Tag: utilidade pública

02/04/2021

Como Mudar Nome do Titular da Conta de Luz na Enel pela Internet?

Como mudar o nome do titular da conta de luz na Enel pela Internet?

Como mudar o nome do titular da conta de luz na Enel pela Internet?

O procedimento requer preenchimento de um formulário online e envio de documentos de identificaçãoÉ possível mudar o nome do titular da conta de luz da Enel direto no site da empresa de energia. Para isso, o solicitante precisa ter o número do cliente atual em mãos e preencher um formulário online com seus dados pessoais.

O procedimento requer também o envio de uma cópia de um documento de identificação com foto.

A troca de titularidade pode ser solicitada por pessoas físicas (maiores de 18 anos) ou jurídicas, desde que cumpram os pré-requisitos determinados pela Enel: a unidade de consumo (endereço do imóvel) não pode ter débitos ou parcelamentos vencidos ou em aberto, e o solicitante não pode ter débitos vinculados ao seu CPF com a distribuidora.

Antes de começar, vale ressaltar que a Enel tem quatro distribuidoras no país e os links para fazer a solicitação são diferentes. O tutorial foi feito a partir do site para o estado de São Paulo, mas o passo a passo é semelhante nos outros estados.

Abra o site da Enel e informe o número do cliente (sem dígito), que se encontra no canto superior direito da conta de luz. Caso não tenha o código em mãos, selecione “Sem nº cliente” e insira os dados manualmente. Basta Preencher os dados solicitados;

O procedimento pode ser feito utilizando navegadores como o Chrome, Firefox ou Microsoft Edge. A seguir, confira o passo a passo para solicitar a mudança no nome da conta de luz.

Como mudar o nome do titular da conta de luz na Enel pela Internet?

Como mudar o nome do titular da conta de luz na Enel pela Internet?— Foto: Dannybia

TROCA DE TITULARIDADE
PRÉ-REQUISITOS PARA SOLICITAÇÃO DO SERVIÇO:

A unidade de consumo (endereço do imóvel) da troca de titularidade não pode ter débitos ou parcelamentos vencidos ou em aberto;
O solicitante não pode ter débitos vinculados ao seu CPF com a distribuidora;

O solicitante deve informar a leitura contida no medidor (relógio) na data do pedido da troca de titularidade. Com base nessa leitura, faremos um cálculo do consumo do período entre a data informada e a da última leitura colhida, da unidade de consumo(endereço do imóvel).

Com isso, enviaremos a fatura deste consumo remanescente por e-mail para pagamento. Após constando o pagamento em nosso sistema, realizaremos a troca de titularidade.

Este pé o link: https://portalhome.eneldistribuicaosp.com.br/#/area-aberta/troca-titularidade/dadospessoais

Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de eu te haver dito: Necessário vos é nascer de novo.

João 3:5-7
10/03/2021

Xarope Expectorante para Limpar os Pulmões

O Famoso Xarope da Vovó

Xarope para Limpar os Pulmões

Ingredientes:

1. Guaco – 3 colheres de sopa

Guaco é uma planta medicinal normalmente utilizada em forma de chá para tratar problemas respiratórios devido ao seu efeito bronco dilatador e expectorante. A propriedade medicinal da erva está na cumarina, substância anticoagulante que relaxa a musculatura das vias aéreas e auxilia na respiração.

2. Hortelã – 3 a 4 ramos

A hortelã comum, conhecida cientificamente como Mentha spicata, é uma planta medicinal e aromática para Tosse seca; Antisséptica; Tranquilizante analgésica com propriedades que ajudam a tratar problemas digestivos, como má digestão, flatulência, enjoo ou vômitos, por exemplo, mas a hortelã também tem Efeitos calmantes e expectorantes.
Uma das principais utilizações do chá de hortelã é para Diminuir gases intestinais, tratar-se de um ótimo remédio caseiro para flatulência, pois esta planta medicinal possui propriedades antiespasmódicas, diminuindo os movimentos do intestino e evitando a formação dos gases e a dor.

3. Gengibre – Uma porção

As propriedades do Gengibre incluem sua Ação anticoagulante; Vasodilatadora, digestiva; Anti-inflamatória; Antiemética; Analgésica; Antipirética ;Anti bactericida e Antiespasmódica.
Benefícios: Alivia incômodos na garganta, ajuda nas gripes resfriados, ajuda a controlar o diabetes. Os gingerois, substâncias do gengibre, possuem propriedades digestivas e ajudam no controle de diabetes tipo 2; Reduz cólicas menstruais; Ajuda a emagrecer; Previne o câncer; Melhora a memória; Combate infecções; Melhora a digestão e Alivia sintomas de problemas respiratórios.

4. Limão – 1 unidade (casca e suco do limão)

Rico em vitamina C; Ajuda a fortalecer sistema imunológico; Ótimo para tosse; Diminui inflação vias respiratórias e tem Ação antioxidante
Fortalecer o sistema imune e proteger o organismo contra gripes e resfriados; Ajudar a eliminar as toxinas do corpo; Evitar doenças como câncer e envelhecimento precoce; Reduzir a acidez corporal, melhorando o metabolismo do corpo;
Benefícios: Melhora a digestão; Ajuda a prevenir derrames; Aumenta a absorção do ferro; Aumenta a imunidade; Diminui riscos de doenças cardiovasculares; Faz bem para a pele; Diminui sintomas de doenças respiratórias.

5. Cebola – 1 cebola média

Ótima para resfriados,
Combate gripes e resfriados; Amigdalite; Tosse; Asmas; Alergias; Alivia o Catarro; Auxilia no emagrecimento; Protege o coração; Combate o envelhecimento precoce; Combate a hipertensão; Controle do diabete; Previne cânceres;
Além dos benefícios da hortaliça já citados, a cebola branca também age como um bom anti-inflamatório no organismo. A cebola branca também funciona como um eficiente antibacteriano, pois ajuda a impedir a proliferação de certos tipos de bactérias. Ela é igualmente boa para a saúde do coração.

