{"id":16408,"date":"2024-02-17T12:10:52","date_gmt":"2024-02-17T15:10:52","guid":{"rendered":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/?p=16408"},"modified":"2024-02-18T09:49:29","modified_gmt":"2024-02-18T12:49:29","slug":"versoes-da-biblia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/versoes-da-biblia\/","title":{"rendered":"Vers\u00f5es da B\u00edblia"},"content":{"rendered":"<h1>Vers\u00f5es da B\u00edblia<\/h1>\n<p align=\"justify\">As palavras &#8220;vers\u00f5es&#8221; e &#8220;tradu\u00e7\u00f5es&#8221; significam a mesma coisa.<\/p>\n<h2 class=\"red\">I. VERS\u00d5ES DO ANTIGO TESTAMENTO<\/h2>\n<p align=\"justify\">1. SEPTUAGINTA (LXX). Esta \u00e9 uma tradu\u00e7\u00e3o do original hebraico do Antigo Testamento para o grego. Foi feita em Alexandria, entre os s\u00e9culos III e I a.C., por diversos tradutores.<\/p>\n<p align=\"justify\">2. LATIM ANTIGO. Esta denomina\u00e7\u00e3o \u00e9 para distinguir dos manuscritos posteriores, como os da Vulgata. Estes manuscritos j\u00e1 existiam ao final do II s\u00e9c. d.C. Suas tradu\u00e7\u00f5es s\u00e3o da LXX e chegaram at\u00e9 n\u00f3s muito fragmentadas.<\/p>\n<p align=\"justify\">3. VULGATA LATINA. Feita ao final do s\u00e9c. IV d.C., por Jer\u00f4nimo. Ele fez tr\u00eas tradu\u00e7\u00f5es do livro de Salmos, sendo que a segunda \u00e9 que foi adotada. Sua tradu\u00e7\u00e3o do Antigo Testamento, a princ\u00edpio, deixou de lado os livros ap\u00f3crifos, por n\u00e3o desejar que os mesmos fossem inclu\u00eddos em sua vers\u00e3o, embora j\u00e1 houvesse traduzido os livros de Judite e Tobias. Ao final, estes livros foram adicionados, fazendo parte da Vulgata. Esta foi a B\u00edblia oficial durante toda a idade m\u00e9dia, na Europa ocidental. Existem cerca de oito mil manuscritos da Vulgata.<\/p>\n<p align=\"justify\">4. SIR\u00cdACO PESHITTA. Foi traduzida do hebraico, no II s\u00e9culo d.C. e era o texto padr\u00e3o dos crist\u00e3os s\u00edrios. Posteriormente houve uma revis\u00e3o, pela LXX.<\/p>\n<p align=\"justify\">5. HEXAPLA SIR\u00cdACA. Foi traduzida com base na LXX de Or\u00edgines, pelo bispo de Tela, em 617 d.C. Este manuscrito foi bastante estudado no exame da LXX, em virtude de ter preservado as notas cr\u00edticas do original grego de Or\u00edgines.<\/p>\n<p align=\"justify\">6. COPTA (eg\u00edpcio). S\u00e3o quatro as vers\u00f5es do Antigo Testamento nesta l\u00edngua. A sa\u00eddica ou tebaica foi preparada no s\u00e9culo II d.C., no sul do\u00a0<a href=\"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/historia-do-egito\/\">Egito<\/a>, com base na LXX. No s\u00e9culo IV d.C., no norte do Egito, foi preparada a vers\u00e3o bo\u00e1rica ou menf\u00edtica. Com poucos fragmentos, conhece-se tamb\u00e9m as vers\u00f5es fay\u00famica e akhm\u00edmica.<\/p>\n<p align=\"justify\">7. VERS\u00d5ES MENORE Foram traduzidas para o g\u00f3tico, et\u00edope e o arm\u00eanio, no s\u00e9culo IV d.C.<\/p>\n<h2 class=\"red\">II &#8211; VERS\u00d5ES DO NOVO TESTAMENTO<\/h2>\n<p align=\"justify\">1. LATIM ANTIGO. Foi produzida no fim do s\u00e9culo II, d.C., provavelmente na \u00c1frica. Existe a forma africana e europ\u00e9ia. A europ\u00e9ia, ou it\u00e1lica, serviu como uma das bases da Vulgata de Jer\u00f4nimo, quanto ao Novo Testamento. A africana foi usada por Cipriano. A vers\u00e3o em Latim Antigo \u00e9 importante testemunho do tipo de texto anterior ao Textus Receptus.<\/p>\n<p align=\"justify\">2. DIATESSARON. Preparada em grego cerca de 160 d.C. e traduzida para o sir\u00edaco. Trata-se de uma harmonia dos evangelhos de autoria de Taciano.<\/p>\n<p align=\"justify\">3. SIR\u00cdACO ANTIGO. Traz este nome para n\u00e3o ser confundida com a vers\u00e3o Peshitta posterior, que era a vers\u00e3o popular em sir\u00edaco. Essa vers\u00e3o existe nos manuscritos sina\u00edtico e curetoniano.<\/p>\n<p align=\"justify\">4. PESHITTA. \u00c9 uma tradu\u00e7\u00e3o para o sir\u00edaco, do fim do s\u00e9culo IV d.C. Seu c\u00e2non \u00e9 composto por apenas 22 livros, n\u00e3o trazendo\u00a0<a href=\"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/epistolas-gerais-2-pedro\/\">II Pedro<\/a>, e\u00a0<a href=\"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/epistolas-gerais-3-joao\/\">III Jo\u00e3o<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/epistolas-gerais-judas\/\">Judas<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/profecias-revelacao-apocalipse\/\">Apocalipse<\/a>.<\/p>\n<p align=\"justify\">5. COPTA. S\u00e3o conhecidas cinco vers\u00f5es do Novo Testamento em copta ou eg\u00edpcio. A vers\u00e3o sa\u00eddica \u00e9 a mais antiga e apareceu no sul do Egito no s\u00e9culo II d.C. Do norte do Egito veio \u00e0 vers\u00e3o bo\u00e1rica e tornou-se a vers\u00e3o dominante, pois \u00e9 representada por um n\u00famero maior de manuscritos. As outras vers\u00f5es s\u00e3o a fay\u00famica, a akhm\u00edmica e a do Egito M\u00e9dio.<\/p>\n<p align=\"justify\">6. ARM\u00caNIA. \u00c9 do final do s\u00e9culo V d.C. e tem sua base numa fonte cujo texto tinha similaridade com os manuscritos gregos Theta, 565 e 700. Afasta-se muito dos melhores manuscritos gregos, aproximando-se do Textus Receptus. H\u00e1 1.244 c\u00f3pias dessa vers\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">7. GE\u00d3RGIA. Seu manuscrito mais antigo \u00e9 o Adysh, de 897 d.C. \u00c9 poss\u00edvel que essa tradu\u00e7\u00e3o tenha sua origem do texto arm\u00eanio. Era a B\u00edblia da Ge\u00f3rgia.<\/p>\n<p align=\"justify\">8. VULGATA LATINA. Preparada por Jer\u00f4nimo, ao final do s\u00e9culo V, \u00e9 uma revis\u00e3o dos manuscritos mais antigos. Tornou-se o texto latino do Novo Testamento. A partir do Conc\u00edlio de Trento, 1546, \u00e9 considerado o texto oficial da Igreja Cat\u00f3lica Romana. Cerca de oito mil manuscritos da Vulgata apresentam uma mistura de tipos textuais, visto suas adi\u00e7\u00f5es, exclus\u00f5es e contamina\u00e7\u00f5es, feitas por muitos escribas atrav\u00e9s dos s\u00e9culos.<\/p>\n<p align=\"justify\">9. VERS\u00d5ES SECUND\u00c1RIAS. Destacamos a g\u00f3tica, et\u00edope, eslav\u00f4nica, \u00e1rabe e persa.<\/p>\n<p align=\"justify\">10. VERS\u00d5ES MODERNAS. Mesmo antes da Reforma protestante houve muitas tradu\u00e7\u00f5es da B\u00edblia para as diversas l\u00ednguas faladas. Em 1382, com John Wycliff, teve in\u00edcio a B\u00edblia inglesa, com base na Vulgata Latina; por isso inclui tamb\u00e9m os livros ap\u00f3crifos. Em 1280 e 1400 surgiram por\u00e7\u00f5es da B\u00edblia em portugu\u00eas (veja o artigo sobre a B\u00cdBLIA EM PORTUGU\u00caS). Mas somente com a Reforma protestante \u00e9 que a B\u00edblia come\u00e7ou a ser traduzida para o ingl\u00eas, alem\u00e3o, franc\u00eas, italiano, espanhol, portugu\u00eas e outras l\u00ednguas europ\u00e9ias. Para obter-se uma obra, para que n\u00e3o fosse volumosa, ent\u00e3o mais cara, os tradutores procuravam produzir o texto com economia de palavras, perdendo em muito o significado das l\u00ednguas originais. Isso foi corrigido em tempo e come\u00e7aram a surgir tradu\u00e7\u00f5es mais fieis ao texto original, sem preocupa\u00e7\u00e3o com economia de palavras. Destas novas tradu\u00e7\u00f5es destacamos a Amplified New Testament, da Zondervan Publishing House; The New Testament de Charles B. Williams e The New Testament, an Expanded Translation, de Kenneth S. Wuest. Outras tradu\u00e7\u00f5es tornaram-se importantes: A B\u00edblia de Tyndale, traduzida em 1525 diretamente do hebraico e grego. A Vers\u00e3o do Rei Tiago (King James), baseada na B\u00edblia de Tyndale, sob a encomenda do Rei Tiago, surgiu em 1611 e popularizou-se entre os pa\u00edses de l\u00edngua inglesa. The American Standard Revised Bible, lan\u00e7ada por ingleses e americanos em 1901, sendo uma esp\u00e9cie de revis\u00e3o da vers\u00e3o do Rei Tiago.<\/p>\n<p align=\"justify\">A partir de 1804, com a British and Foreign Bible Society surgiram \u00e0s modernas Sociedades B\u00edblicas que muito v\u00eam contribuindo para a divulga\u00e7\u00e3o da B\u00edblia.<\/p>\n<h2 class=\"red\">III &#8211; A B\u00cdBLIA EM PORTUGU\u00caS<\/h2>\n<p align=\"justify\">1. Tradu\u00e7\u00f5es parciais. D. Diniz (1279-1325), rei de Portugal, traduziu da Vulgata os primeiros vinte cap\u00edtulos do livro de G\u00eanesis.<\/p>\n<p align=\"justify\">O rei D. Jo\u00e3o I (1385-1433) ordenou que houvesse uma tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas. Alguns padres cat\u00f3licos, a partir da Vulgata, traduziram os evangelhos, Atos e as ep\u00edstolas de Paulo. O pr\u00f3prio rei traduziu o\u00a0<a href=\"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/poeticos-salmos\/\">livro de Salmos<\/a>. Com esses livros publicaram a obra.<\/p>\n<p align=\"justify\">Mais tarde foram preparadas outras tradu\u00e7\u00f5es de por\u00e7\u00f5es b\u00edblicas: os evangelhos, que a infanta Dona Filipa, neta do rei D. Jo\u00e3o I, traduziu do franc\u00eas; o evangelho de\u00a0<a href=\"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/biografia-mateus\/\">Mateus<\/a>\u00a0e por\u00e7\u00f5es dos outros evangelhos, da Vulgata, pelo frei Bernardo de Alcoba\u00e7a; os evangelhos e as ep\u00edstolas, pelo jurista Gon\u00e7alo Garcia de Santa Maria; uma harmonia dos evangelhos, por Valentim Fernandes, em 1495; em 1505, por ordem da rainha Leonora, foram publicados o livro de Atos e as ep\u00edstolas gerais.