
Saiba tudo sobre as discussões sobre Aumento do Bolsa Família
O Bolsa Família é um dos principais programas sociais do Brasil, criado no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003. O objetivo inicial era combater a pobreza e a desigualdade social, oferecendo transferências de renda para famílias em situação de vulnerabilidade social. Desde sua criação, o programa passou por diversas reformas, incluindo mudanças na forma de distribuição dos recursos e no critério de elegibilidade das famílias.
Reformulação do Bolsa Família em 2023
Em 2023, o programa foi reestruturado pelo governo atual, que substituiu o antigo Auxílio Brasil pelo Bolsa Família. A principal alteração foi no valor do benefício. Em vez de ser um auxílio fixo, o valor do benefício passou a ser progressivo, variando conforme a composição da família e as condições de vulnerabilidade social. Além disso, o governo também implementou mudanças para aumentar o alcance do programa e melhorar a gestão das transferências. O valor médio do benefício em 2023 foi de aproximadamente R$ 705,40 por família, um dos maiores valores da história do programa.
Discussões sobre Aumento do Bolsa Família
Recentemente, o presidente Lula e o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, discutiram a possibilidade de aumentar o valor do benefício do Bolsa Família. O objetivo seria adequar o programa à realidade econômica atual, especialmente considerando o aumento nos preços dos alimentos e os desafios econômicos enfrentados pelas famílias em situação de pobreza.
No entanto, essa proposta gerou divergências internas no governo. A Casa Civil da Presidência da República, por meio de uma nota oficial, desautorizou a discussão sobre o aumento do benefício, afirmando que não há estudos em andamento para ajustar o valor do Bolsa Família. A Casa Civil também deixou claro que o tema não está na pauta do governo no momento e que não há planos para discutir o aumento do benefício.
Aspectos Econômicos e Políticos do Aumento
A divergência entre o presidente, o ministro Wellington Dias e a Casa Civil gerou debates sobre a viabilidade e os impactos de um reajuste no valor do benefício. Especialistas apontam que, embora a proposta tenha um forte apelo social, especialmente em tempos de inflação e altas no custo de vida, um aumento no valor do Bolsa Família poderia ter efeitos colaterais negativos.
Uma das principais preocupações é o impacto inflacionário. Aumentos em programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, podem gerar uma demanda adicional na economia, especialmente em um cenário de escassez de oferta. Isso poderia pressionar os preços e alimentar a inflação. Além disso, o governo enfrenta desafios fiscais, como a necessidade de controlar o gasto público e manter o equilíbrio das contas públicas. Um aumento substancial no valor do benefício poderia agravar a situação fiscal do Brasil, que já enfrenta uma dívida pública elevada.
Outra questão importante é a sustentabilidade do programa. O Bolsa Família, embora tenha um impacto positivo na redução da pobreza, é um programa caro, e seu financiamento depende de uma combinação de recursos federais e da capacidade do governo de gerar receita. A questão do espaço orçamentário é central nesse debate, e o governo pode precisar priorizar outras áreas de gasto, como saúde, educação e infraestrutura, para garantir a continuidade do programa sem comprometer o equilíbrio fiscal.
Impacto Social e Popularidade
Embora o governo tenha sinalizado que não há planos de aumentar o valor do Bolsa Família por agora, o programa continua a ser um pilar importante da rede de proteção social no Brasil. Muitos brasileiros dependem do benefício para garantir sua segurança alimentar e atender a necessidades básicas. A população de baixa renda, em especial, vê o Bolsa Família como uma ferramenta crucial para sua sobrevivência e bem-estar.
Em termos de popularidade, o Bolsa Família tem grande aceitação, especialmente nas regiões mais empobrecidas do Brasil. O apoio ao programa é uma das principais bases eleitorais do presidente Lula, e qualquer mudança no valor do benefício pode ter repercussões políticas importantes. Por outro lado, um aumento nas transferências pode ser visto como uma forma de aliviar a pressão sobre as famílias em um momento econômico desafiador, mas também pode ser usado para atacar o governo por supostos excessos fiscais.
Perspectivas Futuras
O futuro do Bolsa Família e de programas semelhantes de transferência de renda no Brasil ainda depende de várias questões, incluindo a evolução da economia e a capacidade do governo de gerir o equilíbrio fiscal. A pressão social por mais apoio financeiro para as famílias em situação de vulnerabilidade tende a continuar, especialmente em um cenário de inflação persistente e aumento dos preços básicos.