6. Alho – 2 dentes com casca

Este alimento é rico em compostos sulfurados, em que o principal é a alicina, que proporciona o cheiro característico do alho, sendo um dos grandes responsáveis pelas suas propriedades funcionais. Além disso, o alho também é rico em vários minerais que nutrem o organismo, como potássio, cálcio e magnésio.
Melhora imunidade; Ação anti-inflamatória: contribui para a melhora de Gripes e resfriados, além de prevenir o Câncer de estômago; Ação antimicrobiana, Antiviral e Antifúngica: devido aos seus componentes, o alho consegue reduzir a capacidade de Ação de Micróbios, Fungos e Vírus.

7. Canela – 1 pauzinho

A canela possui uma série de benefícios. Maravilhosa, antibacteriana, antifúngica, anti-inflamatória; Ajuda a Prevenir e combater o diabetes, controlando os níveis de açúcar no sangue e aumentando a sensibilidade à insulina. Esta especiaria originária da Ásia, mais precisamente do Sri Lanka, também contribui para o emagrecimento por ter uma ação termogênica.
Canela é uma especiaria obtida a partir da casca interna de várias espécies de árvores do género Cinnamomum (família Lauraceae), usado tanto em alimentos doces como em salgados.

8. Cravo da Índia – Uns 10 cravinhos

Combate infecções e Alivia dores na garganta e peito; Fonte de nutrientes; Rico em antioxidantes; Proteção contra o câncer; Pode matar as bactérias; Pode melhorar a saúde do fígado; Pode ajudar a regular o açúcar no sangue; Melhora a saúde óssea; Pode reduzir úlceras no estômago.

9. Açúcar Mascavo

Outro benefício do açúcar mascavo é que ele tem menos calorias quando comparado ao açúcar refinado é mais natural e mais saudável, rico em sais mineiras e vitaminas. “Além disso, esse açúcar possui antioxidante que protege as células do nosso corpo”, ressalta o nutrólogo.
Mas se não tiver ou quiser pode usar o açúcar branco para fazer este xarope.

10. Mel – 3 colheres de sopa

Consegue proteger mucosas da garganta, melhora a irritação, ajuda a reduzir inflamação e inchaço da garganta; O mel tem diversos antioxidantes, incluindo compostos fenólicos, como os flavonoides; Pode reduzir a pressão arterial; Melhora os níveis do colesterol; Auxilia nas defesas imunológicas; Faz bem para a saúde gastrointestinal; Alivia sintomas de resfriados.

11. Água – 400 ml

Nem preciso dizer: A água é fonte da vida. É um recurso natural essencial, seja como componente bioquímico de seres vivos, como meio de vida de várias espécies vegetais e animais, como elemento representativo de valores sociais e culturais e até como fator de produção de vários bens de consumo final e intermediário.

Preparo:

Coloque uma panela no fogo e Acrescente:
1 xícara açúcar mascavo
1 pau de canela
10 cravinhos
porção de gengibre ralado
cebola média cortada com casca que tem vitaminas também

depois que derreteu o açúcar acrescente:
400ml de água
tampa a panela e deixa ferver por 20 minutos…

Depois desse tempo acrescente:
2 dentes de alho com casca e tudo
casca do limão

deixa no fogo por mais 1 ou 2 minutos…

Depois desse tempo apague o fogo e acrescente:
o guaco
o hortelã (no capricho)
o suco do limão
(sempre mexendo)

Depois disso feito, vamos coar e acrescentar:
o mel (3 a 4 colheres de sopa)
e Pronto!

Agora só acondicionar onde achar melhor para você utilizar.

Dicas importantes:

Se for uma pessoa com diabetes: “Melhor não consumir este xarope, visto que foi acrescentado açúcar mascavo (ou outro) além do mel; Embora digam que pessoas com diabetes podem, sim, consumir o açúcar mascavo, desde que sua quantidade seja computada como valor calórico e gramas de carboidrato, pois é igualmente absorvido e eleva a glicemia a patamares similares ao açúcar comum, o melhor seria consultar seu médico!
Outra dica é com relação a crianças: “Mel e xarope caseiro somente à partir de 1 ano de idade”

Qual seria a duração do Xarope:

Em média uns 15 dias

Modo de usar:

1 colher de sopa (03) três vezes ao dia, ou quando achar necessário.

Não tenhas inveja dos pecadores; antes conserva-te no temor do Senhor todo o dia. Porque deveras terás uma recompensa; não será malograda a tua esperança.

Provérbios 23:17-18
10/03/2021

Contribuinte já Pode Obter Cópia da Declaração do IR pela Internet

A Receita Federal está ampliando o número de serviços oferecidos pela Web

Receita Federal - Imposto de RendaA Receita Federal está ampliando o número de serviços oferecidos pela Web. A partir de agora, o contribuinte pode obter cópia da declaração do Imposto de Renda diretamente no site da Receita. Antes, ele tinha que se dirigir a um posto de atendimento da Receita e solicitar cópia do documento.

Para entrar no sistema, no entanto, é preciso obter a Certificação Digital, como e-CPF e o e-CNPJ, disponível no projeto batizado de Receita 222. O objetivo da Receita ao criar o atendimento virtual é o de facilitar o acesso dos contribuintes às informações, de forma rápida e segura.

De acordo com a Coordenação-Geral de Tecnologia da Receita Federal (Cotec), o serviço, inicialmente, permitirá cópia dos arquivos das declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) e do ITR (Imposto Territorial Rural) dos últimos cinco anos.

“O Receita 222 utiliza tecnologia que garante a autenticidade dos emissores e destinatários dos documentos eletrônicos, assegurando sua privacidade e inviolabilidade”, diz o coordenador de Tecnologia da Informação da Receita, Donizetti Vitor Rodrigues.

