Categoria: Saúde

05/05/2025

O Que São Currículos Integrados e Contextualizados?

✔ Currículo Integrado:

Refere-se à prática de combinar conteúdos acadêmicos (como Matemática, Língua Portuguesa, Ciências) com o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, criando conexões significativas entre o aprendizado cognitivo e emocional.

✔ Currículo Contextualizado:

Significa ensinar essas habilidades dentro do contexto real dos alunos – considerando sua cultura, realidade social, idade, vivências locais e desafios atuais – em vez de usar abordagens genéricas ou fora da realidade.

Objetivos do Currículo Integrado e Contextualizado

  • Formar indivíduos mais completos, não apenas do ponto de vista intelectual, mas também emocional e social.
  • Tornar o conteúdo mais relevante, aplicável e engajador.
  • Ajudar os alunos a lidar com os desafios da vida real, como frustrações, perdas, bullying, conflitos e pressão social.
  • Promover aprendizagem significativa, onde o conhecimento emocional e acadêmico se fortalecem mutuamente.

Como Funciona na Prática?

1. Integração de Competências Emocionais nas Disciplinas

  • Em Língua Portuguesa, por exemplo, pode-se trabalhar empatia e autoconhecimento através da leitura de personagens complexos e debates sobre seus sentimentos.
  • Em Ciências, ao discutir o sistema nervoso ou o cérebro, é possível abordar como o corpo reage ao estresse ou à ansiedade.
  • Em História, pode-se refletir sobre emoções coletivas (medo, coragem, injustiça) em contextos como guerras ou movimentos sociais.

2. Projetos Interdisciplinares

  • Projetos que envolvam várias disciplinas podem incluir temas como “saúde mental na escola”, “resolução de conflitos”, “meu projeto de vida”, ou “como lidar com a frustração”.
  • Os alunos aprendem conteúdos acadêmicos enquanto desenvolvem empatia, cooperação, escuta ativa e pensamento crítico.

3. Atividades Contextualizadas

  • Exemplo: Se há muitos conflitos entre grupos de alunos, a escola pode trabalhar com projetos sobre convivência e respeito.
  • Em regiões de vulnerabilidade social, abordar temas como autoestima, superação e apoio comunitário pode ser mais relevante.

Modelos e Referências de Currículos Integrados

No Brasil:

  • BNCC (Base Nacional Comum Curricular) já inclui 10 competências gerais, das quais pelo menos 4 são diretamente ligadas a aspectos socioemocionais.
  • Programas como “Educação Integral” (Ministério da Educação) e “Escola da Inteligência” (de Augusto Cury) propõem essa integração curricular.

Internacionalmente:

  • CASEL (EUA): Propõe a integração sistemática das competências socioemocionais em todas as áreas do currículo.
  • SEL Australia: Um modelo adaptado à cultura local, com foco em práticas contextualizadas com a realidade dos alunos.

Papel dos Professores

Para funcionar, o currículo emocional precisa de:

  • Formação contínua dos educadores em inteligência emocional e mediação de conflitos.
  • Planejamento pedagógico conjunto entre professores para garantir integração real.
  • Flexibilidade para adaptar os conteúdos às realidades da turma.

Benefícios Comprovados

  • Melhora no rendimento escolar e engajamento;
  • Redução de conflitos, bullying e evasão escolar;
  • Fortalecimento da autoestima e empatia;
  • Preparação para o mundo do trabalho e da vida adulta.

Desafios Para Implementação

  • Resistência inicial por parte de professores sem formação específica;
  • Falta de tempo na grade curricular tradicional;
  • Necessidade de apoio da gestão escolar e políticas públicas consistentes;
  • Carência de materiais pedagógicos bem estruturados.

Caminhos Possíveis

  • Criação de materiais didáticos interdisciplinares com foco emocional;
  • Formação inicial e continuada de professores em educação emocional;
  • Projetos-piloto em redes públicas e privadas com acompanhamento e avaliação;
  • Participação da comunidade escolar (famílias, equipe de apoio, coordenação) na construção do currículo.

 

Cessa, filho meu, de ouvir a instrução, e logo te desviarás das palavras do conhecimento. A testemunha vil escarnece da justiça; e a boca dos ímpios engole a iniqüidade. A condenação está preparada para os escarnecedores, e os açoites para as costas dos tolos.

Provérbios 19:27-29
04/05/2025

Como a Educação Emocional Começa em Casa?

1. Modelagem de Comportamentos

  • Os pais são os primeiros educadores emocionais. A maneira como lidam com suas próprias emoções serve de exemplo para os filhos.
  • Autocontrole, resiliência, empatia, comunicação aberta são atitudes que devem ser praticadas pelos pais para que as crianças aprendam essas habilidades.
  • Quando os pais demonstram como lidar com frustrações, estresse ou desafios, ensinam aos filhos formas saudáveis de enfrentar situações difíceis.

2. Criação de um Ambiente Seguro e Aconchegante

  • Um ambiente familiar que favoreça o diálogo aberto sobre sentimentos, sem julgamento, é essencial para o desenvolvimento emocional das crianças.
  • Escuta ativa: Ouvir as emoções das crianças, sem interromper ou desvalorizar, promove a autoestima e fortalece a confiança.

3. Envolvimento em Atividades de Cuidado Emocional

  • Jogos, livros, filmes e atividades que estimulem discussões sobre sentimentos, como “como você se sente hoje?” ou “o que você faria se estivesse no lugar de fulano?”, são poderosas ferramentas para desenvolver empatia e consciência emocional.
  • Atividades de relaxamento como meditação, respiração profunda ou mesmo momentos de reflexão podem ser compartilhadas em família.

4. Reforço Positivo

  • Elogiar as crianças por atitudes que envolvem inteligência emocional, como resolver um conflito de forma pacífica ou expressar suas emoções de maneira clara, incentiva o comportamento positivo e a autoconfiança.

5. Conversa sobre Desafios Emocionais

  • Falar abertamente sobre emoções como tristeza, medo, raiva e alegria ajuda as crianças a entenderem que todos sentem essas emoções e que é saudável expressá-las de forma adequada.
  • Prevenção do bullying e da ansiedade: os pais podem ensinar os filhos a lidarem com o bullying e com suas inseguranças, promovendo um sentimento de segurança e confiança.

