João 3:16-18
“Para refletir”
Por incrível que possa parecer, existem pessoas que ainda fazem confusão que estes três versículos que quase posso afirmar, serem os versículos mais conhecidos por todos, ou pela maioria dos seres humanos na terra.
Acredito que a divergência na interpretação destes versículos não se dá apenas com pessoas comuns, pessoas incrédulas (ímpios) apenas, mas daqueles que se dizem conhecedores da Palavra de Deus, inclusive pastores e ministros da Palavra.
Não tenho a mínima intenção aqui de criar discórdia ou coisa do gênero, pois, o meu intuito é apenas levar a verdade aos homens. Isso, além de uma ordem deixada por Jesus após ter ressurgido dos mortos. “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura”. Marcos 16:15). Também é uma das esperanças que faz com que o cristão persevere e siga sempre em direção a vida eterna. “Por causa da esperança que vos está reservada nos céus, da qual antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho”. (Colossenses 1:5)
Vejamos então o que diz na Palavra de Deus, em João, conforme palavras do próprio Jesus:
– 16 “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
– 17 “Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele”.
– 18 “Quem nele crê não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porque ele não crê no nome do unigênito Filho de Deus”.
A propósito, deveríamos no mínimo nos perguntar: Como pode Deus enviar seu próprio Filho, Cristo, para morrer por nós, e como Jesus concordou em fazer tal coisa? “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai”. (João 1:14). Eu já me fiz essa pergunta muitas vezes, e você? Não há como interrogarmos a Deus e nem devemos proceder assim, mas conseguimos encontrar resposta para todas as nossas indagações, até mesmo para esta pergunta. E onde podemos buscar pelas respostas? Basta ouvir o que Deus diz pela Sua Palavra.
Quanto à resposta da pergunta acima vejamos no versículo 16 – “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito”. As palavras de Jesus aqui, não só responde parte da nossa pergunta, mas também nos dá margem para analisarmos mais a fundo os sentimentos de Deus, não completamente, pois jamais conseguiremos tal feito, mas, pelo menos, o que Deus nos deixou aparente. E quanto ao restante da nossa questão: Por que Jesus concordou com Deus? Esta resposta é simples e vamos esclarecê-la também por meio do apóstolo João. Cristo disse: “Eu e o Pai somos um”. (João 10:30). “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. (João 1:1). “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam, a respeito do Verbo da vida”. (I João 1:1). E mais uma prova de que Jesus é Deus. “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança…”. (Gênesis 1:26). Com quem Deus estaria usando a palavra “façamos o homem” no plural, senão com Cristo? Mesmo com estas explicações, necessário é que eu faça ainda uma outra colocação: Mesmo sendo Jesus o Deus verdadeiro, e tendo tomado a forma de homem e vindo ao mundo através de Maria, em carne e ossos como nos conhecemos, Jesus se manteve em amor e justiça e em tudo obedeceu ao Pai, até a chega de Sua morte na terra. Veja o que Paulo fala aos irmãos da igreja de Filipos: “Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz”. (Filipenses 2:5-8).
Vamos analisar agora o significado: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito…”. Primeiro precisamos entender que jamais fizemos qualquer coisa para merecer o amor de Deus. “Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós”. (Romanos 5:8). O Senhor, certamente é tão Grandioso e Sublime que nos amou primeiro, mesmo sendo nós ainda pecadores e sequer merecermos o seu amor. “Nós amamos, porque ele nos amou primeiro”. (I João 4:19). As palavras de João aqui são para aqueles já convertidos ao Senhor Jesus, aqueles que já O aprenderam amar. Por que isso? Ora, porque todos nós, pecadores como somos, convertidos ou não, já temos dentro de nós um prazer imenso pelo pecado, e, só com o Espírito Santo de Deus é que conseguimos resisti-los e abandoná-los.
Nesse versículo em particular é que conseguimos enxergar o verdadeiro amor de Deus. Por que? Justamente pelo sublime ato de dar Seu Único Filho para morrer por nós na cruz. Você, papai ou mamãe daria um filho seu, ainda que não fosse o único para morrer por um inimigo seu? Vou melhorar a pergunta: Você daria um filho seu para morrer pelo seu melhor amigo? Certamente que nem você nem eu temos um amor desses para demonstrar por quem quer que seja e menos ainda por um inimigo como éramos de Deus. Nós não conseguimos tal capacidade de amar. O amor de Deus foi: “… de tal maneira…”, ou seja, o amor demonstrado por Deus por nós foi um amor sem medidas, um amor grandioso, um amor incomensurável. Deus nos amor um com amor tão grande que não temos capacidade de compreender.