O contribuinte pode obter o registro por meio da página da Receita na internet ( www.receita.fazenda.gov.br ), no menu Receita 222.

fonte: Receita Federal

O sábio é mais poderoso do que o forte; e o inteligente do que o que possui a força. Porque com conselhos prudentes tu podes fazer a guerra; e há vitória na multidão dos conselheiros. A sabedoria é alta demais para o insensato; ele não abre a sua boca na porta.

Provérbios 24:5-7
03/03/2021

A História do Zero

Computadores tratam a informação em linguagem binária, ou seja, todos os dados são codificados em sequências de 0 e 1. A física moderna, que lida às vezes com quantias extraordinariamente grandes ou pequenas, representa-as com mais praticidade por meio de potências de dez – notação em que o zero cumpre papel essencial. Esse algarismo foi fundamental também para o desenvolvimento do cálculo integral, que inaugurou um novo ramo da matemática.

A História do Zero

A instituição do zero foi uma verdadeira revolução na matemática. Embora seu uso nos pareça natural e inquestionável, o algarismo nem sempre existiu. Os romanos, por exemplo, não tinham uma letra para representá-lo. O zero pode ter surgido de forma independente em diferentes civilizações e teve um percurso conturbado até que se consolidasse como elemento-chave da matemática.

Investigar os diferentes momentos históricos em que surgiu o conceito e a notação do zero e tentar retraçar seu percurso dos primórdios aos dias de hoje é o principal objetivo do livro O nada que existe – uma história natural do zero, recém-lançado no Brasil pela editora Rocco. Seu autor é Robert Kaplan, professor de matemática na Universidade de Harvard (Estados Unidos da América).

Segundo Kaplan, o zero teria surgido pela primeira vez entre os séculos 6 e 3 a.C., na civilização fenícia. Esse povo inovou ao instituir a notação posicional, em que a posição de um algarismo é fundamental para a determinação de seu valor. Esse tipo de notação implica a necessidade de um sinal para representar a ausência de qualquer algarismo. É graças ao uso do zero que sabemos, por exemplo, que 2003 é diferente de 23.

O zero também pode ter sido adotado entre os gregos; indícios desse uso só existem em alguns papiros astronômicos. Mas é sobretudo em civilizações orientais que ele passou a ser empregado sistematicamente. Na Índia, sua primeira aparição escrita inquestionável data de 876 d.C. Apenas cerca de cem anos depois ele chegaria ao Ocidente, levado por mercadores árabes, que já utilizavam-no em cálculos desde 825. No entanto, assim que chegou à Europa, o zero era considerado mais um sinal que um algarismo propriamente dito. A mudança de estatuto teria ocorrido entre os séculos 13 e 14.

O autor parte dos poucos elementos palpáveis que indicam o uso do zero em diferentes civilizações e tenta construir uma história do algarismo, com o mérito de não apresentar nenhuma das hipóteses levantadas como definitiva. A narrativa, estimulante e bem-humorada, reflete o fascínio e o entusiasmo do autor pela matemática. Kaplan também já foi professor de filosofia, sânscrito, grego e alemão, o que o ajudou a elaborar na obra reflexões sobre o significado e as implicações do conceito de zero, ilustradas por exemplos tirados da literatura e da filosofia.

O nada que existe – uma história natural do zero Robert Kaplan

Guarda-me, ó Deus, porque em ti me refugio. Digo ao Senhor: Tu és o meu Senhor; além de ti não tenho outro bem.

Salmos 16:1-2
19/02/2021

Utilidade Pública Essencial


Temos todo tipo de informação circulando sobre a Dengue e o mosquito Aedes Aegypti, pela mídia (jornais, revistas, internet, rádio, etc) são importantes mas, sinto que estas não estão sendo suficientemente esclarecedoras para a população. Vejo estar faltando uma maior divulgação e que também sejam dadas características melhores a respeito do mosquito, isto para que a população se conscientize que é muito grave a situação e obtenham o mínimo de conhecimento para que possam se prevenir…

Todos nós sabemos que a água é uma das substâncias mais importantes para o ser humano, sem ela jamais poderíamos sobreviver… assim também é para o Aedes Aegypti, então tenhamos em nossas mentes como meta de combate o slogan:

“Não dê água para o mosquito”

Amigos (as),

Percam um pouquinho de tempo lendo este informativo, vele a pena!
Por favor, leiam e deem a devida atenção, pois o caso é muito grave!!!
Divulguem a tantas pessoas quanto puder… essa é mais uma das tantas batalhas que
teremos que vencer, também!!!

O que é a Dengue?

A dengue é uma doença infecciosa, viral aguda, febril, causada pelo Vírus da Dengue Flaviridae (existem quatro tipos diferentes de vírus da dengue – DEN1, DEN2, DEN3 e DEN4), que ocorre principalmente em áreas tropicais e subtropicais do mundo, inclusive no Brasil e onde as condições do meio ambiente favorecem o desenvolvimento do mosquito transmissor Aedes Aegypti . E pode até desencadear sintomas semelhantes aos da gripe ou quadros graves (Dengue Hemorrágico). A dengue está se expandindo rapidamente, e espera-se que nos próximos anos a transmissão aumente por todas as áreas tropicais do mundo.

Origem da Dengue:

De origem espanhola, a palavra dengue significa “melindre”, “manha”, estado em que se encontra a pessoa contaminada pelo arbovírus (abreviatura do inglês de arthropod-bornvirus, vírus oriundo dos artrópodos), no caso, encontrado na fêmea do mosquito Aedes aegypti ou na do Aedes albopictus, esse último conhecido como “tigre asiático”.

Esse vírus estápresente no Brasil desde 1982 na forma benigna, mas a partir de 1990 têm sido registrados alguns casos de dengue hemorrágica, que pode levar à morte.

Os primeiros registros de dengue no mundo foram feitos no fim do século XVIII, no Sudoeste Asiático, em Java, e nos Estados Unidos, na Filadélfia. Mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) só a reconheceu como doença neste século.

