: Não temais, porquanto vos trago novas de grande alegria que o será para todo o povo: É que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor”. (Lucas 2:10-11). O Salvador é Jesus! [grifo meu]

Obs.: Rocha Lima considera como uma variação da metonímia.

Sinestesia

Interpenetração sensorial, fundindo-se dois sentidos ou mais (olfato, visão, audição, gustação e tato).
Exemplos:
“Mais claro e fino do que as finas pratas / O som da tua voz deliciava … / Na dolência velada das sonatas / Como um perfume a tudo perfumava. / Era um som feito luz, eram volatas / Em lânguida espiral que iluminava / Brancas sonoridades de cascatas … / Tanta harmonia melancolizava”. (Cruz e Souza).
Obs.: Para Rocha Lima, representa uma modalidade de metáfora.

Anadiplose

É a repetição de palavra ou expressão de fim de um membro de frase no começo de outro membro de frase.
Exemplos:
“Todo pranto é um comentário. Um comentário que amargamente condena os motivos dados”.

Sinédoque

Faz-se uso dessa figura quando se toma a parte pelo todo ou o todo pela parte, o plural pelo singular, o gênero pela espécie, ou vice-versa.
Exemplos:
“também a minha carne habitará em segurança”. (Salmos 16:9), em vez de: meu corpo ou meu ser, que seria o todo, sendo a carne só parte de seu ser
“Porque todas as vezes que… beberdes este cálice” (1 Coríntios 11:26), em vez de dizer beberdes do cálice, isto é, parte do que há no cálice
“Este homem é uma peste, e promotor sedições entre todos os judeus, por todo o mundo” (Atos 24:5), significando que o apóstolo Paulo havia alcançado com sua pregação aquela parte do mundo ou do Império Romano.

Figuras de pensamento

Antítese

Aproximação de termos ou frases que se opõem pelo sentido, melhor ainda, consiste na oposição de dois termos ou de duas expressões na mesma frase ou no mesmo parágrafo, expressando contrastes em construções geralmente simétricas como: prisão/liberdade, noite/dia, escuridão/claridade.
Trata-se de uma figura de retórica muito eficaz que se encontra em muitas partes das Escrituras. O mau e o falso serve de contraste ou fundo ao que é bom e verdadeiro.
Exemplos:
“Vê que hoje te pus diante de ti a vida e o bem, a morte e o mal… O céu e a terra tomo hoje por testemunhas contra ti de que te pus diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Deuteronômio 30:15-19)
Jesus também fez uso dessa linguagem quando disse: “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que a encontram”. (Mateus 7:13-14)
Paulo em seus discursos também aplicou esse método, ele contrasta “morte” com “vida terna” e o “salário do pecado” com o “dom gratuíto de Deus” (Romanos 6:23)
Ele também estabelece um contraste entre a Antiga e a Nova Aliança, ente a Lei e o Evangelho (2 Coríntios 3:16-18).
“Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios”. (Vinicius de Moraes).
Obs.: Paradoxo – idéias contraditórias num só pensamento, proposição de Rocha Lima (“dor que desatina sem doer” Camões).

Eufemismo

Consiste em “suavizar” alguma idéia desagradável.
Exemplos:
Ele enriqueceu por meios ilícitos. (roubou), Você não foi feliz nos exames. (foi reprovado).
Obs.: Rocha Lima propõe uma variação chamada litote – afirma-se algo pela negação do contrário. (Ele não vê, em lugar de Ele é cego; Não sou moço, em vez de Sou velho). Para Bechara, alteração semântica.

Hipérbole

Exagero de uma idéia com finalidade expressiva.
Exemplos:
Estou morrendo de sede (com muita sede), Ela é louca pelos filhos (gosta muito dos filhos).
Obs.: Para Rocha Lima, é uma das modalidades de metáfora.

Ironia

Utilização de termo com sentido oposto ao original, obtendo-se, assim, valor irônico.
Obs.: Rocha Lima designa como antífrase.
Exemplos:
O ministro foi sutil como uma jamanta.

Gradação

Apresentação de idéias em progressão ascendente (clímax) ou descendente (anticlímax).
Exemplos:
“Nada fazes, nada tramas, nada pensas que eu não saiba, que eu não veja, que eu não conheça perfeitamente”.