<\/p>\n<p align=\"justify\">Outras tradu\u00e7\u00f5es realizadas em Portugal foram: os quatro evangelhos, traduzidos pelo padre jesu\u00edta Luiz Brand\u00e3o; e, no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, os evangelhos de\u00a0<a href=\"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/biografia-mateus\/\">Mateus<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/biografia-marcos\/\">Marcos<\/a>, pelo padre Antonio Ribeiro dos Santos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Salienta-se que a dificuldade em se traduzir para os diversos idiomas era a oposi\u00e7\u00e3o da Igreja Cat\u00f3lica Romana que, ao longo dos s\u00e9culos, fez implac\u00e1vel persegui\u00e7\u00e3o a estas obras, amaldi\u00e7oando quem conservasse tradu\u00e7\u00f5es da B\u00edblia em &#8220;idioma vulgar&#8221;, como diziam. Por isso, tamb\u00e9m de muitas tradu\u00e7\u00f5es escaparam somente um dois exemplares.<\/p>\n<p align=\"justify\">2. Tradu\u00e7\u00f5es completas.<\/p>\n<p align=\"justify\">2.1 Tradu\u00e7\u00e3o por Jo\u00e3o Ferreira de Almeida. Por conhecer o hebraico e o grego, usou os manuscritos dessas l\u00ednguas para sua tradu\u00e7\u00e3o. Quando iniciou o empreendimento era pastor protestante. Almeida utilizou-se do Textus Receptus, que representa os manuscritos do grupo bizantino, possivelmente o mais fraco entre os manuscritos gregos. Primeiramente traduziu e editou o N.T. publicado em 1681, em Amsterd\u00e3, Holanda. Essa tradu\u00e7\u00e3o apresentava muitos erros. Almeida mesmo fez uma lista de dois mil erros. Muitos desses erros foram feitos pela comiss\u00e3o holandesa, que procurou harmonizar a tradu\u00e7\u00e3o de Almeida com a vers\u00e3o holandesa de 1637. A dificuldade de Almeida \u00e9 que n\u00e3o havia papiro algum e os unciais (manuscritos em letras mai\u00fasculas) eram poucos. Esta a raz\u00e3o porque teve que lan\u00e7ar m\u00e3o de fontes inferiores. Ele utilizou-se da edi\u00e7\u00e3o de Elzevir do Textus Receptus, de 1633. As edi\u00e7\u00f5es mais modernas muito progrediram na tradu\u00e7\u00e3o. Com base nesta tradu\u00e7\u00e3o foram lan\u00e7adas a Revista e Atualizada, A Edi\u00e7\u00e3o Revista e Atualizada e a Vers\u00e3o Revisada de acordo com os melhores textos em Hebraico e Grego, a vers\u00e3o que apresentamos neste programa, como a mais indicada para estudos.<\/p>\n<p align=\"justify\">2.2 Tradu\u00e7\u00e3o de Ant\u00f4nio Pereira de Figueiredo. Teve como base a Vulgata Latina. Em 1896 fez sua primeira tradu\u00e7\u00e3o em colunas paralelas da Vulgata e de sua tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas. Essa tradu\u00e7\u00e3o foi usada pela Igreja de Roma. Por ter sido utilizada a Vulgata como base, tem a desvantagem de n\u00e3o representar o melhor texto do N.T. que conhecemos pelos manuscritos unciais mais antigos e pelos papiros.<\/p>\n<p align=\"justify\">2.3 A B\u00edblia de Rahmeyer. Manuscrito do comerciante hamburgu\u00eas Pedro Rahmeyer, que residiu em Lisboa, e traduziu em meados do s\u00e9culo XVIII. Este manuscrito se encontra na Biblioteca do Senado de Hamburgo, Alemanha.<\/p>\n<p align=\"justify\">3. A B\u00edblia no Brasil. Tradu\u00e7\u00f5es parciais<\/p>\n<p align=\"justify\">3.1 No Brasil, a primeira tradu\u00e7\u00e3o, somente do Novo Testamento, foi feita por frei Joaquim de Nossa Senhora de Nazar\u00e9, traduzida da Vulgata e somente do N.T. Foi publicada em S\u00e3o Luiz do Maranh\u00e3o. Esta obra teve forte impacto por trazer em seu pref\u00e1cio acusa\u00e7\u00f5es contra as &#8220;b\u00edblias protestantes&#8221;, que estariam &#8220;falsificadas&#8221; e falavam &#8220;contra\u00a0<a href=\"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/os-nomes-de-jesus\/\">Jesus Cristo<\/a>\u00a0e contra tudo quanto h\u00e1 de bom&#8221;.<\/p>\n<p align=\"justify\">3.2 Primeira Edi\u00e7\u00e3o Brasileira do Novo Testamento de Almeida. Esta edi\u00e7\u00e3o foi revista por Jos\u00e9 Manoel Garcia, pelo pastor M.P.B. de Carvalhosa e pelo pastor Alexandre Blackford, agente da Sociedade B\u00edblica Americana no Brasil. Esta obra foi lan\u00e7ada em 1879 pela Sociedade de Literatura Religiosa e Moral do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p align=\"justify\">3.3 Harpa de Israel, t\u00edtulo dado \u00e0 tradu\u00e7\u00e3o do Livro dos Salmos, em 1898, por F.R. dos Santos Saraiva.<\/p>\n<p align=\"justify\">3.4 O Evangelho de Mateus, traduzida do grego em 1909 pelo padre Santana.<\/p>\n<p align=\"justify\">3.5 O Livro de J\u00f3, publicado em 1912 por Bas\u00edlio Teles.<\/p>\n<p align=\"justify\">3.6 O Novo Testamento, traduzido da Vulgata Latina por J. L. Assun\u00e7\u00e3o, em 1917.<\/p>\n<p align=\"justify\">3.7 O Livro de Am\u00f3s, traduzido do idioma et\u00edope por Esteves Pereira, em 1917.<\/p>\n<p align=\"justify\">3.8 O Novo Testamento e o\u00a0<a href=\"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/poeticos-salmos\/\">Livro dos Salmos<\/a>, baseados na Vulgata, em 1923, por J. Bas\u00edlio Pereira.<\/p>\n<p align=\"justify\">3.9 Lei de Mois\u00e9s (O Pentateuco) preparada em hebraico e portugu\u00eas, pelo rabino Meir Masiah Melamed. N\u00e3o h\u00e1 indica\u00e7\u00e3o de data.<\/p>\n<p>3.10 Tradu\u00e7\u00e3o do Padre Humberto Rodhen. Foi o primeiro cat\u00f3lico a fazer uma tradu\u00e7\u00e3o diretamente do grego. Traduziu o N.T. que foi publicado pela Cruzada de Boa Imprensa em 1930. Tal como Almeida utilizou-se de textos inferiores, por isso, sofreu severa cr\u00edtica.<\/p>\n<p align=\"justify\">3.11 Nova Vers\u00e3o Internacional. Lan\u00e7ada em 1993 pela Sociedade B\u00edblica Internacional.<\/p>\n<p align=\"justify\">3. A B\u00edblia no Brasil. Tradu\u00e7\u00f5es completas<\/p>\n<p align=\"justify\">3.1 Tradu\u00e7\u00e3o Brasileira. Iniciada em 1902 e conclu\u00edda em 1917, sob a dire\u00e7\u00e3o do Dr. H. C. Tucker. A comiss\u00e3o tradutora utilizou-se de manuscritos melhores do que os de Almeida. Entretanto, nunca foi muito popular.<\/p>\n<p align=\"justify\">3.12 Tradu\u00e7\u00e3o do Padre Matos Soares. Foi baseada na Vulgata. \u00c9 de 1930, e em 1932 recebeu apoio papal. \u00c9 muito popular entre os cat\u00f3licos.<\/p>\n<p align=\"justify\">3.13 Revis\u00e3o da tradu\u00e7\u00e3o de Almeida (Edi\u00e7\u00e3o Revista e Atualizada). O trabalho de revis\u00e3o iniciou-se em 1945, por uma Comiss\u00e3o formada pela Sociedade B\u00edblica do Brasil. A linguagem foi muito melhorada, at\u00e9 porque foram usados manuscritos gregos dos melhores.<\/p>\n<p align=\"justify\">3.14 Tradu\u00e7\u00e3o pelos monges Meredsous (1959) (B\u00e9lgica). Editada pela Editora Ave Maria e traduzida do hebraico e grego para o franc\u00eas e em seguida para o portugu\u00eas por uma equipe do Centro B\u00edblico de S\u00e3o Paulo sob a supervis\u00e3o do Frei Jo\u00e3o Jos\u00e9 Pedreira de Castro.<\/p>\n<p align=\"justify\">3.15 Revis\u00e3o da tradu\u00e7\u00e3o de Almeida (Imprensa B\u00edblica Brasileira). Foi publicada em 1967. Esta revis\u00e3o segue os melhores manuscritos e, por isso, foi bem acolhida pelos estudiosos da B\u00edblia. \u00c9 tamb\u00e9m a tradu\u00e7\u00e3o que apresentamos nesta obra.<\/p>\n<p align=\"justify\">3.16 A B\u00edblia de Jerusal\u00e9m editada no Brasil em 1981 por Edi\u00e7\u00f5es Paulinas, traduzida pelos padres dominicanos da Escola B\u00edblica de Jerusal\u00e9m, incluindo alguns exegetas protestantes. A edi\u00e7\u00e3o brasileira foi feita sob a coordena\u00e7\u00e3o de Ludovico Garmus e editada pela Editora Vozes e pelo C\u00edrculo do Livro.<\/p>\n<p align=\"justify\">3.17 A B\u00edblia na Linguagem de Hoje (Novo Testamento). Publicada em 1988 pela United Bible Societies, atrav\u00e9s de seu ramo brasileiro e baseia-se na segunda edi\u00e7\u00e3o do texto grego dessa sociedade. A inten\u00e7\u00e3o da United Bible Societies foi de publicar em v\u00e1rios idiomas, Novos Testamentos em conformidade com a linguagem comum e corrente.<\/p>\n<p align=\"justify\">3.18 Edi\u00e7\u00e3o Contempor\u00e2nea da Tradu\u00e7\u00e3o de Almeida foi editada em 1990 pela Editora Vida. Essa edi\u00e7\u00e3o eliminou arca\u00edsmos do texto de Almeida.<\/p>\n<h2 class=\"red\">MANUSCRITOS GREGOS<\/h2>\n<p align=\"justify\">O Novo Testamento tem registros manuscritos de diversas formas e que serviram como testemunhos sobre seu texto.<\/p>\n<p align=\"justify\">1. Os PAPIROS.<\/p>\n<p align=\"justify\">Embora pelo s\u00e9culo IV em quase todo o mundo j\u00e1 era utilizado o pergaminho, o papiro ainda era o instrumento principal de escrita dos livros b\u00edblicos. Para essa finalidade o papiro foi usado entre os s\u00e9culos I e VII. H\u00e1 76 papiros que cont\u00e9m quase 80% do texto do N.T.<\/p>\n<p align=\"justify\">2. Os UNCIAIS.