No entanto, o governo também precisa considerar o impacto de suas políticas econômicas e fiscais, evitando uma escalada da inflação e mantendo a confiança no mercado. Em qualquer cenário, a relação entre os diferentes atores políticos, como o presidente, ministros e a Casa Civil, será fundamental para definir as políticas públicas e as estratégias de enfrentamento da pobreza no Brasil.
Conclusão
Embora a proposta de aumento do Bolsa Família tenha gerado debates, o governo de Lula parece determinado a manter o programa como uma das principais ferramentas de combate à pobreza no Brasil, ao mesmo tempo em que precisa equilibrar os desafios fiscais e a sustentabilidade econômica do país. Com a inflação e os altos preços dos alimentos afetando principalmente as famílias mais pobres, a pressão por mais apoio continua forte, e qualquer mudança no Bolsa Família será acompanhada de perto pela população e por analistas econômicos.

A vacinação contra a dengue se tornou uma medida essencial no combate à doença no Brasil, que, ao lado de outras arboviroses como zika e chikungunya, continua a representar um grande desafio de saúde pública no país. Um ano após o início da campanha de vacinação contra a dengue, um levantamento revelou que apenas 37% da população-alvo foi imunizada. Essa taxa de cobertura abaixo do esperado tem gerado preocupações sobre a efetividade da campanha e a necessidade de intensificar os esforços para proteger a população e reduzir a incidência da doença.
Contexto da Vacinação Contra a Dengue
A dengue é uma doença viral transmitida principalmente pelo mosquito Aedes aegypti. Ela pode causar sintomas como febre alta, dor no corpo, manchas vermelhas na pele, dor atrás dos olhos e, em casos graves, hemorragias, o que pode levar à morte. O Brasil tem enfrentado surtos de dengue há décadas, e em algumas regiões o número de casos e mortes tem sido alarmante. Estima-se que a dengue afeta milhares de pessoas anualmente no país, com picos de incidência em determinadas épocas do ano, como o verão e o período chuvoso, quando o mosquito se prolifera.
A vacina contra a dengue, conhecida como Dengvaxia, foi aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para ser administrada em pessoas de 9 a 45 anos de idade, especialmente em áreas com surtos frequentes de dengue. Ela foi desenvolvida para proteger contra os quatro tipos do vírus da dengue (DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4) e está sendo utilizada em diversos países com alta incidência da doença. No Brasil, a vacinação foi iniciada com foco em áreas com maior prevalência de dengue, como algumas regiões do Norte e Nordeste.
Taxa de Imunização e Desafios
Embora a vacina tenha sido uma ferramenta promissora no combate à dengue, a cobertura vacinal de apenas 37% do público-alvo após um ano de campanha indica que há uma série de desafios a serem superados. Essa taxa está bem abaixo do mínimo desejado para garantir uma proteção coletiva eficiente, que ajudaria a reduzir a transmissão do vírus e a prevalência de casos graves da doença.
Entre os principais desafios enfrentados pela campanha de vacinação estão:
- Desinformação: A vacina contra a dengue tem gerado dúvidas e desinformação entre a população. Muitas pessoas não têm clareza sobre a segurança da vacina e seus benefícios, especialmente após controvérsias sobre o uso do Dengvaxia em pessoas que já haviam sido infectadas pelo vírus da dengue anteriormente. Esses casos geraram receios e acabaram dificultando a adesão da população à vacina.
- Falta de Acesso: Embora a vacina esteja sendo oferecida nas unidades de saúde, o acesso à imunização ainda é um obstáculo em algumas áreas, especialmente nas mais remotas e em zonas rurais. A logística para alcançar essas regiões e garantir que todas as pessoas do público-alvo sejam vacinadas pode ser complexa.
- Desinteresse da População: O fato de a vacina ser oferecida por meio de campanhas específicas também leva a uma falta de engajamento de parte da população. Muitas pessoas não se percebem como parte do grupo de risco ou acreditam que não têm necessidade de se vacinar, o que resulta em uma baixa adesão.