A origem do Aedes aegypti, inseto transmissor da doença ao homem, é africana.

Mosquito transmissor da Dengue:

No Brasil, o agente transmissor da dengue é o Aedesaegypti , um mosquito pequeno, delgado e escuro, que possui hábitos diurnos (habitualmente entre 5:30 da manhã e 12h00) e vive dentro ou nas proximidades das habitações urbanas. Sua reprodução ocorre em locais de água parada, como lagos, poças de água e água contida em garrafas, vasos, pneus velhos jogados em quintais.

A Dengue é transmitido pela picada de mosquitos (mais comumente o Aëdes aegypti) que proliferam-se dentro ou nas proximidades de habitações. Esses mosquitos criam-se na água, obrigatoriamente. A fêmea do mosquito põe os ovos dentro de qualquer recipiente (caixas d’água, latas, pneus, cacos de vidro etc.) que contenha água mais ou menos limpa, colando os ovos nas paredes dos recipientes, bem próximo da água. Os ovos ficam aderidos, e não morrem mesmo que o recipiente fique seco. Não adianta, portanto, apenas substituir a água, mesmo que isso seja feito com frequência. Desses ovos surgem as larvas, que, depois de algum tempo vivendo na água, vão formar novos mosquitos adultos.

Na verdade, quem contamina é fêmea, pois o macho apenas se alimenta de seivas de plantas. A fêmea precisa de uma substância do sangue (a albumina) para completar o processo de amadurecimento de seus ovos. O mosquito apenas transmite a doença, mas não sofre seus efeitos.

O vírus da dengue precisa de tempo para se manifestar no homem ou mesmo para infectar o mosquito transmissor. A idade ideal do mosquito para transmitir a doença é a partir do 30º dia de vida. O Aedes tem um ciclo total de 45 dias.

Há um período para que o mosquito se contamine ao picar um homem. Vai desde o dia anterior à febre até seis dias depois desta. Fora desse tempo, o mosquito pica e não se contamina.

Depois de picar o homem, só depois de oito dias o Aedes consegue contaminar outro homem.

A Doença:

Como existem variedades de vírus causadores da dengue, a pessoa infectada só adquire imunidade à variedade que adquiriu. Não é transmissível de pessoa a pessoa.

Por não ter sintomas específicos, a doença pode ser confundida com várias outras, como leptospirose, sarampo, rubéola. São doenças que provocam febre, prostração, dor de cabeça e dores musculares generalizadas. Um médico consegue, por exames em laboratório, definir a doença e tratá-la corretamente.

O desenvolvimento da doença:

O vírus se dissemina pelo sangue.

Um dos locais preferidos do vírus para se instalar no corpo humano é o tecido que envolve os vasos sangüíneos, chamado retículo-endotelial.

A multiplicação do vírus sobre o tecido que provoca a inflamação dos vasos. O  sangue, com isso, circula mais lentamente.

Como a circulação fica mais lenta, é comum que os líquidos do sangue extravasem dos vasos. O sangue torna-se mais espesso.

O sangue, mais espesso, pode coagular dentro dos vasos provocando trombos (entupimentos). Além disso, a circulação lenta prejudica a oxigenação e nutrição ideal dos órgãos.

Com o tempo, se não houver tratamento específico, pode haver um choque circulatório. O sangue deixa de circular, os órgãos ficam prejudicados e podem parar de funcionar. Isso leva à morte.

Uma vez contaminado, o homem demora entre 2 e 15 dias para sentir os sintomas da doença.

A Doença tem altas chances de cura, mas pode matar. Já é considerada, no Brasil, uma epidemia.

Causador e transmissor da Dengue:

O causador da dengue é um vírus. Mas a transmissão ocorre a partir da picada das fêmeas do mosquito Aedes Aegypti. Estes transmissores – chamados tecnicamente de vetores – são mosquitos do gênero aedes, popularmente conhecidos como pernilongo da dengue e da febre amarela, através de picada. São conhecidos quatro tipos de vírus.

Este inseto tem algumas características que podem facilitar seu reconhecimento:
É escuro e rajado de branco;
É menor que um pernilongo comum;
Pica durante o dia;
Desenvolve-se em água parada e limpa;

De 8 a 12 dias após ter sugado sangue de pessoa contaminada, o mosquito está apto a transmitir a doença. Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções para uma pessoa sadia, nem através da água ou alimento.
Em 45 dias de vida, um único mosquito pode contaminar até 300 pessoas. Período de incubação varia de 3 a 15 dias após a picada pelo mosquito, sendo, em média, de 5 a 6 dias.

Veja uma foto clara para poder identificar com mais facilidade:

Tipos de Dengue:

É importante distinguir a dengue clássico do hemorrágico, que tem no presente momento relatos de óbitos no Rio de Janeiro (04/98), e que está provavelmente ligado a um mecanismo imunológico.

Saiba mais sobre a dengue hemorrágica: ” Parece estar ligado a um mecanismo imunológico decorrente de sensibilização prévia, onde, em uma segunda infecção, os anticorpos tipo Ig G, subneutralizantes para outros sorotipos, formariam imunocomplexos com o antígeno circulante, afetando profundamente as membranas plasmáticas dos fagócitos mononucleares e facilitando a migração dos antígenos virais aos tecidos da medula óssea, fígado, baço e gânglios linfático. Podem, também, provocar hemorragias digestivas, distúrbios de coagulação sanguínea, trombocitopenia e coagulação intravascular disseminada, levando ao óbito.”

A infecção causada por qualquer um dos quatro tipos (1, 2, 3 e 4) do vírus da dengue produz as mesmas manifestações. A determinação do tipo do vírus da dengue que causou a infecção é irrelevante para o tratamento da pessoa doente. A dengue é uma doença que, na grande maioria dos casos (mais de 95%), causa desconforto e transtornos, mas não coloca em risco a vida das pessoas.