Parceria com as Famílias

A parceria com as famílias é um dos pilares essenciais para o sucesso da educação emocional nas escolas. A aprendizagem e o desenvolvimento emocional não acontecem apenas no ambiente escolar, mas também em casa, com a influência direta dos pais e responsáveis. Para que a educação emocional seja efetiva e sustentável, a colaboração entre escola e família é fundamental.

Aqui está uma visão completa sobre como essa parceria pode ser trabalhada e qual a sua importância.

Por Que a Parceria com as Famílias é Importante?

A educação emocional não é uma habilidade que se desenvolve isoladamente. A forma como as crianças e adolescentes lidam com suas emoções, conflitos, relacionamentos e bem-estar emocional está diretamente ligada ao que vivem em casa. Quando as famílias estão envolvidas no processo de educação emocional, elas ajudam a reforçar os aprendizados da escola e proporcionam um ambiente mais estável e saudável para o crescimento da criança.

Principais razões para a importância dessa parceria:

  1. Coerência entre escola e casa:
    • A criança aprende de maneira mais eficaz quando recebe mensagens e práticas consistentes em diferentes ambientes. Se na escola ela aprende sobre empatia e autoconhecimento, mas em casa esses conceitos não são valorizados, o impacto será muito menor.
  2. Influência direta do ambiente familiar:
    • O comportamento e a saúde emocional dos pais influenciam diretamente o comportamento dos filhos. Se os pais são modelos de regulação emocional, autocontrole e empatia, as crianças tendem a repetir esses comportamentos.
  3. Apoio emocional constante:
    • As crianças muitas vezes enfrentam dificuldades emocionais, como estresse, insegurança ou dificuldades sociais. Quando a família está ciente dessas questões, ela pode oferecer o suporte necessário, ajudando a criança a lidar melhor com essas emoções.
  4. Prevenção de problemas emocionais e comportamentais:
    • Quando os pais entendem a importância da educação emocional, podem ajudar a prevenir problemas futuros, como bullying, ansiedade, depressão, ou dificuldades de relacionamento, ao reforçar práticas de empatia, respeito e autoconhecimento.

Estratégias para a Parceria Família-Escola

1. Reuniões de Pais e Educadores

  • As escolas podem organizar eventos e reuniões regulares com os pais, focando na importância da educação emocional e como os pais podem apoiar essa prática em casa.
  • Oficinas de inteligência emocional podem ser oferecidas para que os pais aprendam ferramentas de apoio emocional.

2. Comunicação Aberta e Contínua

  • A escola pode manter canais de comunicação constantes com as famílias, como boletins informativos, e-mails ou aplicativos, para relatar o progresso da criança no desenvolvimento emocional.
  • Relatar incidentes de bullying, dificuldades emocionais ou qualquer outra situação que precise de acompanhamento pode ajudar os pais a agir de forma mais eficaz.

3. Materiais Educacionais para Pais

  • Fornecer aos pais livros, vídeos ou artigos sobre como cultivar a inteligência emocional em casa pode ser uma forma excelente de engajá-los nesse processo.
  • Incentivar a leitura de livros infantis e adolescentes que abordam questões emocionais pode criar oportunidades para conversas significativas dentro de casa.

4. Programas de Apoio à Família

  • Algumas escolas oferecem apoio psicológico e terapêutico não apenas para os alunos, mas também para as famílias, ajudando a melhorar a dinâmica emocional em casa.

Benefícios da Parceria Família-Escola para a Educação Emocional

  1. Desenvolvimento Emocional Balanceado: Crianças que recebem apoio emocional contínuo tanto em casa quanto na escola tendem a ser mais resilientes e equilibradas emocionalmente.
  2. Melhor Desempenho Escolar: Alunos emocionalmente equilibrados têm maior capacidade de concentração e um melhor desempenho acadêmico.
  3. Redução de Problemas de Comportamento: O apoio emocional em casa, combinado com a educação emocional na escola, pode reduzir comportamentos disruptivos, como agressividade, timidez excessiva ou depressão.
  4. Fortalecimento da Comunidade Escolar: A colaboração entre pais, educadores e alunos fortalece os vínculos na comunidade escolar, criando um ambiente mais seguro e acolhedor.

Como Melhorar a Parceria Entre Família e Escola?

  • Estabeleça um compromisso claro de colaboração: Escolas e famílias devem ver a educação emocional como uma missão conjunta.
  • Envolva a comunidade escolar: Profissionais de saúde mental, como psicólogos, podem ajudar na formação de pais e educadores.
  • Feedback constante: A troca de informações entre casa e escola é crucial para garantir que a criança está recebendo o suporte necessário em ambos os ambientes.

 

O vinho é escarnecedor, e a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que neles errar não e sábio. Como o bramido do leão é o terror do rei; quem o provoca a ira peca contra a sua própria vida. Honroso é para o homem o desviar-se de questões; mas todo insensato se entremete nelas. O preguiçoso não lavra no outono; pelo que mendigará na sega, e nada receberá.

Provérbios 20:1-4
05/04/2025


A educação emocional nas escolas é uma das estratégias mais promissoras para melhorar a saúde mental das novas gerações. Ela busca desenvolver, desde cedo, as habilidades socioemocionais dos alunos, como empatia, autocontrole, autoconhecimento e resiliência.

O Que é Educação Emocional?

Também chamada de educação socioemocional, trata-se de um conjunto de práticas pedagógicas que ensinam crianças e adolescentes a:

  • Identificar e lidar com suas emoções;
  • Reconhecer os sentimentos dos outros;
  • Resolver conflitos de forma pacífica;
  • Fazer escolhas responsáveis;
  • Construir relacionamentos saudáveis.

Por Que Incluir Nas Escolas?

A escola é um dos principais ambientes de formação humana. Ensinar conteúdos emocionais é tão essencial quanto os acadêmicos, pois:

  • Melhora o clima escolar e reduz casos de bullying;
  • Prepara os alunos para lidar com frustrações, críticas e estresse;
  • Reduz problemas de comportamento, evasão e violência;
  • Aumenta o desempenho escolar – estudos mostram que alunos emocionalmente mais equilibrados aprendem melhor.