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os 252 manuscritos que levam este nome foram escritos em pergaminhos entre os s\u00e9culos IV a IX. Foram escritos com letras mai\u00fasculas.<\/p>\n<p align=\"justify\">2.1 C\u00d3DICES B\u00cdBLICOS EM MANUSCRITOS UNCIAIS<\/p>\n<p align=\"justify\">A. CODEX ALEXANDRINUS. Cont\u00e9m a B\u00edblia toda. Foi escrito em grego no s\u00e9culo V d.C. Encontra-se no Museu Brit\u00e2nico. Embora muito bem conservado, apresenta algumas lacunas em G\u00eanesis, I Reis, Salmos, Mateus, Jo\u00e3o e I Cor\u00edntios. O AT \u00e9 da LXX, com algumas varia\u00e7\u00f5es do tipo de texto. Os evangelhos seguem o texto bizantino, o restante do NT o alexandrino.<\/p>\n<p align=\"justify\">B. CODEX VATICANUS. Este manuscrito, do s\u00e9culo IV d.C., que tamb\u00e9m abrange toda a B\u00edblia encontra-se na Biblioteca do Vaticano. Apresenta algumas lacunas: Os 45 cap\u00edtulos iniciais de G\u00eanesis, parte de II Reis, alguns Salmos, final da ep\u00edstola aos Hebreus e o Apocalipse. O AT \u00e9 da LXX. O NT \u00e9 alexandrino.<\/p>\n<p align=\"justify\">C. C\u00d3DEX EPHRAEMI SIRY RESCRIPTUS. Manuscrito da B\u00edblia toda, do s\u00e9culo V d.C., e que est\u00e1 guardado na Biblioth\u00e8que Nationale de Paris. \u00c9 chamado de &#8220;rescriptus&#8221; porque o texto original foi apagado, embora tenha ficado vest\u00edgios leves, e o material reutilizado no s\u00e9culo XII para anotar as obras de Efraem, o s\u00edrio. Duzentos e oito p\u00e1ginas foram usadas para este fim e s\u00e3o as p\u00e1ginas que chegaram at\u00e9 n\u00f3s. O texto b\u00edblico foi restaurado por m\u00e9todos modernos de recupera\u00e7\u00e3o. Estas p\u00e1ginas cont\u00e9m parte do livro de J\u00f3, Prov\u00e9rbios, Eclesiastes, Sabedoria de Salom\u00e3o, Eclesi\u00e1stico, Cantares e quase todo o Novo Testamento, com exce\u00e7\u00e3o de II Tessalonicenses e II Jo\u00e3o<\/p>\n<p align=\"justify\">D. C\u00d3DEX D OU DE BEZAE. Este manuscrito, do s\u00e9culo V ou VI d.C., foi escrito nas l\u00edngua grega, lado esquerdo e latina, lado direito. Cont\u00e9m os quatro evangelhos; Atos, com algumas lacunas; e uma parte de I Jo\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">I. CODEX WASHINGTONIANUS II. \u00c9 um manuscrito do s\u00e9culo VII d.C., que se encontra na Cole\u00e7\u00e3o Freer do Instituto Smithsoniano de Washington, USA. Cont\u00e9m partes das ep\u00edstolas de Paulo, e a carta aos Hebreus depois de II Tessalonicenses.<\/p>\n<p align=\"justify\">L. CODEX REGIUS. Manuscrito do s\u00e9culo VIII d.C. que est\u00e1 na Biblioteca Nacional de Paris. Neste o evangelho de Marcos termina no final de 16:9. Em seguida apresenta dois finais alternativos deste evangelho.<\/p>\n<p align=\"justify\">W. CODEX WASHINGTONIANUS I. Foi produzido no s\u00e9culo IV ou V d.C. e tamb\u00e9m pertence \u00e0 Cole\u00e7\u00e3o Freer do Instituto Smithsoniano de Washington, USA. Cont\u00e9m os quatro evangelhos, na ordem ocidental: Mateus, Jo\u00e3o, Lucas e Marcos. Foi copiado de outros manuscritos, pois apresenta diversos tipos de textos. Apresenta dois finais para o evangelho de Marcos.<\/p>\n<p align=\"justify\">ALEPH: CODEX SINAITICUS. O achado deste manuscrito envolve um drama vivido por Tischendorf, que o encontrou. Em 1844 Constantino Tischendorf trabalhava na biblioteca do mosteiro de Santa Catarina, na pen\u00ednsula do Sinai, e notou uma cesta cheia de p\u00e1ginas soltas de manuscritos. Ficou euf\u00f3rico quando notou que acabara de encontrar um dos mais antigos manuscritos b\u00edblicos na l\u00edngua grega. Tirou 43 p\u00e1ginas, que atendendo seu pedido foram-lhe dadas. Outro bibliotec\u00e1rio alertou que duas cestas contendo o mesmo tipo de material fora consumido na fornalha do mosteiro, para aquecer os monges. Entretanto, cerca de oitenta p\u00e1ginas do AT ainda existiam. N\u00e3o conseguiu ir mais longe em sua busca, porque ao observar seu entusiasmo, os monges suspeitaram e deixaram de cooperar. Tischendorf voltou \u00e0 Europa com suas 43 p\u00e1ginas. Em 1854 retornou ao mosteiro, mas n\u00e3o foi desta vez que os monges concordaram em falar sobre o restante das p\u00e1ginas de sua descoberta. Mas, em 1859, voltando novamente ao mosteiro, sob o patroc\u00ednio do Czar Alexandre II, patrono da igreja grega. Assim mesmo os monges n\u00e3o quiseram discutir sobre seu achado. Entretanto, um dos monges, inocentemente falou de uma c\u00f3pia da Septuaginta que possu\u00eda e teria prazer em mostrar-lhe. Para surpresa de Tishendorf, o manuscrito era o mesmo do qual ele encontrara as 43 p\u00e1ginas. Continha o NT completo e parte do AT. Debalde Tischendorf tentou convencer o monge em presente\u00e1-lo ao Czar russo. Mas o czar ofereceu um presente ao mosteiro, de acordo com costumes orientais, e levou o manuscrito (livrando-o do risco de aquecer a fornalha dos monges). Em 1933 o Museu Brit\u00e2nico adquiriu o manuscrito, onde se encontram at\u00e9 hoje. O manuscrito cont\u00e9m parte dos livros de G\u00eanesis, N\u00fameros, I Cr\u00f4nicas, II Esdras, os livros po\u00e9ticos, Ester, Tobias, Judite e os livros prof\u00e9ticos, com exce\u00e7\u00e3o de Os\u00e9ias, Am\u00f3s, Miqu\u00e9ias, Ezequiel e Daniel. Est\u00e3o ali inclu\u00eddos tamb\u00e9m I e IV Macabeus. O NT est\u00e1 completo. As ep\u00edstolas de Barnab\u00e9 e uma por\u00e7\u00e3o do Pastor de Hermas tamb\u00e9m est\u00e3o no manuscrito. O Texto assemelha-se ao Vaticanus e ao Alexandrinus.<\/p>\n<p align=\"justify\">THETA: CODEX KORIDETHIANUS. Texto bizantino, do s\u00e9culo IX d.C.<\/p>\n<p align=\"justify\">PI: CODEX PETROPOLITANUS. Manuscrito do s\u00e9culo IX d.C.<\/p>\n<p align=\"justify\">3. OS MIN\u00daSCULOS.<\/p>\n<p align=\"justify\">S\u00e3o 2.646 escritos em pergaminhos entre os s\u00e9culos IX e XV, em letras min\u00fasculas.<\/p>\n<p align=\"justify\">4. OS LECION\u00c1RIOS.<\/p>\n<p align=\"justify\">1997 pergaminhos levam este nome. Trazem textos selecionados para serem lidos nas igrejas. Foram escritos nas mesmas datas dos unciais e min\u00fasculos.<\/p>\n<p align=\"justify\">5. AS OSTRACAS.<\/p>\n<p align=\"justify\">Trechos do N.T. foram escritos em peda\u00e7os de cer\u00e2mica. Temos 25 exemplares, que cont\u00e9m breves por\u00e7\u00f5es do N.T.<\/p>\n<p align=\"justify\">Estas informa\u00e7\u00f5es foram colhidas do &#8220;Dicion\u00e1rio J.Davis&#8221;.<\/p>\n<h2 class=\"red\">VERS\u00d5ES<\/h2>\n<p align=\"justify\">Tradu\u00e7\u00e3o da B\u00edblia, ou de alguns de seus livros, para l\u00ednguas vern\u00e1culas, para uso das pessoas pouco versadas nas l\u00ednguas originais, ou que as ignoram completamente.<\/p>\n<p align=\"justify\">As vers\u00f5es s\u00e3o imediatas ou mediatas, segundo s\u00e3o feitas diretamente do texto original, ou por meio de outras tradu\u00e7\u00f5es. Existem quatro vers\u00f5es do Antigo Testamento, feitas imediatamente sobre o original: A vers\u00e3o dos Setenta, os Targuns de Onkelos e de J\u00f4natas bem Uzziel, a Pishito Sir\u00edaca e a Vulgata Latina. A import\u00e2ncia destas vers\u00f5es deriva-se de terem sido feitas antes que o texto hebreu recebesse as vogais massor\u00e9ticas.<\/p>\n<p align=\"justify\">O Pentateuco Samaritano n\u00e3o \u00e9 propriamente uma vers\u00e3o, \u00e9 o texto hebreu escrito em Samaritano ou com os velhos caracteres hebraicos, com v\u00e1rias diverg\u00eancias do texto hebreu dos massoretas. A vers\u00e3o samaritana do Pentateuco \u00e9 tradu\u00e7\u00e3o do texto divergente para o dialeto samaritano. Ver Pentateuco Samaritano.<\/p>\n<h2 class=\"red\">I. Antigas vers\u00f5es do Antigo Testamento feitas para uso dos judeus<\/h2>\n<p align=\"justify\">1. A Vers\u00e3o dos Setenta. A mais c\u00e9lebre vers\u00e3o das Escrituras do Antigo Testamento hebreu e a mais antiga e a mais completa que se conhece, \u00e9 a dos Setenta. Deriva este nome, figurado pelos algarismos romanos LXX, por haver sido feita por setenta tradutores que a ela se entregaram, no tempo de Ptolomeu Filadelfo (grego:\u00a0<span class=\"politonico\" lang=\"el\">\u03a0\u03c4\u03bf\u03bb\u03b5\u03bc\u03b1\u03af\u03bf\u03c2 \u03a6\u03b9\u03bb\u03ac\u03b4\u03b5\u03bb\u03c6\u03bf\u03c2<\/span>) entre 285 e 247. A. C. Um sacerdote judaico de nome Arist\u00f3bulo, residente em Alexandria, no reinado de Ptolomeu Filometor, 181-146, A. C. referido em 2 Mac 1: 10, e citado por Clemente de Alexandria e por Euz\u00e9bio, diz que, quando as partes originais referentes \u00e0 hist\u00f3ria dos hebreus haviam sido vertidas para o grego, j\u00e1 os livros da Lei estavam traduzidos para esta l\u00edngua sob a dire\u00e7\u00e3o de Dem\u00e9trio Falero no reinado de Ptolomeu Filadelfo. A mesma tradu\u00e7\u00e3o, consideravelmente embelezada, se l\u00ea em uma carta escrita por Aristeas a seu irm\u00e3o, tida como esp\u00faria pelos modernos doutores. A mesma hist\u00f3ria de Aristeas, repete-a Josefo com ligeiras altera\u00e7\u00f5es, que de certo a tinha diante dos olhos. Diz ele que Dem\u00e9trios Falero, bibliotec\u00e1rio de Ptolomeu Filadelfo, que reinou de 283-247 A. C. desejou adicionar \u00e0 sua biblioteca de 200.000 volumes um exemplar dos livros da lei dos hebreus, traduzidos para a l\u00edngua grega, a fim de serem mais bem entendidos. O rei consentiu nisso e pediu a Eleazar, sumo sacerdote em Jerusal\u00e9m, que lhe mandasse setenta e dois int\u00e9rpretes peritos, homens de idade madura, seis de cada tribo, para fazerem a tradu\u00e7\u00e3o. Estes setenta e dois doutores chegaram a Alexandria levando consigo a lei, escrita com letras de ouro em rolos de pergaminho. Foram gentilmente recebidos e os aboletaram em uma solit\u00e1ria habita\u00e7\u00e3o na ilha de Faros, situada no porto de Alexandria, onde transcreveram a lei e a interpretaram em setenta e dois dias, Antig. 