{"id":16340,"date":"2021-03-07T14:16:15","date_gmt":"2021-03-07T14:16:15","guid":{"rendered":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/?p=16340"},"modified":"2023-02-18T11:41:16","modified_gmt":"2023-02-18T14:41:16","slug":"o-prelo-de-gutenberg-e-stanhope","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/o-prelo-de-gutenberg-e-stanhope\/","title":{"rendered":"O Prelo de Gutenberg e Stanhope"},"content":{"rendered":"<h1>O Prelo de Gutenberg e Stanhope<\/h1>\n<h2>Os Prelos Manuais<\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2860 size-medium aligncenter\" title=\"Johannes Gensfleisch zur Laden zum Gutenberg - Os Prelos Manuais\" src=\"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/johannes-gutenberg_dannybia.jpg\" alt=\"Johannes Gensfleisch zur Laden zum Gutenberg - Os Prelos Manuais\" width=\"720\" height=\"460\" border=\"0\" \/><\/p>\n<h2>Prelo &#8211; Albion Press&#8221;<\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2860 size-medium alignleft\" title=\"Prelo de impress\u00e3o manual - Albion Press\" src=\"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/prelo-impressao-manual-albion-press-gutenberg_dannybia.jpg\" alt=\"Prelo de impress\u00e3o manual - Albion Press\" width=\"230\" height=\"310\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2860 size-medium alignright\" title=\"Prelo de impress\u00e3o manual - Albion Press\" src=\"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/prelo-de-madeira-gutenberg_dannybia.gif\" alt=\"Prelo de impress\u00e3o manual - Albion Press\" width=\"230\" height=\"310\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">\u00ab\u00a0<strong>Prelo de impress\u00e3o manual<\/strong> \u00bb &#8220;Albion Press&#8221; da marca Hopkinson &amp; Cope fabricada n ano de 1859 na Inglaterra.<br \/>\nEsse pequeno prelo manual era utilizado na impress\u00e3o de provas tipogr\u00e1ficas.<\/p>\n<p align=\"justify\">A prensa Albion \u00e9 um modelo de prensa de impress\u00e3o manual de ferro , originalmente projetada e fabricada em Londres por Richard Whittaker Cope (falecido em 1828?) Por volta de 1820. Funcionava por uma simples a\u00e7\u00e3o de altern\u00e2ncia, ao contr\u00e1rio do complexo mecanismo de alavanca da prensa colombiana e a imprensa Stanhope . Albions continuou a ser fabricado, em uma variedade de tamanhos, at\u00e9 a d\u00e9cada de 1930. Eles foram usados \u200b\u200bpara impress\u00e3o comercial de livros at\u00e9 meados do s\u00e9culo XIX e, a partir de ent\u00e3o, principalmente para revis\u00e3o, trabalhos de reda\u00e7\u00e3o e por prensas privadas . Francis Meynell costumava usar um Albion para revisar as p\u00e1ginas de seus designs para a Nonesuch Presslivros e imprimiu alguns pequenos livros e coisas ef\u00eameras usando a imprensa. Os impressores que ainda usam predominantemente a Albion Press no Reino Unido para publicar edi\u00e7\u00f5es limitadas de boa impress\u00e3o incluem IM Imprimit de Ian Mortimer e a St James Park Press de James Freemantle.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ap\u00f3s a morte de Cope, Albions foram fabricados por seus herdeiros e membros da fam\u00edlia Hopkinson (inicialmente negociados como &#8216;Jonathan e Jeremiah Barrett&#8217; e mais tarde como &#8216;Hopkinson e Cope&#8217;), que teriam melhorado o design. A partir da d\u00e9cada de 1850 em diante prensas Albion foram fabricados sob licen\u00e7a por outras empresas, nomeadamente Harrild &amp; Sons , Miller e Richard , e Frederick Ullmer Ltd. A altern\u00e2ncia de a\u00e7\u00e3o, e a forma distintiva e &#8216;coroa&#8217; finial do Albion, torne-o instantaneamente reconhec\u00edvel.