Habilidades Desenvolvidas

A Organização CASEL (Collaborative for Academic, Social and Emotional Learning) identifica cinco competências principais que a educação emocional deve promover:

  1. Autoconhecimento – reconhecer suas emoções, valores e limitações;
  2. Autogerenciamento – controlar impulsos, lidar com o estresse, buscar metas;
  3. Consciência social – ter empatia, respeitar diferenças;
  4. Habilidades de relacionamento – comunicar-se bem, colaborar, resolver conflitos;
  5. Tomada de decisões responsáveis – avaliar consequências e agir com ética.

Exemplos de Práticas na Escola

  • Roda de conversa semanal sobre sentimentos e desafios;
  • Atividades de meditação, atenção plena (mindfulness) e respiração;
  • Projetos de empatia (ex: “como você acha que o outro se sentiu?”);
  • Dinâmicas sobre bullying, redes sociais e autoestima;
  • Espaços de escuta e acolhimento (com psicólogos, se possível).

Experiências de Sucesso

  • Finlândia: integra a educação emocional no currículo básico desde o ensino infantil.
  • Reino Unido: programas como “Mindfulness in Schools” mostram melhoria nos níveis de estresse e foco.
  • Brasil: programas como o “Educar para Crescer” (do Instituto Ayrton Senna) e o componente curricular “Projeto de Vida” em escolas públicas de São Paulo.

Desafios para Implantar

  • Falta de formação dos professores na área emocional;
  • Pouco tempo na grade curricular;
  • Cultura que ainda valoriza mais o desempenho do que o bem-estar;
  • Falta de políticas públicas e investimentos permanentes.

O Caminho Ideal

  1. Formação emocional de professores e gestores;
  2. Currículos integrados e contextualizados;
  3. Parceria com famílias – educação emocional começa em casa;
  4. Políticas públicas de longo prazo – com recursos e avaliação constante.

 

O temor do Senhor encaminha para a vida; aquele que o tem ficará satisfeito, e mal nenhum o visitará. O preguiçoso esconde a sua mão no prato, e nem ao menos quer levá-la de novo à boca. Fere ao escarnecedor, e o simples aprenderá a prudência; repreende ao que tem entendimento, e ele crescerá na ciencia. O que aflige a seu pai, e faz fugir a sua mãe, é filho que envergonha e desonra.

Provérbios 19:23-26
14/02/2025

Veja Explicação ao final da matéria sobre este ALERTA enviado
pelo Google aos usuários de celulares Android em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Alerta de Terremoto de 4,4 Vale do Ribeira e Litoral enviado Pelo Google

Em 16 de junho de 2023, um terremoto de magnitude 4,0 foi registrado na região do Vale do Ribeira, em São Paulo, com epicentro próximo ao município de Iguape. Este evento sísmico teve um alcance considerável, sendo sentido em diversas cidades da região, incluindo Miracatu, Itariri, Itanhaém, Peruíbe, Sorocaba e Mongaguá. Vamos explorar mais profundamente este caso e as implicações de um terremoto de magnitude 4,0, especialmente em áreas distantes do epicentro.

O Epicentro e as Cidades Afetadas

O epicentro do terremoto foi localizado próximo a Iguape, no Vale do Ribeira, uma região que possui falhas geológicas, o que contribui para a ocorrência de tremores. Iguape está situada no litoral sul de São Paulo, na divisa com o estado do Paraná, e é uma área conhecida por seu relevo montanhoso e por ser propensa a eventos sísmicos de pequena a moderada intensidade.

Apesar de o terremoto ter ocorrido a aproximadamente 207 km de Mongaguá, a magnitude de 4,0 foi suficiente para ser percebida em várias cidades ao redor do epicentro. Isso pode ser explicado pelo fato de que a energia sísmica se propaga por grandes distâncias, mas a intensidade do tremor diminui conforme ele se afasta do epicentro. A estrutura geológica da região também desempenha um papel importante na propagação das ondas sísmicas. Áreas com solos mais sólidos tendem a amplificar os tremores, enquanto regiões com solo mais arenoso podem atenuá-los.

O Impacto do Tremor nas Cidades

Embora o terremoto de magnitude 4,0 seja classificado como de baixa a moderada intensidade, o impacto sobre a população pode ser significativo, especialmente em áreas urbanas e onde a infraestrutura não está preparada para abalos sísmicos. Um exemplo de como o tremor foi sentido é o relato de Mateus Gama, morador de Mongaguá, que descreveu como foi acordado pelo tremor e sentiu suas janelas e paredes tremendo. Esse tipo de relato é comum em tremores moderados, onde as ondas sísmicas podem ser suficientemente fortes para causar desconforto e até danos leves, como rachaduras em paredes ou quedas de objetos dentro de casa.

Apesar de não haver grandes danos, o episódio gerou um alerta sobre a necessidade de preparação para esses eventos, que podem ocorrer a qualquer momento, especialmente em regiões próximas a falhas geológicas.

A Região do Vale do Ribeira

O Vale do Ribeira, onde ocorreu o epicentro deste terremoto, é uma área geograficamente rica e importante para o estado de São Paulo. Além da sua beleza natural e biodiversidade, o Vale do Ribeira possui uma atividade sísmica moderada devido à presença de falhas geológicas como a Falha de Cubatão e a Falha do Vale do Ribeira, que estão ligadas a movimentos tectônicos lentos e a deslocamentos de placas tectônicas.

A região também é conhecida por ser próxima à linha de contato entre a Placa Sul-Americana e a Placa de Nazca, o que explica a presença de alguns eventos sísmicos. Contudo, terremotos de grande magnitude são raros, sendo mais comuns eventos de menor intensidade, como o de magnitude 4,0.

A Magnitude de 4,0

O terremoto de magnitude 4,0 é considerado um evento sísmico moderado, mas que pode causar incômodos e desconfortos à população. Para entender melhor a magnitude de 4,0, é importante saber que:

  • Um terremoto de magnitude 4,0 a 4,9 é comumente sentido pela população, mas raramente causa danos estruturais significativos.
  • Ele pode causar movimento de móveis, abalo de vidros e até rachaduras pequenas em construções mais antigas ou mal projetadas.
  • A percepção do tremor diminui com a distância do epicentro. No caso de Mongaguá, que está a 207 km de distância, o tremor ainda foi suficientemente forte para ser sentido, mas a intensidade foi menor do que em cidades mais próximas ao epicentro, como Itanhaém ou Miracatu.