E quem foi que Deus amou “… de tal maneira…”? Esta é uma das grandes confusões que fazem com a Palavra de Deus, onde os mais simples e retos de coração conseguem facilmente entender. “Deus amou o mundo…”. Esta é a resposta, mas ainda surge uma pergunta: Quem é o “… mundo…”? Ora, o mundo, meu amigo, não é essa imensa “bola” que vemos através dos grandes telescópios dos cientistas, ou o globo terrestre que vemos nos livros, “… o mundo…” é você, sou eu, seu filho (a), o apóstolo Paulo, Pedro, João, a Roberta, o da Silva, o Fernando, a Rute, o Raimundo, a Maria mãe de Jesus. O mundo somos nós seres humanos pecadores. Deus nos amou a cada um em particular. Sei que não devemos acrescentar nem tirar nada da Palavra de Deus, mas como ilustração vamos fazer uma substituição como um sinônimo apenas: “Deus amou o (Daniel, Você, Ester, Maria, José, Eu a Priscila, a todos) de tal maneira…”. Consegue compreender?
Vamos então analisar a segunda parte do versículo 16 – “… para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Mas, como Deus é amor em abundância, também é um Deus de justiça. Nosso Deus é equilibrado nem mais nem menos, então vamos notar que Ele enviou Seu Filho, mas temos que acreditar nisso, senão pereceremos. O que quer dizer isso? Quer dizer que aquele que sabe, ou ouviu dizer que Deus o amou e pelo livre arbítrio o deixa fazer sua escolha acreditar ou não em Jesus. Aquele que acredita recebe de Deus o perdão por todos os seus pecados cometidos e a promessa de “vida eterna”, por outro lado, aquele que não acredita em Cristo receberá a morte eterna, ou seja, a “perdição eterna“, que significa separação eterna de Deus.
Veja o versículo 17 nos dá a explicação complementar que falta – “Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele”. Jesus não veio a mundo para condenar o ser humano, quer seja ele bom… ruim ou péssimo. Não pesa em nada pagar em dia suas contas (importa, sim, aqui nessa terra, pois se não pagar a conta de luz vão cortar sua energia), se é ladrão, se é rico ou pobre, se é preto ou branco, isso não importa para Deus, pois Ele não faz acepção de pessoas “Pois o Senhor vosso Deus, é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem recebe peitas”. (Deuteronômio 10:17), mas o motivo da (primeira) vinda de Jesus ao mundo foi para salvar as pessoas da condenação. Necessário é então que as pessoas reconheçam o amor de Deus e aceitem a Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas. “… Quem nele crê não é condenado…”.
Aquele que não aceita Jesus para sua vida, aquele que não acredita em Jesus, aquele que vira as costas para Jesus não existe meio termo, o versículo 18 a seguir esclarece totalmente a situação dessas pessoas:“Quem nele crê não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porque ele não crê no nome do unigênito Filho de Deus”. Conforme diz o próprio versículo “… mas quem não crê já está condenado…”. Alguns dizem que no dia do julgamento Deus reconhecerá seus erros e perdoará. Para esses Deus dirá: “… Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira vindoura?” (Mateus 3:7). “Ou fazei a árvore boa, e o seu fruto bom; ou fazei a árvore má, e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore. Raça de víboras! como podeis vós falar coisas boas, sendo maus? pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca. (Mateus 12:33-34). Outros dizem que Deus é amor e jamais mandará um ser humano para o inferno. Para esses Deus diz: “Tenho eu algum prazer na morte do ímpio? diz o Senhor Deus. Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva?”. (Ezequiel 18:23). Realmente Deus não tem prazer na morte eterna de ninguém, Ele não quer que ninguém seja lançado no inferno, mas é necessário tomar uma posição, ou o caminho largo (mundo) ou o caminho estreito (Jesus). Tome a sua! Faça sua escolha! Já quando nos convertemos a Jesus, quando escolhemos o caminho ao lado de Deus, Ele diz: “Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos”. (Salmos 116:15). Por que? Não seria uma contradição da parte de Deus? De forma alguma! Deus sabe que estaremos com Ele e Seu amado Filho nos céus e não em tormenta eterna no inferno como aqueles que não creram.