- Recursos Limitados: O financiamento e a distribuição de vacinas para grandes áreas podem ser limitados. Além disso, a demanda por vacinas pode ser maior em algumas regiões do que em outras, dificultando a logística e a cobertura vacinal uniforme.
Consequências da Baixa Cobertura
A baixa taxa de vacinação pode ter implicações graves para a saúde pública. Em locais com uma cobertura vacinal inadequada, o risco de surtos de dengue continua alto, o que pode resultar em um número elevado de hospitalizações e mortes, especialmente entre crianças e idosos, que são mais vulneráveis aos casos graves da doença. Sem a imunização suficiente, o controle da doença fica muito mais difícil, e o país pode enfrentar um ciclo contínuo de surtos de dengue.
O Papel das Autoridades e da Comunidade
Diante dessa situação, as autoridades de saúde, como o Ministério da Saúde, têm enfatizado a necessidade de intensificar a campanha de vacinação e de conscientizar a população sobre os benefícios da vacina. Além da vacinação, é importante reforçar as medidas de controle do mosquito transmissor da doença, como o combate aos criadouros de Aedes aegypti, o uso de repelentes e o monitoramento das áreas de risco.
A conscientização também envolve educar a população sobre a importância de procurar os postos de vacinação e aderir ao esquema vacinal. A vacina contra a dengue pode ser aplicada em três doses, sendo a segunda e a terceira aplicadas com intervalos de seis meses. A adesão ao calendário completo de vacinação é fundamental para garantir a proteção adequada.
O Que Mais Pode Ser Feito?

Além da ampliação da cobertura vacinal, outras medidas são necessárias para combater a dengue no Brasil de forma eficaz:
- Ações de Prevenção: O controle do mosquito Aedes aegypti continua sendo a principal forma de prevenção. A eliminação de focos de água parada, onde o mosquito se reproduz, é fundamental. Programas de conscientização sobre os cuidados com o ambiente e a vigilância para identificar e eliminar esses focos são vitais.
- Inovações Tecnológicas: O uso de tecnologias de monitoramento e controle do mosquito, como armadilhas, aplicativos para denúncia de criadouros e o uso de mosquitos geneticamente modificados, pode contribuir para a redução da população do vetor e a diminuição dos casos de dengue.
- Fortalecimento das Estratégias de Comunicação: Campanhas de comunicação mais eficazes e direcionadas para esclarecer as dúvidas da população sobre a segurança e a eficácia da vacina podem aumentar a adesão à imunização.
- Apoio às Equipes de Saúde: Investir na formação de profissionais de saúde para que possam orientar a população e realizar a vacinação de forma eficaz também é uma estratégia importante.
Conclusão
A vacinação contra a dengue é uma ferramenta poderosa no controle da doença, mas sua eficácia depende de uma cobertura vacinal ampla. Com apenas 37% da população-alvo vacinada até o momento, o Brasil enfrenta desafios significativos. A intensificação da campanha de vacinação, o aumento da conscientização da população, e o combate ao mosquito transmissor são essenciais para reduzir os casos de dengue e proteger a saúde pública. O governo, em parceria com a sociedade, deve se esforçar para alcançar mais pessoas e garantir que a vacina chegue a todos que necessitam.

Café chegando aos R$ 60,00 o kilo, absurdo
O preço do café tem apresentado aumentos significativos nos últimos meses, e especialistas alertam que essa tendência pode continuar devido a diversos fatores climáticos adversos, além de outros fatores econômicos e geopolíticos.
Fatores Climáticos Adversos:
Nos últimos anos, a produção de café foi impactada por eventos climáticos extremos, como geadas, secas prolongadas e chuvas intensas. Em 2021, uma geada severa afetou quase 20% da safra de arábica no Brasil, o maior produtor mundial de café. Em 2023, o fenômeno El Niño trouxe estiagem e altas temperaturas, seguidos pelo La Niña em 2024, que resultou em chuvas excessivas. Essas condições prejudicaram a qualidade e a quantidade da produção, reduzindo a oferta global de café. Especialistas alertam que, se esses eventos climáticos continuarem a acontecer, poderão agravar ainda mais a escassez de grãos e gerar impactos negativos nos preços.