A Importância do Monitoramento Sísmico

Para monitorar e estudar eventos sísmicos como esse, diversas instituições científicas e universidades desempenham um papel fundamental. O Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (SIS/UnB) e o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) são algumas dessas entidades que coletam, analisam e divulgam dados sobre terremotos, além de fornecerem informações sobre o comportamento das falhas geológicas e as atividades sísmicas no Brasil.

  • SIS/UnB – O Observatório Sismológico da Universidade de Brasília monitora e registra terremotos em todo o território brasileiro, contribuindo para a compreensão das zonas sísmicas do país.
  • Centro de Sismologia da USP – O centro realiza estudos de sismologia e realiza medições detalhadas de terremotos e movimentos tectônicos em São Paulo e em outras regiões do Brasil.

Essas informações são essenciais para o desenvolvimento de estratégias de prevenção e para a preparação de comunidades em áreas suscetíveis a terremotos. O Brasil, embora não seja tão afetado por terremotos de grande magnitude como outros países, como o Japão ou o Chile, deve estar preparado para eventos sísmicos menores, como o de junho de 2023, que mostram a necessidade de monitoramento contínuo.

Conclusão

O terremoto de magnitude 4,0 no Vale do Ribeira em 2023 foi um lembrete da importância do monitoramento sísmico e da preparação da população para esses eventos naturais. Embora o tremor tenha sido moderado e não tenha causado grandes danos, ele gerou uma sensação de insegurança nas pessoas que o sentiram, como as de Mongaguá, e foi um alerta para a vulnerabilidade de áreas urbanas em regiões geologicamente ativas.

Esse evento também destaca a necessidade de maior conscientização pública sobre terremotos e falhas geológicas, além de medidas preventivas para minimizar os danos e proteger a vida das pessoas em caso de futuros abalos sísmicos.


Vamos detalhar o assunto de terremotos, especialmente sobre como eles são registrados, o impacto de uma magnitude de 5,5 e a distância do epicentro, além de informações adicionais sobre terremotos em geral e como são monitorados.

O que é um terremoto?

Um terremoto (ou abalo sísmico) ocorre quando há um movimento abrupto nas camadas de rocha da crosta terrestre. Essa movimentação libera uma enorme quantidade de energia que se propaga em forma de ondas sísmicas. Essas ondas podem ser sentidas na superfície da Terra, causando tremores que variam de intensidade.

Os terremotos podem ser causados por vários fatores, como:

  • Movimentos ao longo de falhas geológicas.
  • Mudanças no interior da Terra, como o derretimento de rochas.
  • Atividades vulcânicas.

Magnitude 5,5: O que isso significa?

A magnitude de um terremoto é uma medida da energia liberada durante o evento. Para um terremoto de magnitude 5,5, isso indica um tremor de intensidade moderada. A escala usada para medir a magnitude é chamada de escala Richter, e seus intervalos podem ser descritos assim:

  • Menos de 3,0 – Micro-terremotos, raramente sentidos.
  • 3,0 a 3,9 – Pequenos tremores, geralmente sem danos.
  • 4,0 a 4,9 – Sentidos, mas raramente causam danos.
  • 5,0 a 5,9 – Moderados, podendo causar danos em áreas próximas ao epicentro.
  • 6,0 a 6,9 – Fortes, com grandes danos em áreas próximas.
  • 7,0 ou mais – Grandes terremotos, com impactos devastadores.

Terremotos de 5,5 geralmente são notados pela população, podendo causar danos em construções antigas ou mal projetadas, além de serem sentidos em áreas bastante afastadas do epicentro.

O Epicentro e a Distância

Quando falamos de um terremoto com magnitude 5,5 ocorrido a cerca de 207 km de distância, o impacto da onda sísmica diminui com a distância. No entanto, essa distância ainda pode ser suficiente para que as ondas sísmicas sejam sentidas em áreas mais afastadas.

  • Epicentro: O local onde o terremoto se origina dentro da Terra. O epicentro é a superfície da Terra diretamente acima do ponto de origem.
  • Distância: A energia liberada se propaga em todas as direções, mas a intensidade diminui com a distância. A qualidade do solo e da construção das áreas afetadas também influencia o grau de sensação do tremor.

Em áreas distantes do epicentro, a intensidade do terremoto tende a ser menor, mas ainda assim pode causar incômodos como o movimento de móveis, vibração de janelas, e até o susto em quem não está preparado.

Como os Terremotos São Monitorados?

Os terremotos são monitorados por redes de estações sísmicas espalhadas por todo o mundo. Elas registram os movimentos das ondas sísmicas e ajudam a determinar a localização do epicentro, a magnitude e até mesmo a profundidade do evento. Existem diferentes tipos de ondas sísmicas, e elas se propagam de maneira distinta:

  • Ondas P (Primárias): São as mais rápidas e são as primeiras a ser detectadas. Elas fazem a terra se mover de forma compressiva, ou seja, “vai e volta”.
  • Ondas S (Secundárias): São mais lentas e causam movimento lateral, de um lado para o outro.
  • Ondas de superfície: São as mais lentas e causam o maior impacto nas áreas mais distantes do epicentro.

Principais Organizações que Monitoram Terremotos

  • Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) – No Brasil, o INPE realiza a detecção e o monitoramento de fenômenos sísmicos em todo o território nacional.
  • Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) – A USP tem uma unidade que realiza o estudo dos terremotos, proporcionando informações detalhadas sobre as falhas geológicas e a atividade sísmica do Brasil.
  • US Geological Survey (USGS) – Nos Estados Unidos, o USGS é uma referência mundial em monitoramento sísmico e fornece dados em tempo real sobre terremotos.

Impacto e Preparação

Embora um terremoto de magnitude 5,5 não cause destruições catastróficas, ele pode ser um alerta para as autoridades e a população local sobre a necessidade de preparação para eventos sísmicos mais fortes. Algumas ações que podem ser realizadas para melhorar a segurança incluem:

  • Construção resistente: A implementação de normas mais rigorosas para a construção de edifícios e infraestruturas, de forma a garantir que possam suportar tremores de terra.
  • Evacuação e planos de contingência: Em áreas mais propensas a terremotos, é essencial que a população tenha um plano de evacuação e saiba como agir em caso de emergência.
  • Sistemas de alerta precoce: Países como o Japão possuem sistemas de alerta precoce que avisam a população segundos antes de um tremor forte ocorrer, ajudando a salvar vidas.