Você, meu (minha) amigo (a) já creu em Jesus? Você já fez sua escolha ou ainda está condenado? Sabe realmente do que você precisa para se converter? Apenas e somente da fé. “Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam”. ( Hebreus 11:6 ). No momento em que você abrir seu coração e deixar a fé guiá-lo e não mais o seu querer ou parecer, então você estará pronto para o Paraíso como o ladrão na cruz. “Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”. (Lucas 23:43). Esse ladrão não era uma pessoa boa, tal como o que estava à direita de Jesus na outra cruz, mas ele reconheceu que Jesus é realmente o Filho de Deus. “E nós, na verdade, com justiça; porque recebemos o que os nossos feitos merecem; mas este nenhum mal fez. Então disse: Jesus lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. (Lucas 23:41-42).
Ele sequer precisou buscar dia a dia pela sua salvação e continuar buscando como muitos dizem, ou ainda, em cumprimento a um mandamento de Jesus, batizar-se para ser salvo não! Ele simplesmente creu como diz no versículo 18 acima: “… Quem nele crê não é condenado…”. Quando cremos em Jesus e O aceitamos estamos salvos de uma vez e para sempre. Já adquirimos, pela graça, a vida eterna. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus”. (Efésios 2:8). E, isso jamais será pode ser tirado de nós. O que Deus dá não toma de volta. Não existe nada nesta terra que nos tire a salvação, não há como perdê-la, isto é uma promessa. “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor”. (Romanos 8:38-39).
Que o Senhor abençoe Sua Palavra
Jesus Chorou – Relato de um Cirurgião
[ João 11:35 ]
Sim, Jesus chorou diversas vezes. Cristo, em um de seus ensinamentos as famosas Bem-Aventuranças, declara: ( Mateus 5:4 ). A Bíblia nos mostra muitas passagens com Cristo em lágrimas, pelo povo, pela cidade, pelos homens, pela vida: ( Hebreus 5:7; Mateus 23:37; Lucas 7:11-15 ), também pela morte ( João 11:21; João 11:33; João 11:35 ) que Ele veio para destruir e dar vida. ( I Coríntios 15:55-56 ). Por isso Ele ressuscitou e nos prometeu declarando: ( Lucas 22:44 ) pelo qual, Onisciente que é, sabia que teria que passar. ( João 11:25-26 ).
Isaías profetizou a respeito de Jesus, ele sabia que seria um homem que passaria por muitas aflições e dores. ( Isaías 53:3 ). Mas, seria vencedor. ( João 16:33 ).
Mas Jesus chorou também por Ele mesmo. E Seu choro foi diferente das outras vezes, foi tão intenso que seu suor se transformou em gotas de sangue devido ao grande sofrimento ( Lucas 22:44 ) pelo qual, Onisciente que é, sabia que teria que passar. ( Lucas 22:27 ).
Vamos ler abaixo relato das dores de Jesus feita por um grande estudioso francês, o médico cirurgião Doutor Barbet dando a possibilidade de compreender realmente as dores de Jesus durante a sua paixão.
Sou um cirurgião, e dou aulas há algum tempo. Por treze anos vivi em companhia de cadáveres e durante a minha carreira estudei anatomia a fundo. Posso, portanto escrever sem presunção a respeito de uma morte como a de Jesus.
E, no Getsemani posto em agonia, orava mais intensamente: ( Lucas 22:44 ). Notem que o único evangelista que relata o fato é um médico, Lucas. E o faz com a precisão de um clínico.
O suar sangue, ou hematidrose é um fenômeno raríssimo. É produzido em condições excepcionais. Para provocá-lo é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo. O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens devem ter esmagado Jesus.
Tal tensão extrema produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas, o sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pele, e então escorre por todo o corpo até a terra.