Além disso, o Brasil, que produz a maior parte do café arábica do mundo, enfrentou uma escassez de mão de obra nas lavouras devido a questões trabalhistas e dificuldades de acesso às áreas rurais, o que afetou ainda mais a produção. Com a previsão de um clima instável, muitos produtores estão apreensivos quanto à continuidade das colheitas.
Aumento da Demanda Global:
Paralelamente, houve um aumento na demanda global por café, especialmente com a expansão do consumo na China, onde o mercado de cafés especiais tem crescido exponencialmente. O país asiático, que historicamente não tem sido um grande consumidor de café, está experimentando um boom no consumo de café gourmet e de alta qualidade. O consumo também tem aumentado em outros mercados emergentes e entre as novas gerações, com destaque para a popularização de bebidas à base de café nas redes sociais.
Esse crescimento da demanda, combinado com a oferta limitada devido aos fatores climáticos, tem pressionado os preços. A escassez de café de alta qualidade, devido à redução nas safras, também tem impulsionado os preços para grãos mais caros, como o arábica, que dominam o mercado global.
Expectativas para os Próximos Meses:
Especialistas indicam que o preço do café pode continuar em alta nos próximos meses, pelo menos até a safra deste ano, que começa a ser colhida por volta de abril ou maio. A Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) estima que o preço da bebida pode aumentar em até 25% nos supermercados nos próximos dois meses. Embora a safra de 2025 seja promissora, o impacto do clima nas colheitas e o aumento da demanda podem continuar a pressionar os preços.
Além disso, a alta dos custos de produção, com o aumento do preço de insumos como fertilizantes, pesticidas e transporte, pode prolongar essa alta no mercado global. A expectativa é que, após esse período de elevação, os preços possam se estabilizar, com uma possível queda a partir da safra do próximo ano, caso o clima seja mais favorável e a produção recupere os níveis de anos anteriores.
Impacto no Mercado:
Os aumentos nos preços do café têm implicações diretas para os consumidores, que podem enfrentar preços mais elevados nos supermercados e cafeterias. As cafeterias, por sua vez, já começam a repassar os aumentos para os consumidores finais, o que pode reduzir a frequência de consumo de café em locais como restaurantes e bares. Além disso, a indústria do café está sendo desafiada a equilibrar os custos de produção com a necessidade de manter a competitividade no mercado, enfrentando margens de lucro mais apertadas.
A cadeia produtiva do café, desde os agricultores até os fornecedores e vendedores, precisa se adaptar a esse cenário de instabilidade, com muitos produtores buscando alternativas para mitigar os danos das condições climáticas, como o investimento em tecnologias agrícolas que melhoram a resistência das plantas.
Em resumo, os aumentos nos preços do café são atribuídos a uma combinação de fatores climáticos adversos, aumento da demanda global, e desafios econômicos no setor. Embora se espere uma estabilização nos preços após a próxima safra, os consumidores devem estar preparados para possíveis variações nos preços do café nos próximos meses, com impactos no mercado doméstico e internacional.
O que é o Coronavírus?
Desde meados dos anos 1960, os coronavírus (CoV) são uma grande família viral conhecidos , que causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Geralmente, infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves a moderada, semelhantes a um resfriado comum. A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem. Os coronavírus comuns que infectam humanos são alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.
Alguns coronavírus podem causar síndromes respiratórias graves, como a síndrome respiratória aguda grave que ficou conhecida pela sigla (Middle East Respiratory Syndrome – Síndrome Respiratória Aguda Grave).
SARS é causada pelo coronavírus associado à SARS (SARS-CoV), sendo os primeiros relatos na China em 2002. O SARS-CoV se disseminou rapidamente para mais de doze países na América do Norte, América do Sul, Europa e Asia, infectando mais de 8.000 pessoas e causando entorno de 800 mortes, antes da epidemia global de SARS ser controlada em 2003. Desde 2004, nenhum caso de SARS tem sido relatado mundialmente.
No ano de 2012, foi isolado outro novo coronavírus, distinto daquele que causou a SARS no começo da década passada. Esse novo coronavírus era desconhecido como agente de doença humana até sua identificação, inicialmente na Arábia Saudita e, posteriormente, em outros países do Oriente Médio, na Europa e na África. Todos os casos identificados fora da Península Arábica tinham histórico de viagem ou contato recente com viajantes procedentes de países do Oriente Médio – Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes e Jordânia.