Casos Notáveis

  • Terremoto de 2011 no Japão (Tóquio): Este terremoto de magnitude 9,0 foi um dos maiores da história e causou devastação em larga escala, além de gerar um tsunami que afetou áreas costeiras.
  • Terremoto de 2010 no Haiti: Com magnitude 7,0, foi um dos mais devastadores no Caribe, causando centenas de milhares de mortes e uma crise humanitária.

Curiosidade sobre Terremotos no Brasil

Embora o Brasil não seja um dos países mais afetados por terremotos, ele tem ocorrido, especialmente em regiões próximas às falhas geológicas do Vale do Ribeira (em São Paulo), como mencionei anteriormente. O Brasil possui várias falhas geológicas, e os terremotos mais comuns são de baixa intensidade, mas eles ainda podem ser sentidos, como os que ocorreram no Nordeste e em São Paulo.


Explicação Sobre o Ocorrido:

O incidente que aconteceu na madrugada de 14 de fevereiro de 2025 foi um erro significativo no Sistema Android de Alertas de Terremoto, que notificou milhões de usuários de smartphones Android em São Paulo e no Rio de Janeiro sobre um suposto terremoto próximo à cidade de Ubatuba, no litoral paulista. A mensagem indicava que o tremor tinha uma magnitude de entre 4,2 e 5,5, um valor considerável que gerou bastante preocupação. No entanto, a Defesa Civil de São Paulo rapidamente desmentiu o alerta, afirmando que não havia registrado nenhum tipo de abalo sísmico na região naquele momento.

Este alerta falso gerou muitos questionamentos sobre a confiabilidade do sistema, que usa os acelerômetros dos smartphones para detectar vibrações e, assim, avisar os usuários de tremores de terra iminentes. A ideia por trás dessa tecnologia é usar os sensores já existentes nos celulares para detectar pequenas vibrações que podem ser indicativas de um terremoto, funcionando como um sistema de alerta precoce.

Entretanto, o Google já havia alertado que esse sistema não deve ser considerado uma fonte primária de informações sobre terremotos, uma vez que ele não substitui os alertas e a análise de especialistas e autoridades competentes, como a Defesa Civil ou os institutos de pesquisa sísmica. Isso significa que os usuários deveriam sempre buscar fontes oficiais, como os canais de comunicação do governo, para confirmações.

Após o erro, o Google desativou temporariamente o sistema de alertas de terremoto no Brasil e iniciou uma investigação interna para entender as causas do falso alerta. A empresa pediu desculpas aos usuários pela confusão gerada e comprometeu-se a melhorar a precisão de sua ferramenta, destacando a necessidade de aperfeiçoar seus sistemas de alerta para garantir que falhas como essa não se repitam no futuro.

Esse incidente também colocou em evidência a importância de sistemas de alerta sísmico serem bem calibrados e testados. No caso de desastres naturais como terremotos, a confiança nas informações é vital para garantir a segurança da população. Alertas falsos podem gerar pânico desnecessário, enquanto alertas insuficientes podem deixar as pessoas despreparadas.

No final das contas, o episódio ressaltou a necessidade de um equilíbrio entre tecnologia e o acompanhamento de especialistas. Os alertas tecnológicos, como o do Google, podem ser muito úteis, mas precisam ser complementados e validados por instituições especializadas.

Aquele que vive isolado busca seu próprio desejo; insurge-se contra a verdadeira sabedoria. O tolo não toma prazer no entendimento, mas tão somente em revelar a sua opinião. Quando vem o ímpio, vem também o desprezo; e com a desonra vem o opróbrio. Aguas profundas são as palavras da boca do homem; e a fonte da sabedoria é um ribeiro que corre.

Provérbios 18:1-4
14/02/2025

Na quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025, a Grande São Paulo foi surpreendida por uma forte tempestade, com chuvas intensas e queda de granizo, o que gerou sérios transtornos para a população e provocou alagamentos em diversas regiões. O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo emitiu um alerta de estado de atenção devido ao risco de alagamentos, rajadas de vento e transbordamentos de rios e córregos. O alerta foi ainda mais grave considerando a possibilidade de a chuva persistir por horas, aumentando o risco de inundação.

As condições climáticas, com grande calor e alta umidade, favorecem a formação de nuvens de tempestade do tipo cumulonimbus, responsáveis por fortes chuvas e até granizo. O fenômeno é causado pela rápida ascensão do ar quente, que, ao encontrar uma camada de ar frio, forma essas nuvens densas e instáveis. Isso resultou em um dia com impactos severos, como ruas alagadas, interrupção do tráfego e danos em propriedades, além da queda de granizo que afetou carros, telhados e jardins.

Além dos transtornos imediatos, especialistas indicam que a frequência de tempestades severas, incluindo eventos como a queda de granizo, tende a aumentar nos próximos anos na região metropolitana de São Paulo. A previsão é que essa intensificação chegue a 30% nos próximos 10 anos, em grande parte devido às mudanças climáticas e ao fenômeno El Niño, que contribui para o aumento da temperatura das águas do Oceano Pacífico e, consequentemente, altera os padrões climáticos.

Nos últimos dias, a Defesa Civil emitiu alertas adicionais, pedindo à população que redobrasse os cuidados durante esses eventos climáticos. O granizo, em particular, representa um risco significativo para a segurança, podendo causar danos em veículos e estruturas. A recomendação é que, durante tempestades desse tipo, os moradores procurem abrigo em locais seguros e evitem estacionar carros próximos a árvores ou estruturas vulneráveis.

Com as projeções de aumento das tempestades, é essencial que a população se prepare para essas ocorrências, especialmente considerando a imprevisibilidade do tempo e a necessidade de medidas preventivas, como a desobstrução de bueiros e drenagem adequada. O aumento da urbanização nas últimas décadas também tem contribuído para agravar os alagamentos, já que a impermeabilização do solo dificulta a absorção das chuvas.

Esse episódio é um exemplo claro de como as mudanças climáticas estão impactando as grandes cidades, e como é vital que as autoridades e cidadãos estejam cada vez mais atentos aos riscos que esses eventos extremos representam.

A boca do tolo é a sua própria destruição, e os seus lábios um laço para a sua alma. As palavras do difamador são como bocados doces, que penetram até o íntimo das entranhas. Aquele que é remisso na sua obra é irmão do que é destruidor.