12:2, 1-13; cont. Apiom 2:4.<\/p>\n<p align=\"justify\">Estas antigas informa\u00e7\u00f5es acerca da origem da vers\u00e3o grega s\u00e3o muitas valiosas, se bem que n\u00e3o se possa depositar em seus pormenores absoluta confian\u00e7a, e bem assim quanto ao escopo da obra. \u00c9 admiss\u00edvel, n\u00e3o obstante, que a Vers\u00e3o dos Setenta teve sua origem no Egito, que o Pentateuco foi traduzido para a l\u00edngua grega no tempo de Ptolomeu Filadelfo; que os demais livros foram gradualmente traduzidos e a obra terminada no ano 150 a.C. Jesus, filho de Siraque, no ano 132 a.C. (Pr\u00f3logo ao Ecclus), refere-se a uma vers\u00e3o grega da lei dos profetas e de outros livros. \u00c9 prov\u00e1vel que a obra tenha sido revista no per\u00edodo dos Macabeus. A vers\u00e3o \u00e9 obra de muitos tradutores, como se v\u00ea pela diferen\u00e7a de estilo e de m\u00e9todo. Em v\u00e1rias partes existem not\u00e1veis desigualdades e muitas incorpora\u00e7\u00f5es. A tradu\u00e7\u00e3o do Pentateuco, exceto lugares po\u00e9ticos, Gn cap. 49; Dt caps 22 e 23, \u00e9 a melhor parte da obra, e o todo revela uma tradu\u00e7\u00e3o fiel, se bem que n\u00e3o \u00e9 literal. Os tradutores dos Prov\u00e9rbios e de J\u00f3 mostram-se peritos no estilo, mas pouco proficientes em hebraico, que em alguns lugares traduziram um pouco arbitrariamente. Fizeram a tradu\u00e7\u00e3o dos Prov\u00e9rbios sobre um texto hebreu, muito diferente do atual texto massor\u00e9tico. O sentido geral dos Salmos \u00e9 muito bem reproduzido. O Eclesiastes est\u00e1 servilmente traduzido. A tradu\u00e7\u00e3o dos profetas \u00e9 de car\u00e1ter muito desigual; a de Am\u00f3s e Ezequiel \u00e9 sofr\u00edvel; a de Isa\u00edas deixa muito a desejar; a de Jeremias parece ter sido feita sobre outro texto que n\u00e3o o massor\u00e9tico. De todos os livros do Antigo Testamento, o de Daniel \u00e9 o mais pobremente traduzido, de modo que os antigos doutores, a come\u00e7ar por Ireneu e Hip\u00f3lito, substitu\u00edram-no pela vers\u00e3o de Teod\u00f3cio.<\/p>\n<p align=\"justify\">Cristo e os seus ap\u00f3stolos serviam-se freq\u00fcentemente da Vers\u00e3o dos Setenta. Citando o Antigo Testamento, faziam-no literalmente, ou de mem\u00f3ria, sem altera\u00e7\u00e3o essencial; em outros casos, cingiam-se ao texto hebreu. Existem cerca de 350 cita\u00e7\u00f5es do Antigo Testamento, nos evangelhos, nas ep\u00edstolas e nos Atos, e somente se encontram umas 50 diferen\u00e7as materiais da vers\u00e3o grega. O eunuco que Filipe encontrou lendo as Escrituras servia-se do texto grego, At 8: 30-33.<\/p>\n<p align=\"justify\">Fizeram-se tr\u00eas principais revis\u00f5es dos Setenta: uma no ano 236 A. D. e duas outras, antes do ano 311. A de Or\u00edgenes na Palestina, a de Luciano na \u00c1sia Menor e em Constantinopla, e a de Hes\u00edquios no Egito. O manuscrito dos Setenta que existe no Vaticano considera-se o mais perfeito, de acordo com o texto original; presume-se que seja a reprodu\u00e7\u00e3o do mesmo texto de que se serviu Or\u00edgenes e que aparece na quinta coluna da sua Hexapla. A revis\u00e3o de Luciano foi editada em parte por Lagarde e por Oesterley. Luciano era presb\u00edtero de Antioquia e morreu m\u00e1rtir em Nicom\u00e9dia no ano 311, ou 312. Deu \u00e0 luz o texto revisto dos Setenta, baseado na compara\u00e7\u00e3o do texto grego comum, com o texto hebreu, considerado bom, por\u00e9m diferente do massor\u00e9tico. Hes\u00edquios era bispo no Egito e sofreu o mart\u00edrio no ano 310 ou 311; o seu trabalho perdeu-se. Existe, contudo, um c\u00f3dice, assinalado pela letra Q, depositado na biblioteca do Vaticano contendo os profetas que lhe \u00e9 atribu\u00eddo.<\/p>\n<p align=\"justify\">2. Outras vers\u00f5es gregas menores. Depois da destrui\u00e7\u00e3o de Jerusal\u00e9m no ano 70, a vers\u00e3o dos Setenta perdeu muito do seu valor entre os judeus, em parte em conseq\u00fc\u00eancia do modo por que os crist\u00e3os a usavam para fundamentar as doutrinas de Cristo, e em parte, porque o seu estilo era falho de eleg\u00e2ncia. Por causa disto, os judeus fizeram tr\u00eas vers\u00f5es dos livros can\u00f4nicos do Antigo Testamento, no segundo s\u00e9culo:<\/p>\n<p align=\"justify\">(I) A tradu\u00e7\u00e3o de \u00c1q\u00fcila, natural do Ponto e pros\u00e9lito do juda\u00edsmo, viveu no tempo do imperador Adriano, e tentou fazer uma vers\u00e3o literal das Escrituras hebraicas, com o fim de contrariar o emprego que os crist\u00e3os faziam dos Setenta para fundamentar as suas doutrinas. A tradu\u00e7\u00e3o era t\u00e3o servilmente liberal, que em muitos casos se tornava obscura aos leitores que n\u00e3o conheciam bem o hebreu como o grego.<\/p>\n<p align=\"justify\">(II) A revis\u00e3o dos Setenta por Teod\u00f3cio, judeu pros\u00e9lito, natural de \u00c9feso, segundo Ireneu, e segundo Euz\u00e9bio, um ebionita que acreditava na miss\u00e3o do Messias, mas n\u00e3o na divindade de Cristo. Viveu no ano 160, porque dele faz men\u00e7\u00e3o Justino M\u00e1rtir. Na revis\u00e3o que fez dos Setenta, serviu-se tanto da tradu\u00e7\u00e3o elegante, por\u00e9m, perifr\u00e1stica feita por S\u00edmaco, samaritano ebionita. Or\u00edgenes arranjou o texto hebreu em quatro vers\u00f5es diferentes, em seis colunas paralelas para efeito de estudo comparativo. Na primeira coluna vinha o texto hebreu; na segunda, o texto hebreu em caracteres gregos; na terceira, a vers\u00e3o de \u00c1q\u00fcila; na quarta, a de S\u00edmaco; na quinta, a dos Setenta; e na sexta, a revis\u00e3o de Teod\u00f3cio. Em virtude destas seis colunas tomou o nome de Hexapla. Na coluna destinada ao texto dos Setenta, marcava com um sinal palavras que n\u00e3o encontrava no texto hebreu. Emendava o texto grego, suprindo as palavras do texto hebraico que lhe faltavam, assinalando-as por um asterisco. Conservou a mesma grafia hebraica para os nomes pr\u00f3prios.<\/p>\n<p align=\"justify\">Or\u00edgenes preparou uma edi\u00e7\u00e3o de menor formato, contendo as \u00faltimas quatro colunas, que se ficou chamando T\u00e9trapla.<\/p>\n<p align=\"justify\">Estas duas obras foram depositadas na biblioteca fundada por Panfilo, disc\u00edpulo de Or\u00edgenes em Cesar\u00e9ia. S. Jer\u00f4nimo as consultou no quarto s\u00e9culo e ainda existiam no s\u00e9culo sexto. Parece que desapareceram, quando os maometanos invadiram a cidade em 639. Alguns fragmentos da grande obra de Or\u00edgenes ainda se conservam nas cita\u00e7\u00f5es que dela fizeram os santos padres. A coluna dos Setenta foi dada \u00e0 luz por Panfilo e Euz\u00e9bio, e vertida para o sir\u00edaco por Paulo, bispo de Tela em 617-18. Or\u00edgenes adotou m\u00e9todo infeliz, comparando o texto dos Setenta com o texto hebreu do seu tempo. Uma vez que o desideratum dos s\u00e1bios \u00e9 restaurar o texto grego como o deixaram as m\u00e3os dos tradutores, porque esse texto iria lan\u00e7ar luz sobre o texto hebreu por eles usado?<\/p>\n<p align=\"justify\">Ainda mais, os sinais e asteriscos que ele usou, foram muitas vezes negligenciados pelos copistas e talvez mesmo os tivessem empregado sem a devida cautela, de modo que os acr\u00e9scimos feitos \u00e0 vers\u00e3o dos Setenta e \u00e0s por\u00e7\u00f5es dela que n\u00e3o encontrou no texto hebreu, nunca mais se puderam descobrir.<\/p>\n<p align=\"justify\">3. Targuns. Quando os judeus voltaram do cativeiro de Babil\u00f4nia, o idioma hebreu de seus antepassados deixou de ser a linguagem ordin\u00e1ria do povo. O aramaico, ou pseudo caldaico, tomou o seu lugar. Em breve foi necess\u00e1rio que a leitura das Escrituras feitas em p\u00fablico fosse oralmente explicada pelo leitor, ou por seu assistente, a fim de que o povo a pudesse compreender. O costume de explicar as palavras e frases obscuras quando se liam nas Escrituras em p\u00fablico, j\u00e1 estava em voga no tempo de Esdras, Ne 8: 8. Esta passagem tem sido citada como prova evidente de que as palavras que se liam precisavam de tradu\u00e7\u00e3o. Isto, por\u00e9m, diz mais do que a letra afirma, dependendo de uma resposta \u00e0 pergunta: Teria os hebreus adotado outra l\u00edngua durante o ex\u00edlio? O Targum oral, isto \u00e9, a interpreta\u00e7\u00e3o ou tradu\u00e7\u00e3o, que se tornou necess\u00e1ria, foi a princ\u00edpio uma simples par\u00e1frase em aramaico. Mas eventualmente foi elaborado, e a fim de dar-lhe forma definitiva e servir de padr\u00e3o autorizado para ensino do povo, e por isso reduziram-no a escrito. Estes Targuns s\u00e3o de grande aux\u00edlio para se determinar o texto como era lido nas sinagogas antigas e para ter-se o sentido que os judeus davam \u00e0s passagens dif\u00edceis. Os Targuns principais eram os de Onkelos sobre o Pentateuco e o de J\u00f4natas ben Uzziel sobre os profetas. Segundo o Talmude, Onkelos era amigo de Gamaliel e companheiro de Paulo nos estudos, e, portanto, viveu pelo ano 70. O seu Targum deveria antedatar o princ\u00edpio do segundo s\u00e9culo; mas geralmente se diz que pertence a data posterior, isto \u00e9, ao princ\u00edpio do segundo s\u00e9culo. \u00c9 um Targum puramente literal. O de J\u00f4natas Uzziel \u00e9, pelo contr\u00e1rio, perifr\u00e1stico e deve ser de data posterior. Os Targuns sobre o Hagi\u00f3grafo datam do und\u00e9cimo s\u00e9culo.