Pela localização dos casos, a doença passou a ser designada como síndrome respiratória do Oriente Médio, cuja sigla é MERS (Middle East Respiratory Syndrome – Síndrome Respiratória no Oriente Médio) e o novo vírus nomeado coronavírus associado à ele.
Por que o Coronavírus se Chama Covid-19?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que o nome oficial da doença causada pelo novo coronavírus passará a ser Covid-19. “Agora temos um nome para a doença e é Covid-19” — (coronavirus disease 2019 – em inglês) — , disse o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus e pediu ao mundo que lute contra o novo vírus da maneira mais agressiva possível.
O vírus em si foi designado como SARS-CoV-2 pelo Comitê Internacional de Taxonomia de Vírus.
Os pesquisadores vêm clamando por um nome oficial para evitar confusão e estigmatização de qualquer grupo ou país.
“Tivemos que encontrar um nome que não se referisse a uma localização geográfica, um animal, um indivíduo ou grupo de pessoas, e que também seja pronunciável e relacionado à doença”, disse o chefe da OMS.
“Ter um nome é importante para impedir o uso de outros nomes que podem ser imprecisos ou estigmatizantes. Também nos fornece um padrão a ser usado em futuros surtos de coronavírus.”
A OMS recomendou o nome temporário 2019-nCoV, que inclui o ano em que foi descoberto, “n” para novo e “CoV” para coronavírus. Mas esse nome não “pegou”.
“O perigo quando você não tem um nome oficial é que as pessoas comecem a usar termos como ‘vírus da China’, e isso pode criar uma discriminação contra certas populações.”
A palavra Coronavírus refere-se ao grupo de vírus ao qual pertence, e não à última cepa.
- O termo ‘cepa‘ se aplica igualmente a uma linhagem de microrganismos (vírus ou bactérias) produzida em laboratório (pode-se dizer que são clones) com a finalidade de estudos. O termo é muito usado em botânica para se referir a variações de uma mesma espécie de plantas.
O novo nome é retirado das palavras “corona”, “vírus” e “doença”, com 2019 — (coronavirus disease 2019 – em inglês) — representando o ano em que surgiu (o surto foi relatado à OMS em 31 de dezembro).
Até 15 de Fevereiro de 2020 existem mais de 68.500 casos confirmados e um total que ultrapassa 1.665 em toda a China. O número de mortes ultrapassou o da epidemia de SARS em 2002-2003.
Só na província de Hubei já soma 3.007 mortes e 67.743 casos confirmados. Várias cidades da província foram colocadas em quarentena, com entradas e saídas bloqueadas, numa medida que afeta quase 60 milhões de pessoas.
Nos últimos dias, as autoridades chinesas foram muito criticadas pela maneira como lidaram com a crise quando os casos começaram a surgir.
A morte de um médico cujos avisos precoces foram suprimidos pelas autoridades provocou uma raiva generalizada do público.
Pequim agora “removeu” várias autoridades seniores de seus postos por causa de suas ações para controlar a doença. Entre elas estavam o secretário da Comissão de Saúde de Hubei e o chefe da comissão. Eles são os funcionários mais graduados a serem rebaixados até agora.
O governo central também enviou uma equipe de sua mais alta agência anticorrupção a Hubei para investigar o tratamento que o médico recebeu da polícia.
Cientistas de todo o mundo estão reunidos em Genebra para discutir maneiras de combater o surto.
Ghebreyesus, da OMS, disse que ainda há uma chance realista de conter a doença se recursos suficientes forem dedicados à luta.
Ele elogiou as medidas que estão sendo tomadas na China, que, segundo ele, estão “desacelerando a disseminação para o resto do mundo”.
Enquanto isso, o Federal Reserve, o banco central dos EUA, alertou que as perturbações da economia chinesa podem se espalhar e afetar o resto do mundo.
Quem ‘batiza’ os vírus?
A tarefa urgente de nomear formalmente o vírus é de responsabilidade do Comitê Internacional de Taxonomia de Vírus (ICTV, na sigla em inglês).
Surtos anteriores dão sinais de alerta. O vírus H1N1 em 2009 foi apelidado de “gripe suína”. Isso levou o Egito, por exemplo, a abater todos os porcos, apesar de a doença ser espalhada por pessoas.