Provérbios 18:7-9
14/02/2025

A explosão de celulares é um incidente raro, mas que tem ganhado mais atenção à medida que os smartphones se tornam parte essencial do cotidiano de milhões de pessoas. Embora seja um evento incomum, quando acontece, pode causar danos sérios à saúde dos usuários, aos seus bens materiais e até em ambientes públicos, se a explosão ocorrer em lugares movimentados, como transportes públicos ou lojas. As causas dessas explosões geralmente estão associadas a problemas com as baterias dos dispositivos, que, em sua maioria, são do tipo lítio-ion (Li-ion) ou lítio-polímero (LiPo).

Causas principais da explosão de celular:

  1. Superaquecimento: O superaquecimento é uma das causas mais comuns de explosão de baterias. Isso pode ocorrer quando o celular é usado por longos períodos em condições de calor excessivo, como ao jogar jogos pesados ou assistir vídeos por horas. Além disso, o uso de carregadores não oficiais ou com qualidade inferior também pode gerar calor excessivo e levar a falhas na bateria.
  2. Defeito de fabricação: Em alguns casos, as baterias podem apresentar falhas devido a defeitos de fabricação. Isso pode resultar em curto-circuito interno ou em outras falhas estruturais que aumentam a pressão interna da célula, levando à possibilidade de uma explosão. Embora as fabricantes de celulares façam rigorosos testes de qualidade, falhas podem ocorrer.
  3. Danos físicos: Se o celular sofrer danos, como quedas fortes ou perfurações, a estrutura interna da bateria pode ser comprometida. Um impacto forte pode causar curtos-circuitos ou danificar a célula de maneira que libere gases altamente inflamáveis, resultando em uma explosão.
  4. Carregamento inadequado: Carregar o celular por longos períodos ou usar carregadores de baixa qualidade pode gerar uma sobrecarga na bateria, aumentando o risco de superaquecimento. Além disso, carregar o aparelho enquanto ele estiver em uso intenso também pode causar a mesma situação. Carregar o celular durante a noite em temperaturas altas também pode ser arriscado.
  5. Uso de baterias de reposição não originais: Muitos celulares, principalmente os modelos mais antigos ou de marcas alternativas, podem ter baterias de reposição que não são originais ou não atendem aos mesmos padrões de qualidade. Essas baterias podem ser mais suscetíveis a falhas, tornando o celular mais propenso a incidentes como explosões.
  6. Exposição a temperaturas extremas: Deixar o celular exposto ao sol direto ou em locais extremamente quentes (como dentro de um carro estacionado ao sol) pode aumentar significativamente a pressão interna das baterias de lítio. Temperaturas baixas também podem afetar a performance das baterias, mas o calor é o principal culpado por falhas e explosões.

Consequências e riscos da explosão de celular:

  • Queimaduras e lesões físicas: Quando ocorre uma explosão, o calor gerado pode causar queimaduras severas na pele, nos olhos e até em outros membros do corpo. As partes metálicas ou os pedaços da bateria também podem causar ferimentos físicos.
  • Danificação de objetos e propriedades: Em alguns casos, uma explosão de celular pode danificar outros objetos ao redor, como móveis, roupas, ou até a estrutura do local. O fogo pode espalhar rapidamente, causando danos ainda maiores.
  • Perda de dados e danos irreparáveis ao dispositivo: Além dos danos físicos ao usuário, a explosão também pode destruir permanentemente o dispositivo, tornando a recuperação de dados impossível.
  • Perigos para o meio ambiente: A bateria de lítio, quando não descartada corretamente, pode contaminar o meio ambiente. Além disso, o incêndio gerado pela explosão pode liberar substâncias tóxicas que, se não forem tratadas adequadamente, afetam a saúde humana e animal.

O que fazer para evitar uma explosão de celular:

  1. Usar acessórios originais: Sempre que possível, use o carregador e a bateria originais ou certificados pela fabricante do celular. Isso garante que a bateria esteja dentro dos padrões de segurança necessários.
  2. Evitar o superaquecimento: Não use o celular por longos períodos em condições de calor intenso. Se o dispositivo começar a aquecer excessivamente, faça uma pausa e deixe-o esfriar.
  3. Evitar o carregamento excessivo: Não deixe o celular carregando por mais tempo do que o necessário, especialmente durante a noite. Certifique-se de que o carregador seja de boa qualidade e adequado ao seu modelo de celular.
  4. Cuidados com quedas e danos: Se o celular sofrer uma queda ou dano físico, é importante verificar a integridade da bateria e, em caso de danos, substituir o componente imediatamente. Nunca force o uso de um celular com a bateria danificada.
  5. Evitar o uso em temperaturas extremas: Evite deixar o celular em locais quentes, como dentro de um carro exposto ao sol, ou em ambientes extremamente frios. Isso pode danificar a bateria e reduzir sua vida útil.

Como lidar com uma explosão de celular:

  • Primeiros socorros: Se você ou alguém ao seu redor for atingido por uma explosão de celular, procure imediatamente um local seguro e, se necessário, ligue para os serviços de emergência. Para queimaduras, lave a área afetada com água fria e cubra com um pano limpo. Não tente remover fragmentos de metal ou outros objetos incrustados na pele, pois isso pode piorar os danos.
  • Evitar a propagação do fogo: Se o celular pegar fogo, afaste-o de materiais inflamáveis e tente extinguir o fogo com um extintor de incêndio apropriado. Nunca use água diretamente em um fogo de bateria de lítio, pois pode reagir com a água, causando uma explosão ainda maior.

Avanços na segurança de baterias:

Nos últimos anos, as fabricantes têm se esforçado para melhorar a segurança das baterias de lítio, com novas tecnologias para reduzir o risco de superaquecimento e curto-circuitos. Muitas baterias modernas vêm com sistemas de proteção, como circuitos de desligamento automático ou barreiras térmicas, para evitar que a bateria atinja temperaturas perigosas.

Apesar de os avanços tecnológicos estarem tornando os dispositivos mais seguros, a responsabilidade dos usuários também é crucial para evitar acidentes. Manter os aparelhos em boas condições de uso e seguir as orientações de segurança ajuda a garantir que esses eventos raros, mas perigosos, possam ser evitados.

Com o aumento da conscientização sobre a segurança de dispositivos móveis, espera-se que as ocorrências de explosões de celular diminuam, mas é sempre importante manter-se informado sobre as precauções a serem tomadas para evitar esse tipo de acidente.