Em alguns casos (a minoria), nos três primeiros dias depois que a febre começa a ceder, pode ocorrer diminuição acentuada da pressão sanguínea. Esta queda da pressão caracteriza a forma mais grave da doença, chamada de dengue “hemorrágico”. Este nome pode fazer com que se pense que sempre ocorrem sangramentos, o que não é verdadeiro. A gravidade está relacionada, principalmente, à diminuição da pressão sanguínea, que deve ser tratada rapidamente, uma vez que pode levar ao óbito. A dengue grave pode acontecer mesmo em quem tem a doença pela primeira vez.

Febre hemorrágica:

Em função da inflamação dos vasos (por causa da instalação dos vírus no tecido que os envolve), há um consumo exagerado de plaquetas, pequenos soldados que trabalham contra as doenças. A falta de plaquetas interfere na homeostase do corpo – capacidade de controlar espontaneamente o fluxo de sangue. O organismo passa a apresentar uma forte tendência a ter hemorragias.

Pode ocorrer:

Se a pessoa tem dengue pela segunda vez (outro tipo de vírus), pode contrair a hemorrágica.

Há quatro sorotipos diferentes de dengue. Um deles, o den2, é o mais intenso. Este tipo pode evoluir para a dengue hemorrágica.
Combinação da seqüência de doença, da força do vírus e da suscetibilidade da pessoa. Se for alguém com Aids, por exemplo, a doença oferece mais riscos.

Conselhos:

Para controlar a febre hemorrágica, aconselha-se tomar muito líquido e evitar medicamentos, veja relação mais abaixo.

Sintomas da doença:

Após um período de incubação de alguns dias, a doença manifesta-se desencadeando:
Dores de cabeça e nítida sensação de cansaço
Febre súbita alta (muitas vezes passando de 40 graus);
Fortes dores musculares e nas articulações ósseas.
Surgem manchas avermelhadas no corpo.
Manchas avermelhadas por todo o corpo;
Dor nos músculos e nas juntas;
Além de fotofobia (aversão à luz)
Dor nos olhos e lacrimação
Inflamação na garganta
Em alguns casos, sangramento de gengiva e nariz.
Náuseas e vômitos.
Falta de apetite
Fraqueza
Hemorragias (pele e estômago).
Choque (Dengue Hemorrágico).

É frequente que, 3 a 4 dias após o início da febre, ocorram manchas vermelhas na pele, parecidas com as do sarampo ou rubéola, e prurido (“coceira”). Também é comum que ocorram pequenos sangramentos (nariz, gengivas).

A maioria das pessoas, após quatro ou cinco dias, começa e melhorar e recupera-se por completo, gradativamente, em cerca de dez dias.

É absolutamente necessário estar atento, a partir do momento em que a febre começa a ceder, para as manifestações que podem indicar gravidade:

1 – Dor constante abaixo das costelas, do lado direito (fígado).
2 – Suores frios por tempo prolongado, tonteiras ou desmaios ( pressão baixa).
3 – Pele fria e pegajosa por tempo prolongado (pressão muito baixa).
4 – Sangramentos que não param.
5 – Fezes escuras como borra de café (sangramento intestinal).

Se qualquer uma destas manifestações aparecer, a pessoa deve ser levada imediatamente ao Serviço de Saúde mais próximo.

Os sintomas na forma hemorrágica são semelhantes aos da dengue comum, porém evoluem rapidamente para sangramentos internos e nas mucosas, podendo ocorrer choques, que levam à morte em 12 ou 24 horas.
25% apresentam manchas vermelhas em todo o corpo, as chamadas exantemas. Como o vírus se instala também próximo aos vasos, é comum estes inflamarem e ficarem evidentes na pele.
60% têm dor de cabeça.

As manifestações iniciais da dengue são as mesmas de diversas outras doenças (febre amarela, malária, leptospirose). Também não servem para indicar se a dengue vai ser mais grave. Por isto é importante sempre procurar rápido um Serviço de Saúde, para uma avaliação médica. A meningite meningocócica pode ser muito parecida com a dengue grave, mas a
A dengue pode se tornar mais grave apenas quando a pessoa começa a melhorar, e o período mais perigoso vai até três dias depois que a febre desaparece.

Diagnóstico:

O diagnóstico da dengue é feito comumente mediante sorologia para determinar a presença de anticorpos contra o vírus no sangue, mas não determina especificamente qual tipo de vírus é responsável pela infecção. Métodos de biologia molecular mais elaborados podem ser utilizados para detectar as proteínas do vírus.

Tratamento da Dengue:

Não existe tratamento especial para a doença e o atendimento rápido para a identificação dos sinais de alarme e o tratamento oportuno podem reduzir o número de óbitos, chegando a menos de 1% dos casos.

Os cuidados terapêuticos consistem em tratar os sintomas:. combater a febre;
. e nos casos graves, realizar hidratação por via intravenosa;
A pessoa com dengue deve ficar em repouso;
Beber muito líquido e alimentar-se normalmente;
Quando não há dúvida que a pessoa tem dengue, na maioria das vezes o médico pode recomendar que o tratamento seja feito em casa, basicamente com hidratação e antitérmicos. No entanto, alguns cuidados devem ser tomados:

Não tomar remédios sem recomendação médica:

Alguns remédios para dor e febre podem aumentar o risco de sangramento, como os que contém ácido acetil-salicílico (AAS®, Aspirina®, Melhoral® e outros). Outros podem ocasionar erupções na pele, semelhantes às causadas pela dengue, como os que contém dipirona (Novalgina®, Dipirona®, Dorflex® e outros).