Prosopopéia, personificação, animismo

É a atribuição de qualidades e sentimentos humanos a seres irracionais e inanimados.
Exemplos:
“A lua, (…) Pedia a cada estrela fria / Um brilho de aluguel …” (João Bosco / Aldir Blanc).
Obs.: Para Rocha Lima, é uma modalidade de metáfora.

Ora, o mediador não o é de um só, mas Deus é um só. É a lei, então, contra as promessas de Deus? De modo nenhum; porque, se fosse dada uma lei que pudesse vivificar, a justiça, na verdade, teria sido pela lei. Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela fé em Jesus Cristo fosse dada aos que crêem.

Gálatas 3:20-22
28/02/2021

Acentuação Gráfica

Literatura – Nova Ortografia

Tabela traz regras já de acordo com a Nova Ortografia
Tipo de palavra ou sílaba
Proparoxítonas
Quando acentuar
Sempre
Exemplos (como eram)
simpática, lúcido, sólido, cômodo
Observações (como ficaram)
Continua tudo igual ao que era antes da nova ortografia. observe:
Pode-se usar acento agudo ou circunflexo de acordo com a pronúncia da região:
acadêmico, fenômeno (Brasil) académico, fenómeno (Portugal)

 

Tipo de palavra ou sílaba
Paroxítonas
Quando acentuar
Se terminadas em: R, X, N, L, I, IS, UM, UNS, US, PS, Ã, ÃS, ÃO, ÃOS; ditongo oral, seguido ou não de S
Exemplos (como eram)
fácil, táxi, tênis, hífen, próton, álbum(ns), vírus, caráter,
látex, bíceps, ímã, órfãs, bênção, órfãos, cárie, árduos, pólen, éden
Observações (como ficaram)
Continua tudo igual. observe:
1. Terminadas em ENS não levam acento: hifens, polens.
2. Usa-se indiferentemente agudo ou circunflexo se houver variação de pronúncia: sêmen, fêmur (Brasil) ou sêmen, fémur (Portugal).
3. Não ponha acento nos prefixo paroxítonos que terminam em R nem nos que terminam em I:
inter-helênico, super-homem, anti-herói, semi-internato

 

Tipo de palavra ou sílaba
Oxítonas
Quando acentuar
Se terminadas em:
A, AS, E, ES, O, OS, EM, ENS
Exemplos (como eram)
vatapá, igarapé, avô, avós, refém, parabéns
Observações (como ficaram)
Continua tudo igual. observe:
1. terminadas em IISUUS não levam acento: tatu, Morumbi, abacaxi.
2. Usa-se indiferentemente agudo ou circunflexo se houver variação de pronúncia: bebê, purê (Brasil); bebé, puré (Portugal)

 

Tipo de palavra ou sílaba
Monossílabos tônicos (são oxítonas também)
Quando acentuar
Terminados em:
A, AS, E, ES, O,OS
Exemplos (como eram)
vá, pás, pé, mês, pó, pôs
Observações (como ficaram)
Continua tudo igual
Atente para os acentos nos verbos com formas oxítonas: adorá-lo, debatê-lo, etc.

 

Tipo de palavra ou sílaba
Í e Ú em palavras oxítonas e paroxítonas
Quando acentuar
Í e Ú levam acento se estiverem sozinhos na sílaba (hiato)
Exemplos (como eram)
saída, saúde, miúdo, aí, Araújo, Esaú, Luís, Itaú, baús, Piauí
Observações (como ficaram)
1. Se o i e u forem seguidos de s, a regra se mantém: balaústre, egoísmo, baús, jacuís.
2. Não se acentuam i e u se depois vier ‘nh‘: rainha, tainha, moinho.
3. Esta regra é nova: nas paroxítonas, o i e u não serão mais acentuados se vierem depois de um ditongo: baiuca, bocaiuva, feiura, maoista, saiinha (saia pequena), cheiinho (cheio).
4. Mas, se, nas oxítonas, mesmo com ditongo, o i e u estiverem no final, haverá acento: tuiuiú, Piauí, teiú

 

Tipo de palavra ou sílaba
Ditongos abertos em palavras paroxítonas
Quando acentuar
EI, OI
Exemplos (como eram)
idéia, colméia, bóia
Observações (como ficaram)
Esta regra desapareceu (para palavras paroxítonas).
Escreve-se agora: ideia, colmeia, celuloide, boia. observe:
há casos em que a palavra se enquadrará em outra regra de acentuação.
Por exemplo: contêiner, Méier, destróier serão acentuados porque terminam em R