Nomes oficiais também podem ser problemáticos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) criticou o nome MERS (Middle East Respiratory Syndrome – Síndrome Respiratória no Oriente Médio) em 2015.
“Vimos que certos nomes de doenças provocam uma reação contra membros de comunidades religiosas ou étnicas específicas, criam barreiras injustificadas para viagens, comércio e comércio e provocam o abate desnecessário de animais para alimentação”, afirmou em comunicado.
Como resultado, emitiu diretrizes. De acordo com elas, o nome do novo coronavírus não deve incluir localizações geográficas, nomes de pessoas, animais ou tipos de alimento, e referências a uma cultura ou setor específico.
A OMS diz que o nome deve ser curto e descritivo — como o da SARS (Middle East Respiratory Syndrome – Síndrome Respiratória Aguda Grave).
Mas, para que ele se firme, também precisa ter apelo, diz Benjamin Neuman, professor de virologia, que, junto com outras 10 pessoas, faz parte do grupo de estudo da ICTV que está escolhendo o novo nome.
“Tem de ser mais facilmente pronunciado que os outros”, diz ele.
A equipe começou a discutir um nome há cerca de duas semanas e demorou dois dias para escolher um, diz Neuman, que é presidente de Ciências Biológicas da Texas A&M University-Texarkana nos EUA.
Agora, eles estão enviando o nome para uma revista científica para publicação e esperam anunciá-lo em poucos dias.
Além de ajudar o público a entender o vírus, a ICTV espera permitir que os pesquisadores se concentrem em combatê-lo, economizando tempo e evitando confusão.
Métodos de Prevenção Contra o novo Coronavírus
O que você precisa saber e fazer. Como prevenir o contágio?
Não há no momento um tratamento específico para o novo coronavírus. E, se também não temos uma vacina, como se prevenir desse agente infeccioso originário da China?
O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:
- Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
- Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
- Evitar contato próximo com pessoas doentes.
- Ficar em casa quando estiver doente.
- Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
- Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.
Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).
Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.
Como é feito o tratamento do coronavírus?
Não existe tratamento específico para infecções causadas por coronavírus humano. No caso do coronavírus é indicado repouso e consumo de bastante água, além de algumas medidas adotadas para aliviar os sintomas, conforme cada caso, como, por exemplo:
- Uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos).
- Uso de umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garanta e tosse.
Assim que os primeiros sintomas surgirem, é fundamental procurar ajuda médica imediata para confirmar diagnóstico e iniciar o tratamento.
Todos os pacientes que receberem alta durante os primeiros 07 dias do início do quadro (qualquer sintoma independente de febre), devem ser alertados para a possibilidade de piora tardia do quadro clínico e sinais de alerta de complicações como: aparecimento de febre (podendo haver casos iniciais sem febre), elevação ou reaparecimento de febre ou sinais respiratórios, taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos), dor pleurítica (dor no peito), fadiga (cansaço) e dispneia (falta de ar).
Se você viajou para a China nos últimos 14 dias e ficou doente com febre, tosse ou dificuldade de respirar, deve procurar atendimento médico imediatamente e informar detalhadamente o histórico de viagem recente e seus sintomas.
Homenagem aos Profissionais de Saúde
Eles estão exaustos!
Profissionais de Saúde estão completamente esgotados, mas não desistem de lutar pela vida!

Profissionais da Saúde em Desespero
Não só em tempos como esse que vivemos agora, os Profissionais da Saúde são os primeiros a serem expostos a todos os tipos de infecções, hoje pelo coronavírus [a Covid-19], porque sua vocação é atuar na linha de frente, mas os Profissionais da Saúde precisam ser reverenciados. Seus conhecimentos devem ser respeitados e suas intervenções, objeto de confiança e crédito. Nas suas mãos, todos entregamos o que nos é mais caro, a nossa própria vida e de entes queridos.
Não tem como mencionar todos aqui, mas pelo menos relembrando a maioria, são eles:
Médicos, Enfermeiros, Nutricionistas, Fisioterapeutas, Terapeutas Ocupacionais, Biólogos, Médicos Veterinários, Biomédicos, Farmacêuticos, Odontólogos, Fonoaudiólogos, Psicólogos, Osteopatas, Assistentes Sociais, Profissionais da Educação Física e seus respectivos Técnicos, também os Auxiliares Tecnólogos em Radiologia.