Relação dos medicamentos a base de Ácido acetil salicílico

São medicamentos que devem ser evitados em caso de suspeita de dengue, uma vez que podem causar sangramentos e acidose. A seguir são enumerados todos os medicamentos que contém Salicilato em sua composição:

Ácido Acetil Salicílico Ácido Acetil Salicílico (associado) Salicilamida (associada)
AAS
AAS Adulto
AAs Infantil
Aceticil
Ácido Acetil Salicílico
Aspirina
Aspirina infantil
Aspisin
Alidor
CAAS
Endosalil
Intra Acetil
Melhoral Infantil
Ronal
Somalgin Cardio
Alka-Setzer
Aspi-C
Aspirina “C”
Aspirina
Atagripe
Besaprin
Buferin
Cefurix
Cheracap
Corisona D
Doloxene-A
Doribe
Doril
Engov
Melhoral
Melhoral C
Migral
Migrane
Piralgina
Somalgin Sonrisal
Superhist
Benegrip
Fielon com Vitamina C
Gripionex
Neo-Sativan
Resprax
Termogripe

Fonte: DEF 97/98. Publicação do Jornal Brasileiro de Medicina(c)

O doente se recupera, geralmente sem nenhum tipo de problema. Além disso, fica imunizado contra o tipo de vírus (1, 2, 3 ou 4) que causou a doença. No entanto, pode adoecer novamente com os outros tipos de vírus da dengue. Em uma segunda infecção, o risco da forma grave é maior, mas não é obrigatório que aconteça.

Para quem já teve dengue uma vez, o cuidado deve ser redobrado. Em uma segunda contaminação, as chances são maiores de a doença evoluir para a forma hemorrágica, que pode ser mortal.

Dengue nos dias de hoje:

No ano 2000, um total de 375.044 casos de dengue foram notificados nas Américas, dos quais o Brasil foi responsável por 63,3%. Embora contribua com a maior parte dos casos notificados pelo tamanho de sua população, a incidência de dengue nesse ano foi 139,7 casos/100.000 habitantes, inferior à observada no Paraguai, Costa Rica, Barbados, Suriname, Honduras, Equador, Trinidad e Nicarágua. O isolamento do sorotipo 3 do vírus (DEN-3) no Brasil no ano 2000 demonstra o risco e a facilidade com que outros sorotipos podem entrar no país. Além do Brasil, o DEN-3 foi detectado em 15 países, incluindo Venezuela e Guiana Francesa. O DEN-4 foi detectado em 10 países, incluindo Venezuela, Equador e Peru. A Colômbia não informou os sorotipos circulantes no período.

A dengue, como um grande problema de saúde pública, merece, por parte das três esferas de governo, ajustes adequados e intensificação das ações de prevenção e controle da doença ou do agravo nos municípios considerados prioritários, responsáveis por cerca de 70% dos casos notificados, bem como naqueles que se apresentam com maior risco de introdução de novos sorotipos virais e, consequentemente, maior possibilidade de ocorrência de epidemias de febre hemorrágica da dengue (FHD).

Prevenção:

Desde o fim de 2015 a primeira vacina contra dengue foi registrada em diferentes países para ser usada em indivíduos de 9 a 45 anos vivendo em áreas endêmicas ou de risco. A OMS recomenda que os países considerem a introdução da vacina contra dengue apenas em zonas geográficas onde os dados epidemiológicos indicam um alto índice da doença. Outras vacinas com diferentes tipos do vírus se encontram em período de desenvolvimento. De modo geral as vacinas têm mostrado uma efetividade muito variável (entre 50% e 80%) dependendo do tipo de vírus que causa a infeção, do tipo de indivíduos vacinados e do local onde tem sido implementada; igualmente o tempo de duração da proteção está sendo estudado.

Atualmente, a principal forma de prevenção é o combate aos mosquitos – eliminando os criadouros de forma coletiva com participação comunitária – e o estímulo à estruturação de políticas públicas efetivas para o saneamento básico e o uso racional de inseticidas.

A dengue no Brasil teve um crescimento significativo na década de 90, atingindo o nível mais elevado em 1998, ano em que foram registrados cerca de 560 mil casos. Houve uma redução acentuada em 1999, com 210 mil casos e um pequeno aumento em 2000 para 238 mil casos notificados.

Há circulação simultânea dos sorotipos 1 e 2 em 18 estados e isolamento recente do Den-3 no estado do Rio de Janeiro, o que potencializa o risco de surgimento de epidemias de febre hemorrágica da dengue (FHD), notadamente nas grandes metrópoles que já tiveram epidemias por dois sorotipos.

Epidemia:

As epidemias geralmente ocorrem no verão, durante ou imediatamente após períodos chuvosos.
No Brasil, a erradicação do Aedes Aegypti na década de 30, levada a cabo para o controle da febre amarela, fez desaparecer também a dengue. No entanto, em 1981 a doença voltou a atingir a Região Norte (Boa Vista, Roraima). No Rio de Janeiro (Região Sudeste) ocorreram duas grandes epidemias. A primeira em 1986-87, com cerca de 90 mil casos, e segunda em 1990-91, com aproximadamente 100 mil casos confirmados. A partir de 1995, a dengue passou a ser registrado em todas as regiões do país e, em 1998, o número de casos chegou a 570.148. Em 1999 houve uma redução (210 mil casos), seguida de elevação progressiva em 2000 (240 mil casos) e em 2001 (370 mil casos). Nesse último ano, a maioria dos casos (149.207) ocorreu na região Nordeste.

Como evitar a Dengue:

A única maneira de evitar a dengue é não deixar o mosquito nascer. Para isso, é necessário acabar com os “criadouros”

Criadouros:

Criadouros são quaisquer lugares onde se acumula água e essa fica parada, sendo limpa ou não, onde facilitam o nascimento e desenvolvimento do mosquito. Portanto, não deixe a água, mesmo limpa, ficar parada em qualquer tipo de recipiente, tais como:
Vasos de Plantas
Copos Plásticos ou de vidro
Bacias
Garrafas Plásticas ou de vidro
Plantas com folhas largas
Pratos para vasos de plantas.
Conteiners
Tambores
Cisternas
Ferro Velho
Poços d’água e outros depósitos
Caixa de Escoamento
Caixa de Construção
Calha para água da chuva
Caixa D’água
Vasilha D’água (animais)
Casca de Ovos
Copinhos descartáveis
Tampinhas de Garrafas.
Carrinho de Mão e Lata de Tinta
Bandeja de Ar Condicionado
Cacos de Garrafas
Pneus

É importante saber que, embora a transmissão dessas doenças possa ocorrer ao ar livre, o risco maior é no interior de habitações.