 

Tipo de palavra ou sílaba
Ditongos abertos em palavras oxítonas
Quando acentuar
ÉIS, ÉU(S), ÓI(S)
Exemplos (como eram)
papéis, herói, heróis, troféu, céu, mói (moer)
Observações (como ficaram)
Continua tudo igual… mas, cuidado: somente para palavras oxítonas com uma ou mais sílabas)

 

Tipo de palavra ou sílaba
Verbos arguir e redarguir (agora sem trema)
Quando acentuar
arguir e redarguir usavam acento agudo em algumas pessoas do indicativo, do subjuntivo e do imperativo afirmativo
Observações (como ficaram)
Esta regra desapareceu
Os verbos arguir e redarguir perderam o acento agudo em várias formas (rizotônicas): eu arguo (fale: ar-gú-o, mas não acentue); ele argui (fale: ar-gúi), mas não acentue

 

Tipo de palavra ou sílaba
Verbos terminados em guar, quar e quir
Quando acentuar
aguar enxaguar, averiguar, apaziguar, delinquir, obliquar usavam acento agudo em algumas pessoas do indicativo, do subjuntivo e do imperativo afirmativo
Observações (como ficaram)
Esta regra sofreu alteração. observe:
Quando o verbo admitir duas pronúncias diferentes, usando a ou i tônicos, aí acentuamos estas vogais:
eu águo, eles águam e enxáguam a roupa (a tônico); eu delínquo, eles delínquem (í tônico). tu apazíguas as brigas; apazíguem os grevistas.
Se a tônica, na pronúncia, cair sobre o u, ele não será acentuado: Eu averiguo (diga averi-gú-o, mas não acentue) o caso; eu aguo a planta (diga a-gú-o, mas não acentue)

 

Tipo de palavra ou sílaba
ôo, ee
Quando acentuar
vôo, zôo, enjôo, vêem
Observações (como ficaram)
Esta regra desapareceu
Agora se escreve: zoo, perdoo veem, magoo, voo

 

Tipo de palavra ou sílaba
Verbos ter e vir
Quando acentuar
na terceira pessoa do plural do presente do indicativo
Exemplos (como eram)
eles têm, eles vêm
Observações (como ficaram)
Continua tudo igual
Ele vem aqui; eles vêm aqui.
Eles têm sede; ela tem sede

 

Tipo de palavra ou sílaba
Derivados de ter e vir (obter, manter, intervir)
Quando acentuar
na terceira pessoa do singular leva acento agudo;
na terceira pessoa do plural do presente levam circunflexo
Exemplos (como eram)
ele obtém, detém, mantém;
eles obtêm, detêm, mantêm
Observações (como ficaram)
Continua tudo igual

 

Tipo de palavra ou sílaba
Acento diferencial
Observações (como ficaram)
Esta regra desapareceu, exceto para os verbos:
PODER (diferença entre passado e presente. Ele não pôde ir ontem, mas pode ir hoje.
PÔR (diferença com a preposição por): Vamos por um caminho novo, então vamos pôr casacos;
TER e VIR e seus compostos (ver acima). observe:
1. Perdem o acento as palavras compostas com o verbo PARAR: Para-raios, para-choque.
2. FÔRMA (de bolo): O acento será opcional; se possível, deve-se evitá-lo: Eis aqui a forma para pudim, cuja forma de pagamento é parcelada

 

Trema (O trema não é mais um acento gráfico)
Desapareceu o trema sobre o U em todas as palavras do português: Linguiça, averiguei, delinquente, tranquilo, linguístico.
Exceto as de língua estrangeira: Günter, Gisele Bündchen, müleriano
Este quadro está apoiado nas obras:
BECHARA, Evanildo. O que muda com o Novo Acordo Ortográfico. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2008.
INSTITUTO ANTÔNIO HOUAISS. Escrevendo pela Nova Ortografia. Rio de Janeiro/São Paulo, Houaiss/Publifolha, 2008.
GOMES, Francisco Álvaro. O Acordo Ortográfico. Porto, Porto Editora, 2008.
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Aquele que é limpo de mãos e puro de coração; que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente. Este receberá do Senhor uma bênção, e a justiça do Deus da sua salvação.

Salmos 24:4-5