Não podemos nos esquecer também dos trabalhadores de apoio como os Recepcionistas, Agentes de Saúde Pública, Seguranças, Trabalhadores da Limpeza, Cozinheiros e Auxiliares, Motoristas de Ambulâncias, Motoristas do SAMU, Motoristas do Resgate entre tantos outros.
E precisamos ainda incluir aqueles profissionais que atuam em cuidados domiciliares como os Cuidadores de Idosos, Doulas/Parteiras, Funcionários do Sistema Funerário que tenham contato com cadáveres potencialmente contaminados e os Acadêmicos em Saúde e Estudantes da Área Técnica em Saúde em estágio hospitalar, Clínicas e Laboratórios.
E aqueles que fazem o enfrentamento direto e indireto da Covid-19 e também de outras formas, mas estão sempre em risco de uma forma ou outra, tais como: Polícia Federal [onde estão também o Corpo de Bombeiros, Resgate, a Defesa Civil, Prevenção e Combate a Incêndios, Buscas, Salvamentos e Socorros Públicos], Polícia Rodoviária Federal. Polícia Ferroviária Federal, Polícia Legislativa Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal.
E não há ninguém melhor que o filósofo alemão Friedrich Nietzsche para resumir com uma frase o papel dos profissionais da saúde em épocas como esta que estamos atravessando, em que o surto de uma doença extremamente infecciosa gera uma pandemia que afeta e ameaça a vida de milhares de pessoas em todo o planeta. “Nos momentos em que a necessidade dos médicos é altíssima, isto é, durante as grandes epidemias, eles estão mais expostos ao perigo”.
Diante da vulnerabilidade de cada um que entra num hospital, seja AMA, seja SUS, seja de Campanha, seja Particular o profissional de saúde tem que encarar o rosto de seus pacientes, isolados e sozinhos em um leito com medo, dor e apreensão. Cuidar é responsabilizar-se pelos outros sem esperar a recíproca, ainda que isso me viesse a custar a vida. No dicionário da ética, o nome disso é bondade.

Vale à pena relembrar de Florence Nightingale (Florença, 12 de maio de 1820 — Londres, 13 de agosto de 1910) foi uma reformadora social inglesa, esteticista e fundadora da enfermagem moderna. Nightingale ganhou destaque ao servir como chefe e treinadora de enfermeiras durante a Guerra da Crimeia, na qual organizou o atendimento aos soldados feridos.
Esta obra está no domínio público no seu país de origem e noutros países e áreas onde o período de proteção dos direitos de autor é igual ou inferior à vida do autor mais 100 anos.
Também tem de incluir uma marcação de domínio público nos Estados Unidos para indicar porque é que esta obra está no domínio público nos Estados Unidos.
Apenas lembrete: No dia 27 de maio de 2020, foi celebrado o Dia do Desafio e nada melhor do que homenagear os profissionais da saúde que todos os dias estão na linha de frente no confronto diário contra a pandemia do coronavírus. Foi colocado um cartaz e quatro bombeiros desceram no telhado do Hospital Pompéia de rapel. O sargento Júlio Cristiano dos Santos enfatiza: “Temos um grande reconhecimento pelos Profissionais da Saúde. O objetivo hoje é realmente saldar todos os profissionais envolvidos nesse desafio, até porque, o Corpo de Bombeiros e estes profissionais da saúde buscam no final o mesmo objetivo”, ressalta Cristiano. Isso deu ao hospital ainda mais força para continuar na luta diária em favor da comunidade.
Tudo isso ainda não acabou, estamos numa situação lastimável e lutando por cada vida. O reconhecimento da função social desses profissionais é tão necessária quanto é a certeza de que a maioria de nós estará, cedo ou tarde, em suas mãos. Para que eles façam o seu melhor para todos – e inclusive para nós, quando chegar a nossa hora – que sejam valorizados e reconhecidos a todo tempo.
Então… Muito obrigado! A vocês:- Aplausos, panelaços, abraços, beijos, corações, palmas, carinhos, gestos sinceros, apertos de mão, cânticos, orações, bênçãos em geral.



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Ouvi, filhos, a instrução do pai, e estai atentos para conhecerdes o entendimento. Pois eu vos dou boa doutrina; não abandoneis o meu ensino.