<\/p>\n<h2 class=\"red\">II. Vers\u00f5es antigas de uma parte ou do todo da B\u00edblia, destinadas principalmente aos crist\u00e3os<\/h2>\n<p align=\"justify\">1. Vers\u00f5es sir\u00edacas do Novo Testamento<\/p>\n<p>(I) Antiga vers\u00e3o sir\u00edaca do Novo Testamento, representada pelos evangelhos descobertos por Mrs. Lewis no Conselho de Santa Catarina do Monte Sinai em 1892, e pelos fragmentos intimamente relacionados com eles, descobertos por Cureton na S\u00edria, em um convento do deserto da Nitria, em 1841-1843.<\/p>\n<p align=\"justify\">(II) A Pesito, que significa simples ou vulgata. O Antigo Testamento foi tirado diretamente do hebreu, e principalmente destinado \u00e0 instru\u00e7\u00e3o dos pros\u00e9litos hebreus do primeiro s\u00e9culo. O Novo Testamento \u00e9 uma revis\u00e3o do antigo sir\u00edaco, com o fim de o p\u00f4r em maior harmonia com o texto grego e melhorar a sua dic\u00e7\u00e3o e estilo. A Pesito, parece, j\u00e1 estava em circula\u00e7\u00e3o no segundo s\u00e9culo. Em virtude de sua eleg\u00e2ncia denominam-na rainha das vers\u00f5es.<\/p>\n<p align=\"justify\">(III) Vers\u00e3o Filox\u00eania do Novo Testamento. Deram-lhe este nome porque foi traduzida no ano 508 por Filoxeno, bispo de Hier\u00e1polis, na \u00c1sia Menor.<\/p>\n<p align=\"justify\">(IV) Vers\u00e3o do Novo Testamento, sir\u00edaca da Palestina ou de Jerusal\u00e9m; ainda pouco conhecida, mas que promete ser de grande valor cr\u00edtico.<\/p>\n<p align=\"justify\">2. Vers\u00f5es latinas.<\/p>\n<p align=\"justify\">(I) A antiga vers\u00e3o latina ou africana do norte. Pelo fim do segundo s\u00e9culo entrou em circula\u00e7\u00e3o ao norte da \u00c1frica uma vers\u00e3o latina das Santas Escrituras. Faziam uso dela Tertuliano que morreu no ano 220, Cipriano e o grande Agostinho. O Antigo Testamento n\u00e3o foi vertido diretamente do hebreu, e sim baseado no texto grego.<\/p>\n<p align=\"justify\">(II) A vers\u00e3o \u00cdtala ou Italiana. Diz Santo Agostinho que existia uma tradu\u00e7\u00e3o do Novo Testamento que algu\u00e9m havia feito com grande conhecimento da l\u00edngua grega. A vers\u00e3o africana tinha uma linguagem provinciana que desagradava ao ouvido dos romanos que falavam o latim de Roma. No quarto s\u00e9culo, pois, fez-se uma revis\u00e3o do texto africano na It\u00e1lia, e por este motivo se ficou chamando \u00cdtala.<\/p>\n<p align=\"justify\">(III) A Vulgata. \u00c0 publica\u00e7\u00e3o da vers\u00e3o italiana, seguiram-se v\u00e1rias revis\u00f5es do que resultou grande confus\u00e3o de textos, at\u00e9 que, afinal, no ano 383, um padre crist\u00e3o de nome Jer\u00f4nimo ou Hieronymo, 329, ou de 381 a 420, o mais s\u00e1bio de seu tempo, e homem dotado de grande piedade e valor moral, a pedido de Damasco, bispo de Roma, empreendeu uma revis\u00e3o do Novo Testamento latino. Comparou os evangelhos com o original grego, removeu as interpola\u00e7\u00f5es e corrigiu muitos erros graves. Reviu tamb\u00e9m duas vers\u00f5es latinas dos Salmos, comparando-as com os Setenta. Estas revis\u00f5es t\u00eam o nome de vers\u00f5es romanas e galicanas dos Salmos, porque foram introduzidas em Roma e na G\u00e1lia respectivamente. Jer\u00f4nimo ent\u00e3o se disp\u00f4s a fazer uma revis\u00e3o da B\u00edblia inteira. Em 387, instalou-se em um mosteiro de Bel\u00e9m, onde come\u00e7ou e terminou a sua obra, baseando-se no texto da Hexapla de Or\u00edgenes. Por\u00e9m, ultimamente fez uma vers\u00e3o diretamente do hebraico, referindo-se constantemente \u00e0s vers\u00f5es gregas, com especial prefer\u00eancia \u00e0 de S\u00edmacus. Quando mo\u00e7o, dedicou-se ao estudo do hebreu. Depois de transferir-se para Bel\u00e9m, aperfei\u00e7oou-se neste estudo com o aux\u00edlio de mestres judaicos. Os quatro livros dos Reis, prefaciados pelo famoso Prologus galleatus, dando uma not\u00edcia do c\u00e2non hebreu, sa\u00edram \u00e0 luz no ano 392; a obra inteira completou-se no ano 405. Os homens de seu tempo n\u00e3o lhe deram o valor merecido, nem reconheceram o grande servi\u00e7o que lhes havia prestado o eminente padre, cujo temperamento n\u00e3o era dos mais tolerantes; retribuiu com o maior desprezo as agress\u00f5es da ignor\u00e2ncia. Com o decorrer do tempo, a sua obra, que n\u00e3o era feita para uma gera\u00e7\u00e3o, e sim para os s\u00e9culos futuros, tem merecido a consagra\u00e7\u00e3o devida. A Vulgata passou a ser a B\u00edblia da igreja do ocidente na Idade M\u00e9dia, e, n\u00e3o obstante as tradu\u00e7\u00f5es em vern\u00e1culos, ainda \u00e9 a B\u00edblia da Igreja Cat\u00f3lica Romana. Por ordem do imperador Carlos Magno, no ano 802, Alcu\u00edno passou-a em revista. A Vulgata Latina foi a primeira obra impressa logo depois da inven\u00e7\u00e3o da tipografia, saindo \u00e0 luz no ano de 1455. No ano de 1546, a oito de abril, resolveu o Conc\u00edlio de Trento que se fizesse nova revis\u00e3o do texto. Os encarregados desta revis\u00e3o, demoraram-se em faz\u00ea-la, at\u00e9 que finalmente, um pont\u00edfice de vontade f\u00e9rrea, o papa Xisto V, meteu m\u00e3os \u00e0 obra, tomando parte pessoal no seu acabamento. A nova revis\u00e3o saiu publicada em 1590. Outra edi\u00e7\u00e3o veio \u00e0 luz sob os ausp\u00edcios do papa Clemente VIII em 1592; muito melhorada, sem contudo prejudicar a edi\u00e7\u00e3o Sixtina. Ambas continuam em uso. O texto Clementino, do Antigo Testamento, juntamente com algumas variantes do c\u00f3dice Amiantinus, foi editado por Heyse e Tischendorf. Muitos termos t\u00e9cnicos usados na teologia, sa\u00edram da Vulgata, como, por exemplo, as palavras sacramento, justifica\u00e7\u00e3o e santifica\u00e7\u00e3o, provenientes do latim sacramentum, justificatio e sanctificatio.<\/p>\n<p align=\"justify\">3. Vers\u00f5es C\u00f3pticas do Novo Testamento. Aparecem principalmente em dois dialetos: o menf\u00edtico e o tebaico. Sup\u00f5e-se que a vers\u00e3o menf\u00edtica data do fim do segundo s\u00e9culo. \u00c9 muito fiel e conserva o melhor texto corrente entre os padres de Alexandria, isenta das corrup\u00e7\u00f5es prevalecentes no segundo s\u00e9culo. A vers\u00e3o tebaica \u00e9 mais tardia e menos fiel ao original.<\/p>\n<p align=\"justify\">4. Vers\u00e3o Et\u00edope da B\u00edblia, feita em alguma \u00e9poca, entre o s\u00e9culo quarto e o sexto; \u00e9 o mais antigo monumento da literatura et\u00edope, bem como a pedra angular de seus fundamentos. Os que a traduziram n\u00e3o eram muito familiarizados com o grego, nem possu\u00edam erudi\u00e7\u00e3o; n\u00e3o obstante, \u00e9 tradu\u00e7\u00e3o fiel. O Antigo Testamento foi vertido dos Setenta, e, portanto, vem auxiliar a verifica\u00e7\u00e3o do texto grego.<\/p>\n<p align=\"justify\">5. A Vers\u00e3o G\u00f3tica, feita na \u00faltima metade do quarto s\u00e9culo pelo bispo Ulfilas, compreendendo toda a B\u00edblia, excetuando os quatro livros dos Reis, que o bispo omitiu, por julgar que a narra\u00e7\u00e3o das guerras e do combate \u00e0 idolatria seria de mau efeito nas m\u00e3os dos godos. Desta vers\u00e3o, existe a maior parte do Novo Testamento e algumas por\u00e7\u00f5es do Antigo Testamento. A tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 muito fiel e esmerada.<\/p>\n<p align=\"justify\">6. Vers\u00f5es \u00c1rabes. As que existem s\u00e3o antigas, e n\u00e3o merecem import\u00e2ncia, sob o ponto de vista cr\u00edtico.<\/p>\n<h2 class=\"red\">III. Vers\u00f5es Inglesas<\/h2>\n<p align=\"justify\">1. Antigas Vers\u00f5es. Nos tempos dos anglo-sax\u00f4nios fizeram-se tradu\u00e7\u00f5es em vern\u00e1culo de algumas partes das Escrituras, como os Salmos, os dez mandamentos e partes do Novo Testamento. Em consequ\u00eancia das altera\u00e7\u00f5es de linguagem, por causa da conquista normanda, alguns livros da B\u00edblia, especialmente os evangelhos, foram vertidos para o idioma nacional. N\u00e3o houve nenhuma tentativa de uma vers\u00e3o integral.