Conhecemos a farsa do processo preparado pelo Sinédrio hebraico, o envio de Jesus a Pilatos ( Lucas 23:1 ) e o desempate entre o procurador romano e Herodes. Mesmo não vendo culpa em Cristo ( João 19:4; Lucas 23:4; Lucas 23:14; Lucas 23:15; Lucas 23:20 ) Pilatos cede, e então ordena a flagelação de Jesus. Os soldados despojam Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio. ( Lucas 23:16; João 19:1 ).
A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos. Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado, e de diferente estatura. Golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue. A pele se dilacera e se rompe; o sangue espirra. A cada golpe Jesus reage em um sobressalto de dor. As forças se esvaem; um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira em uma vertigem de náusea, calafrios lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse preso no alto pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue.
Depois o escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que os de acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo). ( João 19:3; Mateus 27:29 ). Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado à multidão feroz, o entrega para ser crucificado. ( João 19:23-24; João 19:16 ).
Colocam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da cruz; pesa uns cinquenta quilos. A estaca vertical já está plantada sobre o Calvário. Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos. Os soldados o puxam com as cordas. O percurso é de cerca de 600 metros. Jesus, fatigado, arrasta um pé após o outro, frequentemente cai sobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas. Quando ele cai por terra, a viga escapa-lhe, escorrega, e esfola-lhe o dorso. Sobre o Calvário tem início a crucificação.
Os carrascos despojam o condenado ( João 19:23-24 ), mas a sua túnica está colada nas chagas e tirá-la produz dor atroz. Quem já tirou uma atadura de gaze de uma grande ferida percebe do que se trata. Cada fio de tecido adere à carne viva: ao levarem a túnica, dilaceram-se as terminações nervosas postas em descoberto pelas chagas. Os carrascos dão um puxão violento. Há um risco de toda aquela dor provocar uma síncope, mas ainda não é o fim. O sangue começa a escorrer.
Jesus é deitado de costas, as suas chagas incrustam-se de pedregulhos. Depositam-no sobre o braço horizontal da cruz. Os carrascos tomam as medidas. Com uma broca, é feito um furo na madeira para facilitar a penetração dos pregos. Os carrascos pegam um prego (longo, pontudo e quadrado), apoiam-no sobre o pulso de Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira. Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente. O nervo mediano foi lesado. Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor alucinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se pelos ombros, atingindo o cérebro. A dor mais insuportável que um homem pode provar, ou seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos provoca uma síncope e faz perder a consciência. Em Jesus não. O nervo é destruído só em parte: a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego: quando o corpo for suspenso na cruz, o nervo se esticará fortemente como uma corda de violino esticada sobre a cravelha. A cada solavanco, a cada movimento, vibrará despertando dores dilacerantes. Um suplício que durará três horas.
O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus, colocando-o primeiro sentado e depois em pé; consequentemente fazendo-o tombar para trás, O encostam na estaca vertical. Depois rapidamente encaixam o braço horizontal da cruz sobre a estaca vertical. Os ombros da vítima esfregam dolorosamente sobre a madeira áspera. As pontas cortantes da grande coroa de espinhos penetram o crânio. A cabeça de Jesus inclina-se para frente, uma vez que o diâmetro da coroa o impede de apoiar-se na madeira. Cada vez que o Mártir levanta a cabeça, recomeçam pontadas agudas de dor.
Pregam-lhe os pés. Ao meio-dia Jesus tem sede. Não bebeu desde a tarde anterior. Seu corpo é uma máscara de sangue. A boca está semiaberta e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, queima-lhe, mas ele não pode engolir. Tem sede. Um soldado estende-lhe sobre a ponta de uma vara uma esponja embebida com vinagre (bebida ácida), em uso entre os militares. Tudo aquilo é uma tortura atroz. ( Mateus 27:48; Marcos 15:36; Lucas 23:36; João 19:28-29 ).
Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus. Os músculos dos braços enrijecem-se em uma contração que vai se acentuando: os deltoides, os bíceps esticados e levantados, os dedos curvam-se. E como acontece a alguém ferido de tétano. A isto que os médicos chamam tetania, quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen enrijecem-se em ondas imóveis. Em seguida, aqueles entre as costelas, os do pescoço, e os respiratórios. A respiração se faz pouco a pouco mais curta. O ar entra com um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e enfim em cianótico.