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2860 size-medium alignright\" title=\"Prelo Manual de Impress\u00e3o Tipogr\u00e1fico - Alauzet\" src=\"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/prelo-manual-alauzet-sec-xix-stanhope-gutenberg_dannybia.jpg\" alt=\"Prelo Manual de Impress\u00e3o Tipogr\u00e1fico - Alauzet\" width=\"230\" height=\"385\" \/><\/p>\n<h2>Prelo &#8211; Alauzet<\/h2>\n<p><strong>Designa\u00e7\u00e3o<\/strong>:\u00a0Prelo\u00a0tipogr\u00e1fico manual<br \/>\n<strong>Marca<\/strong>: Alauzet [Alauzet Express, from Alauzet &amp; Cie]\n<strong>Data<\/strong>: S\u00e9c. XIX<br \/>\n<strong>Pa\u00eds<\/strong>: Fran\u00e7a<br \/>\n<strong>Fun\u00e7\u00e3o<\/strong>: Prelo manual de impress\u00e3o tipogr\u00e1fico<br \/>\nExiste um exemplar no esp\u00f3lio da AMI &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Museu da Imprensa \/ Portugal.<\/p>\n<p align=\"center\">\u00ab\u00a0<strong>Prelo manual de impress\u00e3o tipogr\u00e1fico<\/strong>\u00a0\u00bb de marca: Alauzet, datado do S\u00e9culo XIX na Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Camera &#8211; Penrose<\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2860 size-medium\" title=\"Prelo Manual de Impress\u00e3o Tipogr\u00e1fico - Alauzet\" src=\"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/camera-penrose-gutenberg_dannybia.jpg\" alt=\"Prelo Manual de Impress\u00e3o Tipogr\u00e1fico - Alauzet\" width=\"230\" height=\"370\" \/><br \/>\n\u00ab\u00a0<strong>Camera<\/strong>\u00a0\u00bb da marca Hunter Penrose, Ltd, fabricado na Inglaterra e sua fun\u00e7\u00e3o era obter clich\u00e9s fotogr\u00e1ficos para trabalhos litogr\u00e1ficos.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Litofotografia<\/strong>\u00a0= Fotolitografia (Arte de produzir litograficamente uma estampa impressa).<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Litografia<\/strong> &#8211; Desenho ou escrita em pedra, depois estampada em papel; oficina do tip\u00f3grafo. Palavra de origem grega formada por lithos (pedra) e grapho (escrever). Esta nova t\u00e9cnica utiliza uma pedra calc\u00e1ria de gr\u00e3o muito fino e de cor azulada\/amarela e baseia-se na repuls\u00e3o entre a \u00e1gua e as subst\u00e2ncias gordurosas. M\u00e9todo inventado por Senefelder, que contou a sua descoberta no &#8220;Tratado da Litografia&#8221; escrito em 1818, e que, em resumo, consistia no seguinte: as pedras eram desenhadas ou escritas com uma tinta pastosa composta por cera, sab\u00e3o e negro de fumo, ap\u00f3s o que as gravava com uma solu\u00e7\u00e3o n\u00edtica. O \u00e1cido n\u00e3o atacava as partes escritas, que estavam protegidas pelas tinta, mas somente as zonas a descoberto. Deste modo obtinha um ligeiro alto relevo, que entintava com uma bala, procurando n\u00e3o sujar as zonas n\u00e3o impressoras, ap\u00f3s o que procedia \u00e0 impress\u00e3o. Atualmente, embora o princ\u00edpio seja o mesmo, em vez de pedra utiliza-se chapas met\u00e1licas, mat\u00e9rias pl\u00e1sticas ou outras devidamente preparadas.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>\u00ab Qualquer destes tr\u00eas, ainda existe um exemplar no esp\u00f3lio da AMI &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Museu da Imprensa \/ Portugal. \u00bb<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-2860 size-medium\" title=\"Impress\u00e3o Tipogr\u00e1fico Manual\" src=\"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/impressao-manual-gutenberg_dannybia.jpg\" alt=\"Impress\u00e3o Tipogr\u00e1fico Manual\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">\u00ab\u00a0<strong>GUTENBERG, Johann Gensfleish (1397 ?