<\/p>\n<p align=\"justify\">2. A B\u00edblia de Wycliffe e de Purvey. A primeira aparece entre 1382 e 83; e a segunda em 1388. A primeira saiu em linguagem robusta e tersa, mas de pouco polimento; \u00e9 atribu\u00edda a Wycliffe. A segunda em estilo mais primoroso saiu das m\u00e3os de Purvey, porque Wycliffe, nascido e 1324, havia falecido a 31 de dezembro de 1384. A vers\u00e3o mais conhecida \u00e9 a de Purvey. Ambas as vers\u00f5es foram tiradas da Vulgata Latina. A Vers\u00e3o de Wycliffe foi a primeira que se fez para o ingl\u00eas moderno e serviu-lhe de modelo; tamb\u00e9m exerceu grande influ\u00eancia na vida nacional. A princ\u00edpio circulava em manuscritos; e s\u00f3 foi impressa em 1848.<\/p>\n<p align=\"justify\">3. Pelo ano 1526, chegou \u00e0 Inglaterra uma tradu\u00e7\u00e3o do Novo Testamento, segundo o original grego, obra do reformador William Tyndale, que havia fugido da sua p\u00e1tria para escapar \u00e0s persegui\u00e7\u00f5es. Foi publicada em Worms. Esta vers\u00e3o obedecia \u00e0 vers\u00e3o grega feita por Erasmo e publicada em 1519, e sob consulta da edi\u00e7\u00e3o de 1522. Tyndale fez tradu\u00e7\u00e3o diretamente do grego, auxiliando-se ao mesmo tempo, do Novo Testamento de Lutero e da Vulgata. A sua obra sofreu grande oposi\u00e7\u00e3o dos altos dignit\u00e1rios da igreja dominante, mas o povo a recebeu alegremente. O livro estava cheio de pestilentes erros e foi queimado na pra\u00e7a p\u00fablica. Em 1530 e 1534, publicou uma tradu\u00e7\u00e3o do Pentateuco, e em 1531, uma do livro de Jonas, ambas feitas diretamente do hebreu com o aux\u00edlio da B\u00edblia de Lutero e da Vulgata. Em 1534 publicou em Antu\u00e9rpia mais uma edi\u00e7\u00e3o do Novo Testamento. \u00c9 fora de d\u00favida que ele traduziu outros livros do Antigo Testamento, al\u00e9m dos j\u00e1 mencionados, provavelmente at\u00e9 ao fim dos livros das Cr\u00f4nicas e alguns livros prof\u00e9ticos, por\u00e9m n\u00e3o chegou a public\u00e1-los em vida. Foi preso a 23 ou 24 de maio de 1535, em Antu\u00e9rpia, onde se havia estabelecido, e a 6 de outubro de 1536 foi, primeiramente, estrangulado e depois queimado como her\u00e9tico. Mas a sua obra permaneceu. Fixou os moldes da tradu\u00e7\u00e3o da B\u00edblia; a sua dic\u00e7\u00e3o e o seu estilo vivem na vers\u00e3o inglesa, \u00e0 qual emprestam beleza liter\u00e1ria e rigidez de fei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">4. A B\u00edblia de Coverdale. Esta obra foi publicada em 1535, sem indicar o nome do impressor, nem o lugar de sua proced\u00eancia. Provavelmente foi em Zurique, que reclama essa honra, mas \u00e9 bem poss\u00edvel que fossem Frankfurt ou em Col\u00f4nia. \u00c9 a primeira B\u00edblia completa que se publicou em ingl\u00eas. O Novo Testamento e a maior parte do Antigo, s\u00e3o visivelmente da vers\u00e3o de Tyndale. Somente a parte compreendida desde J\u00f3 a Malaquias foi traduzida independentemente por Miles Coverdale, servindo-se, n\u00e3o do original hebraico, e sim de uma B\u00edblia alem\u00e3 impressa em Zurique entre 1527 e 1529. A vers\u00e3o dos Salmos, virtualmente imut\u00e1vel, ainda figura no livro do ritual da Igreja de Inglaterra.<\/p>\n<p align=\"justify\">5. A B\u00edblia de Matheus. O nome de Tom\u00e1s Mateus \u00e9 pseud\u00f4nimo adotado por John Rogers, sucessor de Tyndale, como capel\u00e3o servindo aos negociantes ingleses que moravam em Antu\u00e9rpia e que foi o primeiro m\u00e1rtir das persegui\u00e7\u00f5es de Maria Tudor. Em 1537 imprimiu uma edi\u00e7\u00e3o da B\u00edblia, cremos que na mesma cidade de Antu\u00e9rpia. Continha o texto de Tyndale. Os livros n\u00e3o contidos na vers\u00e3o de Tyndale, ele os tirou da de Covarde. Era acompanhada de audaciosas anota\u00e7\u00f5es; contudo foi a primeira B\u00edblia licenciada pelas autoridades p\u00fablicas.<\/p>\n<p align=\"justify\">6. A B\u00edblia de Taverner, publicada no ano de 1539, destinada a contrapor-se \u00e0 influ\u00eancia da B\u00edblia de Mathews e principalmente \u00e0s suas atrevidas anota\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p align=\"justify\">7. A Grande B\u00edblia, tamb\u00e9m chamada a B\u00edblia de Cranmer. O primeiro nome justificava-se pelo seu tamanho: cada p\u00e1gina media 13 \u00bc por 7 \u00bd polegadas, e o segundo nome vinha-lhe de ter sido Cranmer quem escreveu a introdu\u00e7\u00e3o. Esta B\u00edblia foi empreendida por sugest\u00e3o de Cromwell, e representa a revis\u00e3o do texto da B\u00edblia de Mathews. Veio \u00e0 luz em 1539-41. Teve caloroso acolhimento. Esgotaram-se logo sete edi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p align=\"justify\">8. A B\u00edblia de Genebra. Resultou dos esfor\u00e7os de tr\u00eas exilados refugiados em Genebra, durante as persegui\u00e7\u00f5es de Maria a Sang\u00fcin\u00e1ria. Foram eles Whittingham, Gilby e Sampson, que a traduziram cotejando a Grande B\u00edblia. O Novo Testamento apareceu em 1557 e a B\u00edblia inteira em 1560. Estas duas edi\u00e7\u00f5es foram as primeiras que apareceram divididas em vers\u00edculos. Os tradutores serviram-se da colabora\u00e7\u00e3o dos mais ilustres te\u00f3logos daquele tempo. Era um volume manual de tamanho do in quarto pequeno. O povo a recebeu com grande entusiasmo, especialmente as pessoas que tendiam para os Puritanos. Durante setenta e cinco anos esteve em uso na Inglaterra. Era acompanhada de notas, que lhe serviam de bom coment\u00e1rio juntamente com algumas exposi\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas e doutrinais. Foi a primeira B\u00edblia impressa na Esc\u00f3cia.<\/p>\n<p align=\"justify\">9. A B\u00edblia dos Bispos. A popularidade da B\u00edblia de Genebra n\u00e3o agradou aos bispos, que em 1568 publicaram a sua B\u00edblia, vasada nos moldes da de Genebra, e dividida em cap\u00edtulos e vers\u00edculos. Em 1571, o S\u00ednodo aprovou-a e mandou que fosse posta em todas as igrejas.<\/p>\n<p align=\"justify\">10. A B\u00edblia de Reims e de Douay. Esta \u00e9 a vers\u00e3o autorizada pela Igreja Cat\u00f3lica Romana para o povo ingl\u00eas. Foi traduzida da Vulgata. O Novo Testamento saiu \u00e0 luz em Reims no ano de 1582, e o Antigo Testamento, em Douay em 1609-10. Cont\u00e9m coment\u00e1rios de elevada controv\u00e9rsia. O estilo tinha o sabor latino, pondo em curso muitas palavras deste idioma, entre as quais se contam: impenitente, propicia\u00e7\u00e3o, remiss\u00e3o, etc.<\/p>\n<p align=\"justify\">11. Vers\u00e3o Autorizada. O Dr. Reynolds, presidente do Col\u00e9gio Corpus Christi de Oxford, prop\u00f4s na Confer\u00eancia de Hampton, a 16 e 18 de janeiro de 1604, durante a discuss\u00e3o entre anglicanos e puritanos, que se fizesse uma vers\u00e3o autorizada da B\u00edblia. O rei Tiago I, muito conhecido pelo interesse que mostrava por assuntos teol\u00f3gicos, acolheu entre outras coisas &#8220;que se fizesse uma tradu\u00e7\u00e3o da B\u00edblia, diretamente do hebraico e do grego, para ser impressa e publicada sem notas marginais, destinada a ser lida em todas as igrejas da Inglaterra por ocasi\u00e3o do culto divino&#8221;.O rei nomeou cinq\u00fcenta e quatro tradutores, mas somente quarenta e sete tomaram parte neste servi\u00e7o. Esta comiss\u00e3o dividia-se em seis grupos: dois funcionavam em Westminster, dois em Oxford, e dois em Cambridge. Conclu\u00edram o trabalho em 1611, acompanhado de uma dedicat\u00f3ria ao rei Tiago. N\u00e3o foi realmente nova tradu\u00e7\u00e3o, merece antes o nome de revis\u00e3o. \u00c9 endere\u00e7ada a todos os crist\u00e3os que falam a l\u00edngua inglesa, e est\u00e1 atualmente em uso.<\/p>\n<p align=\"justify\">12. A Vers\u00e3o Revista. A Vers\u00e3o da antiga B\u00edblia j\u00e1 tinha um curso de mais de dois s\u00e9culos e meio. A descoberta de novos manuscritos e o estudo cuidadoso dos textos revelaram a exist\u00eancia de erros em o Novo Testamento grego que serviu para a vers\u00e3o inglesa. Tendo-se obtido um texto mais perfeito, al\u00e9m de ter havido grandes progressos no estudo do grego e do hebraico, durante o mesmo per\u00edodo, em fevereiro de 1870, em reuni\u00e3o havia em Canterbury, resolveu-se rever a antiga vers\u00e3o. Formaram-se duas comiss\u00f5es, uma para o Novo Testamento e outra para o Antigo. A do Antigo Testamento compunha-se de vinte e sete membros, e a do Novo Testamento, tamb\u00e9m de vinte e sete membros. A maior parte do tempo funcionou s\u00f3 com vinte e quatro. Dois ter\u00e7os pertenciam \u00e0 igreja de Inglaterra. Havia mais duas comiss\u00f5es na Am\u00e9rica cooperando neste trabalho, compostas, uma de catorze membros para o Antigo Testamento e outra de treze para o Novo, representando diferentes igrejas protestantes. A revis\u00e3o come\u00e7ou a 2 de junho de 1870. Na revis\u00e3o do Novo Testamento gastaram-se dez anos e meio, e saiu \u00e0 luz em maio de 1881. A revis\u00e3o do Antigo Testamento come\u00e7ou a 30 de junho de 1870 e terminou catorze anos depois, a 20 de junho de 1884. A Vers\u00e3o Revista Americana e a Vers\u00e3o Revista de 1881 foram novamente editadas no Novo Testamento em 1900 e o Antigo em 1901.