Jesus é envolvido pela asfixia. Os pulmões cheios de ar não podem mais se esvaziar. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora de órbita. Mas o que acontece? Lentamente com um esforço sobre-humano, Jesus toma um ponto de apoio sobre o prego dos pés. Esforça-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços. Os músculos do tórax se distendem. A respiração torna-se mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial.
Por que este esforço? Porque Jesus quer falar: ( Lucas 23:34 ). Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo, e a asfixia recomeça. Foram transmitidas sete frases pronunciadas por ele na cruz: cada vez que quer falar, deverá elevar-se tendo como apoio o prego dos pés. Inimaginável! Atraídas pelo sangue que ainda escorre e pelo coagulado, enxames de moscas zunem ao redor do seu corpo, mas ele não pode enxotá-las. Pouco depois o céu escurece, o sol se esconde: de repente a temperatura diminui. Logo serão três da tarde, depois de uma tortura que dura três horas. ( Lucas 23:44; Lucas 23:45; Marcos 15:33 ). Todas as suas dores, a sede, as cãibras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos arrancam-lhe um lamento: ( Marcos 15:34; Mateus 27:46 ). Jesus grita: Tudo está consumado! ( Lucas 23:46 ).
Assim Ele morre em meu lugar… E no seu. Eu já reconheci isto e você o que espera?
O nome δ α n i η λ
Danihl
O nome Daniel dan-ee-ale’
דָּנִיּאֵל
As letras utilizadas na palavra Daniel. Observe que o “ e ” é estendido por isso o uso de “ η ” e não “ ε “.
MaiúsculaΔ |
Minúsculaδ |
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De origem Hebraica [ דָּנִיּאֵל ] em Aramaico, Danihl – extendido = Daniye’l – daw-nee-yale’. O Profeta Hebreu Daniel [ הנביא דניאל
Em Ezequiel é Daniel – daw-nee-ale’ ; de Dan – dawn e ‘el – ale ; Significa Deus é o meu juiz; Daniel ou Danijel, o nome de dois Israelitas
Dan – dawn vem de diyn – deen ou duwn – doon ; Juiz; Dan ou Dã como conhecemos, um dos filhos de Jacó; também uma tribo descendente dele, e seu território; também um lugar na Palestina colonizado por eles.
‘el – ale é odiminutivo de ‘ayil – ah’-yil ou ‘uwl ; Força como adjetivo, poder; especialmente o poderoso (mas usado também para qualquer deidade); Deus, deus, endeusado, grande, ídolo, poder, poderoso, força, poder.
diyn – deen ou duwn – doon em Gênesis 6:3; i.e. velejar direto, com um curso direto.
‘ayil – ah’-yil o mesmo que ‘uwl ; Corretamente, força; consequentemente, qualquer coisa forte; especificamente um chefe (politicamente); também um carneiro (de sua força); uma pilastra (como um forte apoio); um carvalho ou outra árvore forte: poderoso (o homem), padieira, carvalho, poste, carneiro, árvore.
Outras Curiosidades:
Uma pessoa que não se preocupara exageradamente com a opinião dos outros. o importante para ele é estar em paz com a própria consciência e com seus princípios morais. tem uma intuição muito grande e sabe usá-la.
Muito atencioso, e apegado à família possui um senso maternal muito forte, é o tipo de pessoa que gosta de se sentir útil e necessário, com isso chega a assumir mais responsabilidades do que realmente pode suportar. Não costuma voltar atras em suas palavras. Muito ocupado, raramente se permite algumas horas livres para o lazer. Mas deve tomar cuidado em não se tornar dependente ou infantil ao extremo, isso o torna totalmente independente e não se “pendura” nos outros.
Daniel possui equivalentes em outras línguas semíticas, como no Ugarítico Dâ’nîlu, um atestado em tabuletas do segundo milênio a.C., em Ras Shamra, na Síria, e no árabe Alladin.
Em Hebraico a raiz DYN significa “julgar”, de onde din, “julgamento”, dayyan “juiz”, madon “disputa”, medina “província, jurisdição”.
Cognatos são o Árabe dana “converter, tornar-se pio”, o Acadiano dianu “condenar” e o Siríaco din, dan.
A forma servo-croata Danilo popularizou-se mundialmente a partir do príncipe de Montenegro, Danilo I Petrovic, falecido em 1860.