Torre forte é o nome do Senhor; para ela corre o justo, e está seguro. Os bens do rico são a sua cidade forte, e como um muro alto na sua imaginação. Antes da ruína eleva-se o coração do homem; e adiante da honra vai a humildade. Responder antes de ouvir, é estultícia e vergonha.

Provérbios 18:7-9
14/02/2025

Em fevereiro de 2025, o Brasil está experimentando os efeitos do fenômeno climático La Niña, que está influenciando significativamente o clima em diversas regiões do país. O La Niña é caracterizado pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico equatorial central e oriental, o que tem um impacto direto nas condições climáticas globais. No caso do Brasil, isso resulta em um padrão climático peculiar que pode acarretar uma série de consequências, tanto positivas quanto negativas, dependendo da região.

Impactos gerais do La Niña no Brasil:

O fenômeno La Niña é conhecido por afetar diferentes regiões de forma desigual. Em algumas áreas, pode causar secas severas, enquanto em outras, pode resultar em chuvas intensas.

  • Regiões Sul e Sudeste: Uma das principais características do La Niña é a tendência de um clima mais seco nessas regiões. A falta de chuvas pode resultar em uma menor quantidade de água nos reservatórios, prejudicando o abastecimento e agravando a crise hídrica, além de afetar a agricultura, especialmente a produção de grãos, como a soja. Este fenômeno também pode aumentar o risco de incêndios florestais devido à baixa umidade do ar. As temperaturas, por sua vez, costumam ficar mais elevadas do que o normal, o que torna os dias ainda mais quentes e secos.
  • Regiões Norte e Nordeste: Essas regiões, ao contrário, são mais propensas a chuvas intensas, o que pode causar alagamentos e deslizamentos de terra. A combinação de chuvas fortes e ventos intensos pode resultar em danos à infraestrutura e afetar a vida cotidiana dos moradores. Em algumas áreas, o fenômeno pode trazer alívios para a escassez de água, mas também acentuar problemas relacionados à drenagem e ao risco de desastres naturais.

Capitais em destaque:

  • Rio de Janeiro: A cidade do Rio de Janeiro tem enfrentado temperaturas muito elevadas, com máximas chegando a 35°C. A combinação de calor intenso e alta umidade pode resultar em uma sensação térmica superior a 40°C, tornando os dias muito desconfortáveis. Isso aumenta o risco de eventos climáticos extremos, como tempestades rápidas, que podem causar alagamentos repentinos nas ruas da cidade. A população deve estar atenta a alertas de calor extremo e tempestades isoladas.
  • Belo Horizonte: A capital mineira também está registrando temperaturas elevadas, com máximas por volta de 31°C. O calor, aliado à alta umidade, contribui para um clima desconfortável e pode gerar riscos relacionados à saúde, como desidratação e golpes de calor. A previsão também aponta para tempestades intensas, com possibilidade de chuvas fortes e granizo, aumentando o risco de alagamentos e transtornos no trânsito.
  • Vitória: A cidade capixaba apresenta condições semelhantes às de Belo Horizonte, com máximas de temperatura em torno de 33°C. Vitória, como outras capitais do Sudeste e do Centro-Oeste, também enfrenta o risco de chuvas fortes e possíveis alagamentos. O fenômeno La Niña pode intensificar esses eventos climáticos, com precipitações concentradas em períodos curtos, causando transtornos no sistema de drenagem e afetando a mobilidade urbana.

Projeções climáticas e impactos econômicos:

A previsão é que fevereiro de 2025 registre temperaturas recordes em algumas dessas capitais, com a combinação do La Niña e o agravamento das mudanças climáticas globais, que contribuem para o aumento da temperatura média global. Além disso, a previsão de chuvas fortes pode afetar diversos setores econômicos, como a agricultura e a infraestrutura urbana.

Agricultura:

No Sul e Sudeste, a falta de chuvas pode prejudicar a produção agrícola, especialmente de grãos como soja, milho e café, enquanto o excesso de precipitação no Norte e Nordeste pode danificar as lavouras e gerar perdas. Em áreas onde o La Niña traz seca, a irrigação se torna ainda mais importante, o que pode aumentar os custos de produção.

Energia:

A falta de chuvas também impacta a geração de energia hidrelétrica, já que a água armazenada nos reservatórios é crucial para a produção de energia elétrica no Brasil. Com a diminuição do volume de água, pode haver um aumento nos custos de energia e um maior risco de racionamento, afetando a economia como um todo.

Saúde:

A combinação de calor intenso e aumento da umidade também eleva o risco de doenças relacionadas ao calor, como desidratação e golpes de calor, especialmente entre idosos e pessoas com comorbidades. As autoridades de saúde pública devem intensificar campanhas de conscientização sobre cuidados com a hidratação e prevenção de doenças respiratórias, que podem ser mais prevalentes com as mudanças bruscas de temperatura.

Recomendações para a população:

  1. Hidratação constante: Com o calor intenso, é fundamental que as pessoas bebam bastante água, mesmo sem sentir sede, para evitar desidratação e problemas de saúde.
  2. Evitar exposição direta ao sol: Principalmente entre 10h e 16h, os raios solares estão mais intensos e os riscos de queimaduras e problemas relacionados ao calor aumentam.
  3. Atenção às previsões meteorológicas: Acompanhe as atualizações sobre o clima, especialmente alertas para tempestades e ondas de calor. Em caso de previsão de chuvas fortes, é importante evitar áreas de risco, como morros e locais propensos a alagamentos.
  4. Cuidado com animais e idosos: É importante garantir que tanto os idosos quanto os animais de estimação fiquem em ambientes frescos, com acesso constante a água potável.
  5. Preparação para eventos extremos: Esteja pronto para tempestades repentinas, que podem ocorrer devido à instabilidade atmosférica causada pelo La Niña. Se possível, evite sair de casa durante períodos de forte chuva e ventos intensos.

Conclusão:

O mês de fevereiro de 2025 traz grandes desafios climáticos para diversas regiões do Brasil, com o fenômeno La Niña influenciando as condições meteorológicas e trazendo tanto períodos de seca quanto chuvas intensas. As capitais Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória estão entre as mais impactadas, com chances de registrar temperaturas históricas e eventos climáticos extremos. A população deve estar atenta aos alertas das autoridades locais e adotar medidas preventivas para minimizar os impactos dessa instabilidade climática.