<\/p>\n<p align=\"justify\">A edi\u00e7\u00e3o americana incorporou no texto as variantes e tradu\u00e7\u00f5es preferidas pelas duas comiss\u00f5es, adiciona refer\u00eancias \u00e0s passagens ilustrativas paralelas, fornece indica\u00e7\u00f5es para os t\u00f3picos de cada p\u00e1gina, muda o n\u00famero dos vv. da margem para o texto, substitui o nome de Jeov\u00e1 pelo de\u00a0<a href=\"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/os-nomes-de-deus\/\">Senhor e Deus<\/a>, onde ele existe no original, aumenta o n\u00famero de mudan\u00e7as por amor aos eufemismos. A Vers\u00e3o Revista \u00e9 inferior \u00e0 Vers\u00e3o Autorizada na felicidade da express\u00e3o, e as senten\u00e7as s\u00e3o menos perfeitas no seu ritmo e na sua cad\u00eancia. Como trabalho cient\u00edfico, \u00e9 muito superior \u00e0 Antiga Vers\u00e3o, especialmente nas partes po\u00e9ticas e prof\u00e9ticas do Antigo Testamento, e nas ep\u00edstolas do Antigo Testamento, e nas ep\u00edstolas do Novo em que o sentido se tornou mais claro. A ortografia dos nomes pr\u00f3prios foi grandemente melhorada.<\/p>\n<p align=\"justify\"><span class=\"red\">IV. Vers\u00f5es em portugu\u00eas.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">Entre os antigos monumentos da l\u00edngua portuguesa, encontram-se alguns fragmentos da Hist\u00f3ria Sagrada. Foi, por\u00e9m, a rainha D. Leonor, mulher de D. Jo\u00e3o II, quem fez imprimir em 1495, a expensas suas, a vers\u00e3o portuguesa da &#8220;Vida de Cristo&#8221;, obra escrita em latim por Ludolto ou Lentolfo da Sax\u00f4nia, na qual completa o evangelho de S. Matheus, com interpola\u00e7\u00f5es das passagens dos de S. Marcos, S. Lucas e S. Jo\u00e3o que n\u00e3o correspondem \u00e0s daquele. Em 1505 a rainha D. Leonor mandou ainda imprimir os Atos e as ep\u00edstolas de Tiago, Pedro, Jo\u00e3o e Judas, traduzidas anteriormente por frei Bernardo Brivega.<\/p>\n<p align=\"justify\">Limitando-nos a mencionar as tradu\u00e7\u00f5es dos evangelhos e ep\u00edstolas em um antigo missal, por Gon\u00e7alo Garcia, a de frei Francisco de Jesus Maria Sarmento, par\u00e1frase em quarenta e quatro volumes publicados em 1777, a de A. L. Blackord, que em 1879, publicou no Rito de janeiro o Novo Testamento completo, vertido do grego, e ainda outras, tratamos aqui das principais vers\u00f5es em uso:<\/p>\n<p align=\"justify\">1. Almeida. Jo\u00e3o Ferreira de Almeida, nascido em 1628, em Torre de Tavares, Portugal, emigrou para a Holanda, donde foi para Java em 1641. Ali uniu-se \u00e0 igreja reformada portuguesa. Em 1642, traduziu do espanhol para o portugu\u00eas um resumo dos evangelhos e das ep\u00edstolas. Iniciou a tradu\u00e7\u00e3o da B\u00edblia pelo Novo Testamento, logo depois de sua ordena\u00e7\u00e3o a 16 de outubro de 1656. O Novo Testamento, vertido do grego, foi conclu\u00eddo em 1670, sendo impresso em Amsterd\u00e3o em 1681. Almeida faleceu a 6 de agosto de 1691, deixando o Antigo Testamento vertido do hebraico at\u00e9 os \u00faltimos vers\u00edculos da profecia de Ezequiel. Alguns mission\u00e1rios do Tranquebar, a expensas de Teodoro Van Cloon, governador geral da \u00cdndia holandesa, cotejaram a tradu\u00e7\u00e3o de Almeida pelo hebraico, e completaram a obra. O mais ilustre dos continuadores desse trabalho foi Nicolau Dal. Teod\u00f3sio Walther que traduziu o livro de Daniel.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em 1819, a Sociedade B\u00edblia Brit\u00e2nica come\u00e7ou a publicar o texto de Almeida em um volume completo. O texto de Almeida ressente-se, desde a edi\u00e7\u00e3o de 1681, das imperfei\u00e7\u00f5es de revis\u00e3o. Em 1894 e em 1925 fizeram-se revis\u00f5es gerais no todo ou em parte que lhe mudaram bastante a forma ortogr\u00e1fica. Essas manipula\u00e7\u00f5es sucessivas de certa forma desfiguraram o texto primitivo, do qual disse Te\u00f3filo Braga:<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8220;\u00c9 esta tradu\u00e7\u00e3o o maior e mais importante documento para se estudar o estado da l\u00edngua portuguesa no s\u00e9culo XVII; o padre Jo\u00e3o Ferreira de Almeida, pregador do Evangelho em Bat\u00e1via, pela sua longa resid\u00eancia no estrangeiro escapou inc\u00f3lume \u00e0 ret\u00f3rica dos seiscentistas; a sua origem popular e a sua comunica\u00e7\u00e3o com o povo levaram-no a empregar formas vulgatas que nenhum escritor cultista do seu tempo ousaria escrever. Muitas vezes o esquecimento das palavras usuais portuguesas leva-o a recordar termos equivalentes, e \u00e9 esta uma das causas da riqueza do seu vocabul\u00e1rio. Al\u00e9m disto, a tradu\u00e7\u00e3o completa da B\u00edblia presta-se a um severo estudo comparativo com as tradu\u00e7\u00f5es do s\u00e9culo XIV, e com a tradu\u00e7\u00e3o do padre Figueiredo, do s\u00e9culo XVIII. \u00c9 um magn\u00edfico monumento liter\u00e1rio&#8221;.<\/p>\n<p align=\"justify\">2. Figueiredo. O padre Ant\u00f4nio Pereira de Figueiredo, 1725-1797, da congrega\u00e7\u00e3o do Orat\u00f3rio, deputado da real Mesa Cens\u00f3ria, s\u00f3cio da Academia Real das Ci\u00eancias, um dos maiores latinistas de seu tempo, escritor elegante e primoroso, traduziu a B\u00edblia da Vulgata, saindo \u00e0 luz o Novo Testamento em 1778, em seis volumes. O Antigo Testamento veio seguidamente em 17 volumes entre 1783 e 1790. A edi\u00e7\u00e3o de 1819, em sete volumes, \u00e9 considerada o padr\u00e3o, havendo sido retocada na tradu\u00e7\u00e3o e notas. \u00c9 o texto autorizado pela Igreja Romana.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em 1821, a Sociedade B\u00edblica Brit\u00e2nica publicou o texto de Figueiredo em um s\u00f3 volume. Na edi\u00e7\u00e3o de 1828 suprimiram-se os livros ap\u00f3crifos, e um exemplar enviado em 1842 pela alf\u00e2ndega de Angra do Hero\u00edsmo, A\u00e7ores, ao governo portugu\u00eas, foi examinado pelo arcebispo D. Francisco de S. Lu\u00eds, posteriormente cardeal Saraiva, que deu parecer favor\u00e1vel ao livro.<\/p>\n<p align=\"justify\">3. Tradu\u00e7\u00e3o Brasileira. Em 1902 a Sociedade B\u00edblica Americana e a Sociedade B\u00edblica Brit\u00e2nica nomearam uma comiss\u00e3o composta dos Revs. William Cabell Brown, depois bispo de Minnesota, J. R. Smith, J. M. Kyle, A. B. Trajano, E. C. Pereira e Hip\u00f3lito de Oliveira Campos, para do hebraico e grego tirarem uma vers\u00e3o que acompanhasse mais de perto o original, servindo-se dos textos resultantes do cotejo dos manuscritos estudados pela cr\u00edtica cient\u00edfica.<\/p>\n<p align=\"justify\"><span class=\" blo-brown-bold\">Saiu a lume o Novo Testamento completo em 1910 e a B\u00edblia toda em 1917.<\/span><\/p>\n<div class='grid-row clearfix'><div class='grid-col grid-col-12'><section class='cws-widget'><section class='cws_widget_content'> \t<div class=\"testimonial \">\n\t\t<div class='clearfix'>\n\t\t\t<img src='https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-content\/uploads\/bfi_thumb\/Jesus-130-93-3cmh6ny6pugic3cykq7hts.jpg' alt \/>\t\t\t\t<p>\n<p align=\"justify\">Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e cr\u00ea naquele que me enviou, tem a vida eterna e n\u00e3o entra em ju\u00edzo, mas j\u00e1 passou da morte para a vida.<\/p>\n<\/p>\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"author\">Jo\u00e3o 5:24<\/div>\t<\/div>\n\t <\/section><\/section><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vers\u00f5es da B\u00edblia As palavras &#8220;vers\u00f5es&#8221; e &#8220;tradu\u00e7\u00f5es&#8221; significam a mesma coisa. I. VERS\u00d5ES DO ANTIGO TESTAMENTO 1. SEPTUAGINTA (LXX). Esta \u00e9 uma tradu\u00e7\u00e3o do original hebraico do Antigo Testamento para o grego. Foi feita em Alexandria, entre os s\u00e9culos III e I a.C., por diversos tradutores. 2. LATIM ANTIGO. Esta denomina\u00e7\u00e3o \u00e9 para distinguir dos manuscritos posteriores, como os da Vulgata. Estes manuscritos j\u00e1 existiam ao final do II s\u00e9c. d.C. Suas tradu\u00e7\u00f5es s\u00e3o da LXX e chegaram at\u00e9 n\u00f3s muito fragmentadas. 3. VULGATA LATINA. Feita ao final do s\u00e9c. IV d.C., por Jer\u00f4nimo. Ele fez tr\u00eas tradu\u00e7\u00f5es do livro de Salmos, sendo que a segunda \u00e9 que foi adotada. Sua tradu\u00e7\u00e3o do Antigo Testamento, a princ\u00edpio, deixou de lado os livros ap\u00f3crifos, por n\u00e3o desejar que os mesmos fossem inclu\u00eddos em sua vers\u00e3o, embora j\u00e1 houvesse traduzido os livros de Judite e Tobias. Ao final, estes livros foram adicionados, fazendo parte da Vulgata. Esta foi a B\u00edblia oficial durante toda a idade m\u00e9dia, na Europa ocidental. Existem cerca de oito mil manuscritos da Vulgata. 4. SIR\u00cdACO PESHITTA. Foi traduzida do hebraico, no II s\u00e9culo d.C. e era o texto padr\u00e3o dos crist\u00e3os s\u00edrios. Posteriormente houve uma revis\u00e3o, pela LXX. 5. HEXAPLA SIR\u00cdACA. Foi traduzida com base na LXX de Or\u00edgines, pelo bispo de Tela, em 617 d.C. Este manuscrito foi bastante estudado no exame da LXX, em virtude de ter preservado as notas cr\u00edticas do original grego de Or\u00edgines. 6. COPTA (eg\u00edpcio). S\u00e3o quatro as vers\u00f5es do Antigo Testamento nesta l\u00edngua. A sa\u00eddica ou tebaica foi preparada no s\u00e9culo II d.C., no sul do\u00a0Egito, com base na LXX. No s\u00e9culo IV d.C., no norte do Egito, foi preparada a vers\u00e3o bo\u00e1rica ou menf\u00edtica. Com poucos fragmentos, conhece-se tamb\u00e9m as vers\u00f5es fay\u00famica e akhm\u00edmica. 