O viajante deve usar, sempre que possível, calças e camisas de manga comprida, e repelentes contra insetos à base de DEET nas roupas e no corpo, sempre observando a concentração máxima para crianças (10%) e adultos (30%). Além disso, deve procurar hospedar-se em locais que disponham de ar-condicionado ou utilizar mosquiteiros impregnados com permetrina e inseticida em aerosol nos locais onde for dormir.

A Fundação Nacional de Saúde desenvolve atividades preventivas para o controle da dengue com a eliminação de criadouros (depósitos de água), combate aos focos (objetos que acumulam água e ficam ao relento) e borrifação com inseticida. As medidas devem ser realizadas com a participação da comunidade.

O combate ao mosquito deve ser feito de duas maneiras: eliminando os mosquitos adultos e, principalmente, acabando com os criadouros de larvas. Para isso é importante que recipientes que possam encher-se de água sejam descartados ou fiquem protegidos com tampas. Qualquer recipiente com água e sem tampa, inclusive as caixas d’água, podem ser criadouros dos mosquitos que transmitem dengue.

Para reduzir a população do mosquito adulto, é feita a aplicação de inseticida através do “fumacê”, que deve ser empregado apenas quando está ocorrendo epidemias. O “fumacê” não acaba com os criadouros e precisa ser sempre repetido, o que é indesejável, para matar os mosquitos que vão se formando. Por isso, é importante eliminar os criadouros do mosquito transmissor. Além da dengue, se estará também evitando que a febre amarela, que não ocorre nas cidades brasileiras desde 1942, volte a ser transmitida.

Dicas:

Lave bem os pratos de plantas e xaxins, passando um pano ou uma bucha para eliminar completamente os ovos dos mosquitos. Uma boa solução é trocar a água por areia molhada nos pratinhos;
Misture uma colher de chá de água sanitária com um litro de água e borrife nas plantas de sua casa. A mistura não faz mal às plantas e mata o mosquito da dengue;
Limpe as calhas e as lajes das casas;
Lave bebedouros de aves e animais (cão, gato, etc) com uma escova ou bucha; e troque a água pelo menos uma vez por semana;
Guarde as garrafas vazias de cabeça para baixo;
Fure Latas e pneus velhos, que não possam ser jogados fora;
Jogue no lixo copos descartáveis, tampinhas de garrafas, latas e tudo o que acumula água.

Mas atenção: “o lixo deve ficar o tempo todo fechado”.


Não se esqueça!
“Não dê água para o mosquito”
A prevenção é a melhor defesa. Cuide-se!
Deixar de lado e o fim da picada!

Este é um problema da Sociedade com um todo, não
adianta somente ficarmos reclamando da situação, temos que agir!
Não vamos deixar que esta epidemia chegue à situação do Ebóla, na África.

DISQUE DENGUE: 136

Ouvidoria Geral do SUS
Teleatendente: de segunda-feira
a sexta-feira, das 8h às 20h,
e aos sábados, das 8h às 18h.

São Paulo: 156 OU 4365-3349 / 4367-3306 / 4368-8153
ou 0800-195-565 se estiver fora do município;

Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus.

João 1:12
18/02/2021

Dupla Hélice

(50 anos depois)

Fifty years ago, on Saturday, Feb. 28, 1953, two young scientists walked into the Eagle, a dingy pub in Cambridge, England, and announced to the lunchtime crowd that they had discovered the secret of life.
By divining the chemical structure of DNA, the archive of life, James D. Watson and Francis Crick had seen how the molecule could encode information in the copious quantities necessary to program a living cell.

Cinquenta anos atrás, sábado 28 de fevereiro de 1953, dois jovens cientistas entraram na Águia, um bar sujo em Cambridge, na Inglaterra, e anunciou à multidão na hora do almoço que eles tinham descoberto o segredo de vida.
Através do mergulho da estrutura química de DNA, o arquivo de vida, James D. Watson e Francis Crick tinham visto como a molécula poderia codificar informação em quantidades copiosas necessárias para programar uma célula viva.

New York Times 25/02/03 – Sience Desk by Nicholas Wade.

Cinquenta anos atrás, em 28 de fevereiro de 1953, Francis Crick e James Watson desvendaram a estrutura da molécula mais importante da vida, o DNA. Menos de dois meses depois, em seu histórico artigo publicado na revista Nature, eles escreveram: “Essa estrutura possui características inéditas que são de considerável interesse biológico.” A última parte soa quase como uma piada, diante do conhecimento que temos hoje. Não se tratava de modéstia, entretanto, pois Watson e Crick eram obstinados e orgulhosos demais para isso. Por mais ambiciosos que fossem os sonhos dos dois cientistas, seria difícil, naquela época, imaginar a extensão completa do impacto que sua descoberta teria sobre a vida humana.

Pois é na sequência de bases A, C, T e G do DNA que estão contidas as instruções para construir todas as formas de vida existentes no planeta. O alfabeto genético é o mesmo para a bactéria, a formiga, o homem, o elefante, o arroz, o feijão e as árvores. Geneticamente, todos falamos a mesma língua – só com algumas letras trocadas. Jogue alguns As para lá, outros Ts para cá, corte alguns milhões de pares de bases e, em vez de um homem, você tem um camundongo; em vez de capim, uma sequoia gigante. “Entender o DNA é entender a vida”, resume a geneticista Mayana Zatz, diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo.

Características Essenciais da Dupla Hélice de
Watson e Crick

Características Essenciais da Dupla Hélice de Watson e Crick

Duas cadeiras polinucleotídicas que correm em sentido opostos e helicoidizam ao redor de um eixo comum para formar uma dupla hélice com giro para a direita (dextrorsa).