Melhor é o pobre que anda na sua integridade, do que aquele que é perverso de lábios e tolo. Não é bom agir sem refletir; e o que se apressa com seus pés erra o caminho. A estultícia do homem perverte o seu caminho, e o seu coração se irrita contra o Senhor. As riquezas granjeiam muitos amigos; mas do pobre o seu próprio amigo se separa. A testemunha falsa não ficará impune; e o que profere mentiras não escapará.

Provérbios 19:1-5
13/02/2025

A relação comercial entre o Brasil e os Estados Unidos tem sido tradicionalmente uma parceria sólida e estratégica. Líderes políticos brasileiros, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin, têm destacado a importância dessa relação como uma situação “ganha-ganha”, onde ambos os países se beneficiam mutuamente. Alckmin, em várias declarações, enfatizou que o Brasil é uma solução comercial e não um problema para os Estados Unidos, principalmente em setores como energia, agronegócio e indústria.

O comércio bilateral entre os dois países é bastante significativo. O Brasil exporta para os EUA uma variedade de produtos, incluindo soja, carne bovina, frango, açúcar, minério de ferro e etanol, enquanto os Estados Unidos exportam para o Brasil máquinas e equipamentos, produtos farmacêuticos, automóveis e produtos químicos. O vice-presidente Alckmin ressaltou que o Brasil é o maior fornecedor de etanol para os EUA e que a relação comercial é importante não apenas para a economia brasileira, mas também para a segurança energética dos Estados Unidos.

No entanto, um ponto de tensão nas relações comerciais entre os dois países envolve as tarifas e impostos aplicados ao etanol. O Brasil, que é um dos maiores produtores e exportadores de etanol do mundo, enfrenta uma diferença significativa nas taxas de impostos aplicadas ao produto quando comparado aos Estados Unidos.

Diferença de Impostos sobre o Etanol entre Brasil e EUA

No Brasil, o imposto sobre o etanol é consideravelmente baixo, com uma taxa que gira em torno de 2,5%, dependendo da legislação vigente em cada estado. Isso é uma vantagem competitiva significativa para os produtores de etanol brasileiros, já que o custo do produto tende a ser mais baixo, o que facilita suas exportações, principalmente para países como os EUA, que são grandes importadores.

Em contraste, nos Estados Unidos, o imposto sobre o etanol pode chegar a 18%, o que torna o etanol brasileiro mais atrativo para o mercado americano. A diferença de impostos representa um desafio para a competitividade do etanol norte-americano, tornando o etanol brasileiro mais competitivo em termos de preço, o que ajuda a fortalecer as exportações do Brasil para os EUA, especialmente no mercado de bioenergia.

Consequências e Discussões

Esses impostos diferentes impactam diretamente as relações comerciais entre os dois países, principalmente no contexto de impostos antidumping e barreiras tarifárias que têm sido frequentemente discutidas nos últimos anos. O Brasil, por meio de negociações comerciais, busca reduzir ou eliminar essas tarifas para aumentar sua participação no mercado americano, especialmente considerando o papel crescente dos biocombustíveis na transição energética global.

O Brasil também tem argumentado que o mercado de etanol nos Estados Unidos tem sido protegido por essas altas taxas de impostos, que dificultam o acesso de produtores brasileiros. Alckmin, por exemplo, sugeriu que os dois países devem dialogar mais intensamente para superar essas barreiras e chegar a um acordo que beneficie tanto os produtores de etanol nos EUA quanto no Brasil, criando uma parceria mais equilibrada.

Além disso, o Brasil tem investido fortemente em sua indústria de biocombustíveis e continua sendo líder na produção de etanol, principalmente a partir de cana-de-açúcar. Por isso, o país se considera um fornecedor confiável e eficiente para mercados globais, e a redução de impostos sobre o etanol seria uma estratégia importante para ampliar ainda mais esse papel.

Impacto no Agronegócio

O impacto dessas tarifas e impostos não se limita apenas ao setor do etanol, mas afeta diretamente o agronegócio brasileiro. O etanol produzido no Brasil é muitas vezes um subproduto do processo de produção de açúcar, e as exportações de etanol são vitais para o equilíbrio econômico de muitos produtores rurais brasileiros, além de contribuírem para a redução das emissões de gases de efeito estufa ao substituírem combustíveis fósseis.

A parceria comercial com os EUA em termos de biocombustíveis tem o potencial de contribuir para uma maior cooperatividade nas políticas energéticas globais. Ambas as nações compartilham o interesse na transição energética, sendo os biocombustíveis uma das principais alternativas para reduzir as emissões de carbono e aumentar a segurança energética.

O Papel do Diálogo e da Cooperação

Apesar de desafios como as tarifas de etanol, o Brasil e os EUA continuam a buscar alternativas de diálogo e de construção de uma relação comercial mais profunda. O Brasil, sob a liderança de Alckmin, está tentando enfatizar o caráter “ganha-ganha” da relação, sugerindo soluções para questões como as tarifas sobre aço e alumínio, além de outras barreiras comerciais que possam surgir.

Alckmin, como vice-presidente, vê o Brasil como um aliado estratégico para os EUA, não apenas no comércio de etanol, mas também em áreas como agricultura, energia renovável e tecnologia, onde ambos os países têm muito a oferecer mutuamente.

Conclusão

A relação comercial entre o Brasil e os Estados Unidos é ampla e multifacetada, com o etanol desempenhando um papel crucial nesse cenário. A diferença de impostos entre os dois países — 2,5% no Brasil e 18% nos EUA — reflete as disparidades nas políticas comerciais e nos incentivos a setores como o de biocombustíveis. No entanto, líderes como Geraldo Alckmin continuam a enfatizar a importância de resolver essas questões através do diálogo para fortalecer a parceria comercial e promover um futuro de cooperação mútua.

O que ama a contenda ama a transgressao; o que faz alta a sua porta busca a ruína. O perverso de coração nunca achará o bem; e o que tem a língua dobre virá a cair no mal. O que gera um tolo, para sua tristeza o faz; e o pai do insensato não se alegrará. O coração alegre serve de bom remédio; mas o espírito abatido seca os ossos. O ímpio recebe do regaço a peita, para perverter as veredas da justiça.

Provérbios 17:19-23
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