7. VERS\u00d5ES MENORE Foram traduzidas para o g\u00f3tico, et\u00edope e o arm\u00eanio, no s\u00e9culo IV d.C. II &#8211; VERS\u00d5ES DO NOVO TESTAMENTO 1. LATIM ANTIGO. Foi produzida no fim do s\u00e9culo II, d.C., provavelmente na \u00c1frica. Existe a forma africana e europ\u00e9ia. A europ\u00e9ia, ou it\u00e1lica, serviu como uma das bases da Vulgata de Jer\u00f4nimo, quanto ao Novo Testamento. A africana foi usada por Cipriano. A vers\u00e3o em Latim Antigo \u00e9 importante testemunho do tipo de texto anterior ao Textus Receptus. 2. DIATESSARON. Preparada em grego cerca de 160 d.C. e traduzida para o sir\u00edaco. Trata-se de uma harmonia dos evangelhos de autoria de Taciano. 3. SIR\u00cdACO ANTIGO. Traz este nome para n\u00e3o ser confundida com a vers\u00e3o Peshitta posterior, que era a vers\u00e3o popular em sir\u00edaco. Essa vers\u00e3o existe nos manuscritos sina\u00edtico e curetoniano. 4. PESHITTA. \u00c9 uma tradu\u00e7\u00e3o para o sir\u00edaco, do fim do s\u00e9culo IV d.C. Seu c\u00e2non \u00e9 composto por apenas 22 livros, n\u00e3o trazendo\u00a0II Pedro, e\u00a0III Jo\u00e3o,\u00a0Judas\u00a0e\u00a0Apocalipse. 5. COPTA. S\u00e3o conhecidas cinco vers\u00f5es do Novo Testamento em copta ou eg\u00edpcio. A vers\u00e3o sa\u00eddica \u00e9 a mais antiga e apareceu no sul do Egito no s\u00e9culo II d.C. Do norte do Egito veio \u00e0 vers\u00e3o bo\u00e1rica e tornou-se a vers\u00e3o dominante, pois \u00e9 representada por um n\u00famero maior de manuscritos. As outras vers\u00f5es s\u00e3o a fay\u00famica, a akhm\u00edmica e a do Egito M\u00e9dio. 6. ARM\u00caNIA. \u00c9 do final do s\u00e9culo V d.C. e tem sua base numa fonte cujo texto tinha similaridade com os manuscritos gregos Theta, 565 e 700. Afasta-se muito dos melhores manuscritos gregos, aproximando-se do Textus Receptus. H\u00e1 1.244 c\u00f3pias dessa vers\u00e3o. 7. GE\u00d3RGIA. Seu manuscrito mais antigo \u00e9 o Adysh, de 897 d.C. \u00c9 poss\u00edvel que essa tradu\u00e7\u00e3o tenha sua origem do texto arm\u00eanio. Era a B\u00edblia da Ge\u00f3rgia. 8. VULGATA LATINA. Preparada por Jer\u00f4nimo, ao final do s\u00e9culo V, \u00e9 uma revis\u00e3o dos manuscritos mais antigos. Tornou-se o texto latino do Novo Testamento. A partir do Conc\u00edlio de Trento, 1546, \u00e9 considerado o texto oficial da Igreja Cat\u00f3lica Romana. Cerca de oito mil manuscritos da Vulgata apresentam uma mistura de tipos textuais, visto suas adi\u00e7\u00f5es, exclus\u00f5es e contamina\u00e7\u00f5es, feitas por muitos escribas atrav\u00e9s dos s\u00e9culos. 9. VERS\u00d5ES SECUND\u00c1RIAS. Destacamos a g\u00f3tica, et\u00edope, eslav\u00f4nica, \u00e1rabe e persa. 10. VERS\u00d5ES MODERNAS. Mesmo antes da Reforma protestante houve muitas tradu\u00e7\u00f5es da B\u00edblia para as diversas l\u00ednguas faladas. Em 1382, com John Wycliff, teve in\u00edcio a B\u00edblia inglesa, com base na Vulgata Latina; por isso inclui tamb\u00e9m os livros ap\u00f3crifos. Em 1280 e 1400 surgiram por\u00e7\u00f5es da B\u00edblia em portugu\u00eas (veja o artigo sobre a B\u00cdBLIA EM PORTUGU\u00caS). Mas somente com a Reforma protestante \u00e9 que a B\u00edblia come\u00e7ou a ser traduzida para o ingl\u00eas, alem\u00e3o, franc\u00eas, italiano, espanhol, portugu\u00eas e outras l\u00ednguas europ\u00e9ias. Para obter-se uma obra, para que n\u00e3o fosse volumosa, ent\u00e3o mais cara, os tradutores procuravam produzir o texto com economia de palavras, perdendo em muito o significado das l\u00ednguas originais. Isso foi corrigido em tempo e come\u00e7aram a surgir tradu\u00e7\u00f5es mais fieis ao texto original, sem preocupa\u00e7\u00e3o com economia de palavras. Destas novas tradu\u00e7\u00f5es destacamos a Amplified New Testament, da Zondervan Publishing House; The New Testament de Charles B. Williams e The New Testament, an Expanded Translation, de Kenneth S. Wuest. Outras tradu\u00e7\u00f5es tornaram-se importantes: A B\u00edblia de Tyndale, traduzida em 1525 diretamente do hebraico e grego. A Vers\u00e3o do Rei Tiago (King James), baseada na B\u00edblia de Tyndale, sob a encomenda do Rei Tiago, surgiu em 1611 e popularizou-se entre os pa\u00edses de l\u00edngua inglesa. The American Standard Revised Bible, lan\u00e7ada por ingleses e americanos em 1901, sendo uma esp\u00e9cie de revis\u00e3o da vers\u00e3o do Rei Tiago. A partir de 1804, com a British and Foreign Bible Society surgiram \u00e0s modernas Sociedades B\u00edblicas que muito v\u00eam contribuindo para a divulga\u00e7\u00e3o da B\u00edblia. III &#8211; A B\u00cdBLIA EM PORTUGU\u00caS 1. Tradu\u00e7\u00f5es parciais. D. Diniz (1279-1325), rei de Portugal, traduziu da Vulgata os primeiros vinte cap\u00edtulos do livro de G\u00eanesis. O rei D. Jo\u00e3o I (1385-1433) ordenou que houvesse uma tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas. Alguns padres cat\u00f3licos, a partir da Vulgata, traduziram os evangelhos, Atos e as ep\u00edstolas de Paulo. O pr\u00f3prio rei traduziu o\u00a0livro de Salmos. Com esses livros publicaram a obra. Mais tarde foram preparadas outras tradu\u00e7\u00f5es de por\u00e7\u00f5es b\u00edblicas: os evangelhos, que a infanta Dona Filipa, neta do rei D. Jo\u00e3o I, traduziu do franc\u00eas; o evangelho de\u00a0Mateus\u00a0e por\u00e7\u00f5es dos outros evangelhos, da Vulgata, pelo frei Bernardo de Alcoba\u00e7a; os evangelhos e as ep\u00edstolas, pelo jurista Gon\u00e7alo Garcia de Santa Maria; uma harmonia dos evangelhos, por Valentim Fernandes, em 1495; em 1505, por ordem da rainha Leonora, foram publicados o livro de Atos e as ep\u00edstolas gerais. Outras tradu\u00e7\u00f5es realizadas em Portugal foram: os quatro evangelhos, traduzidos pelo padre jesu\u00edta Luiz Brand\u00e3o; e, no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, os evangelhos de\u00a0Mateus\u00a0e\u00a0Marcos, pelo padre Antonio Ribeiro dos Santos. Salienta-se que a dificuldade em se traduzir para os diversos idiomas era a oposi\u00e7\u00e3o da Igreja Cat\u00f3lica Romana que, ao longo dos s\u00e9culos, fez implac\u00e1vel persegui\u00e7\u00e3o a estas obras, amaldi\u00e7oando quem conservasse tradu\u00e7\u00f5es da B\u00edblia em &#8220;idioma vulgar&#8221;, como diziam. Por isso, tamb\u00e9m de muitas tradu\u00e7\u00f5es escaparam somente um dois exemplares. 2. Tradu\u00e7\u00f5es completas. 2.1 Tradu\u00e7\u00e3o por Jo\u00e3o Ferreira de Almeida. Por conhecer o hebraico e o grego, usou os manuscritos dessas l\u00ednguas para sua tradu\u00e7\u00e3o. Quando iniciou o empreendimento era pastor protestante. Almeida utilizou-se do Textus Receptus, que representa os manuscritos do grupo bizantino, possivelmente o mais fraco entre os manuscritos gregos. Primeiramente traduziu e editou o N.T. publicado em 1681, em Amsterd\u00e3, Holanda. Essa tradu\u00e7\u00e3o apresentava muitos erros. Almeida mesmo fez uma lista de dois mil erros. Muitos desses erros foram feitos pela comiss\u00e3o holandesa, que procurou harmonizar a tradu\u00e7\u00e3o de Almeida com a vers\u00e3o holandesa de 1637. A dificuldade de Almeida \u00e9 que n\u00e3o havia papiro algum e os unciais (manuscritos em letras mai\u00fasculas) eram poucos. Esta a raz\u00e3o porque teve que lan\u00e7ar m\u00e3o de fontes inferiores. Ele utilizou-se da edi\u00e7\u00e3o de Elzevir do Textus Receptus, de 1633. As edi\u00e7\u00f5es mais modernas muito progrediram na tradu\u00e7\u00e3o. Com base nesta tradu\u00e7\u00e3o foram lan\u00e7adas a Revista e Atualizada, A Edi\u00e7\u00e3o Revista e Atualizada e a Vers\u00e3o Revisada de acordo com os melhores textos em Hebraico e Grego, a vers\u00e3o que apresentamos neste programa, como a mais indicada para estudos. 2.2 Tradu\u00e7\u00e3o de Ant\u00f4nio Pereira de Figueiredo. Teve como base a Vulgata Latina. Em 1896 fez sua primeira tradu\u00e7\u00e3o em colunas paralelas da Vulgata e de sua tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas. Essa tradu\u00e7\u00e3o foi usada pela Igreja de Roma. Por ter sido utilizada a Vulgata como base, tem a desvantagem de n\u00e3o representar o melhor texto do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1182,965,116,3],"tags":[374,966,113,112,373,964],"class_list":["post-16408","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-biblia-sagrada","category-curiosidades-biblicas","category-estudos-biblicos","category-news","tag-biblia-sagrada","tag-curiosidades-biblicas","tag-deus","tag-jesus","tag-tudo-sobre-a-biblia","tag-versoes-da-biblia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16408","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16408"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16408\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16408"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16408"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16408"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}