Duas cadeiras polinucleotídicas

As bases purínicas e pirimidínicas estão no interior da hélice, enquanto as unidades fosfato e desoxirribose estão na parte externa.
A adenina (A) pareia-se com a timina (T), e a guanina (G) com a citosina (C). Os pares de bases A.T são mantidos por duas pontes de hidrogênio com orientação precisa, e os pares G.C por três destas pontes. A dupla hélice também é estabilizada por interações entre bases empilhadas no mesmo filamento.

As bases purínicas e pirimidínicas estão no interior da hélice

A replicação do DNA é semiconservativa: Watson e Crick propuseram que um dos filamentos de cada molécula filha de DNA e recém sintetizado, enquanto o outro é passado inalterado vindo da molécula original de DNA. Esta distribuição de átomos parentais é chamada de semiconservativa.

A replicação do DNA é semiconservativa

A princípio, para o leigo, a descoberta não parece lá grande coisa. Watson e Crick, na época com 23 e 35 anos, não descobriram o DNA em si, mas “apenas” sua estrutura, e o artigo na Nature não passa de uma página. A forma da molécula, conhecida como dupla hélice, assemelha-se a uma escada retorcida, na qual os corrimãos são formados de fosfato e açúcar e os degraus, por uma sequência de pares de quatro bases nitrogenadas: adenina (A), timina (T), citosina (C) e guanina (G). Nada muito espetacular. A simplicidade do DNA, ou ácido desoxirribonucléico, no entanto, é justamente sua maior maravilha.

“É fascinante como uma estrutura tão simples pode guardar o segredo de toda a nossa existência”, afirma Mayana. “A estrutura é tão bonita, tão clara, que só de olhar para ela tudo já faz sentido”, completa Sérgio Pena, professor titular do Departamento de Bioquímica e Imunologia da Universidade Federal de Minas Gerais e especialista em medicina genética.

Por isso o modelo de Watson e Crick é tão mais celebrado que a própria descoberta do DNA. Sem ele, seria como tentar estudar um carro desmontado: você pode até saber quais são as peças que o compõem, mas se não souber encaixá-las da maneira correta nunca vai saber como ele funciona.

A chave do sucesso para a dupla britânica foi determinar que as bases A só podem se unir com C; e T só pode se ligar com G. A partir daí, heureca! “Não escapou à nossa atenção que o pareamento específico que postulamos sugere imediatamente um possível mecanismo de cópia para o material genético”, concluem Watson e Crick, ao final de seu artigo.

Como em um passe de mágica, o mecanismo de duplicação genética – e, portanto, da hereditariedade – tornou-se óbvio: o DNA se abre em duas fitas, de modo que suas bases expostas servem de molde para a fabricação de uma nova corrente. “Se a sequência de bases em uma cadeia é fornecida, então a sequência da outra cadeia é automaticamente determinada”, escreveram os pesquisadores, então no Laboratório Cavendish, da Universidade de Cambridge.

Em 1962, eles receberiam o Prêmio Nobel com Maurice Wilkins, do King’s College em Londres, que também inspirou a descoberta e contribuiu para ela.

Identidade – Nos seres humanos, o DNA está organizado em 23 pares de cromossomos, presentes no núcleo de cada uma dos 100 trilhões de células que compõem nosso organismo. São, ao todo, em cada célula, 3 bilhões de pares de bases. Quaisquer duas pessoas no planeta – branca ou negra, brasileiro ou chinês – são geneticamente 99,9% idênticas.

Uma das lições do genoma, portanto, é que não há justificativa para a superioridade racial.

Ironicamente, o mesmo código genético que é universal para toda a vida faz de cada pessoa um indivíduo único. Não há duas pessoas no mundo com o mesmo genoma, ou a mesma sequência de A, C, T e G. “É uma diferença mínima, de apenas 0,1%, mas muito significativa”, afirma Pena. “É a individualidade absoluta de cada um de nós.”

O potencial aplicativo do DNA em todas as esferas da ciência, da medicina à nanotecnologia, é uma fronteira que não pode ser definida. A biologia molecular e a engenharia genética, frutos da descoberta de Watson e Crick, são a base da medicina moderna, da agricultura, da pecuária e da zoologia.

Só para citar alguns exemplos, graças ao conhecimento da estrutura do DNA, é possível clonar genes humanos para produzir moléculas terapêuticas em bactérias geneticamente modificadas (é assim que é produzida a insulina para diabéticos, desde 1982), desenvolver vacinas de DNA recombinante, como a da hepatite B, e diagnosticar pessoas com propensão a tipos específicos de câncer, como mutações nos genes BRCA, associadas ao tumor de mama.

“Hoje temos recursos praticamente ilimitados para responder a qualquer pergunta biológica”, diz o biólogo Ricardo Brentani, presidente do Hospital do Câncer e diretor do Instituto Ludwig no Brasil. “Isso, 50 anos atrás, era impensável.” Assim como no caso da insulina, cita ele, transplantes de medula óssea para o tratamento da leucemia só são possíveis graças ao fator de crescimento recombinante produzido em bactérias transgênicas, com genes humanos. “São soluções para problemas sérios que não existiriam sem o conhecimento do DNA. A velocidade de acréscimo de conhecimento cresceu exponencialmente.”

Para Pena, a dupla hélice é, “sem dúvida, a descoberta científica mais importante do século em ciências biológicas e químicas”. “Todos os aspectos da medicina e da biologia são totalmente dependentes dela”.

Fonte: UFMG
O Estado de S.Paulo – Herton Escobar
New York Times 25/02/03 – Sience Desk by Nicholas Wade

Quanto ao mais, irmãos meus, regozijai-vos no Senhor. Não me é penoso a mim escrever-vos as mesmas coisas, e a vós vos dá segurança.

Filipenses 3:1