-1468)<\/strong>\u00a0\u00bb &#8211; Nascido na cidade de M\u00f3guncia (Alemanha), no seio de uma fam\u00edlia bastante pr\u00f3spera, \u00e9 a ele que se deve a cria\u00e7\u00e3o do processo de impress\u00e3o com caracteres m\u00f3veis &#8211; &#8220;a tipografia&#8221;. Tanto o seu pai como o tio eram funcion\u00e1rios da Casa da Moeda do arcebispo de M\u00f3guncia, sendo provavelmente ali que Joahann aprendeu a arte da precis\u00e3o em trabalhos de metal. Em 1428, Gutenberg parte para Estrasburgo onde procedeu \u00e0s primeiras tentativas de imprimir com caracteres m\u00f3veis e onde deu a conhecer a sua ideia. Nesta cidade ter\u00e1, provavelmente, em 1442, impresso o primeiro exemplar na sua prensa original &#8211; um peda\u00e7o de papel, com onze linhas.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00ab\u00a0<strong>STANHOPE, Lord Charles (1753-1816)<\/strong>\u00a0\u00bb &#8211; Filantropo ingl\u00eas, que concebeu por volta de 1795 um prelo, para publicar as suas obras, que pela primeira vez era totalmente constru\u00eddo em ferro, excluindo a cruz em madeira onde assentava. As suas principais inova\u00e7\u00f5es foram a press\u00e3o regul\u00e1vel atrav\u00e9s de um alavanca, as calhas oleadas onde desliza o cofre e a capacidade, dada a sua for\u00e7a de press\u00e3o, de imprimir de uma vez s\u00f3 toda a superf\u00edcie da forma. Devido a um contrapeso no bra\u00e7o (alavanca de press\u00e3o) regressava automaticamente \u00e0 sua posi\u00e7\u00e3o inicial. Com estas melhorias no sistema de prensagem e na entintagem (feita manualmente com as chamadas &#8220;balas&#8221;), a sua utiliza\u00e7\u00e3o permitia j\u00e1 uma produ\u00e7\u00e3o de 100 exemplares \u00e0 hora. A sua penetra\u00e7\u00e3o no restante continente europeu foi muito r\u00e1pida, tendo chegado a Fran\u00e7a em 1814, estando j\u00e1 \u00e0 algum tempo ao servi\u00e7o do jornal ingl\u00eas &#8220;Times&#8221;. O escritor e tamb\u00e9m impressor Honor\u00e9 de Balzac descreve ao longo das p\u00e1ginas do livro &#8220;Ilus\u00f5es Perdidas&#8221;, editado em 1837, as transforma\u00e7\u00f5es e consequ\u00eancias da importa\u00e7\u00e3o para Fran\u00e7a deste tipo de prelo. Com um prelo semelhante trabalharam as c\u00e9lebres fam\u00edlias de Didot, em Fran\u00e7a, Giambattista Bodoni, em Parma e Baskerville em Inglaterra.<br \/>\nEm Portugal foi Joaquim Ant\u00f3nio Xavier Annes da Costa, administrador da Imprensa R\u00e9gia na segunda d\u00e9cada do sec. XIX, que introduziu os prelos de Stanhope, mandando construir, pelo modelo de dois provenientes de Inglaterra, treze prelos daquele tipo. Na mesma empresa, mas denominada agora, e desde 1823, por Imprensa Nacional, existiam ainda em 1863, seis prelos manuais \u00e0 Stanhope, constru\u00eddos em Lisboa. Na Imprensa da Universidade de Coimbra existiam, em 1877, dois prelos do sistema Stanhope.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00ab\u00a0<strong>SENEFELDER, Aloysius (1771-1834)<\/strong>\u00a0\u00bb &#8211; Inventor checo da litografia em 1796, palavra de origem grega formada por lithos (pedra) e grapho (escrever). Esta nova t\u00e9cnica utiliza uma pedra calc\u00e1ria de gr\u00e3o muito fino e de c\u00f4r azulada\/amarela e baseia-se na repuls\u00e3o entre a \u00e1gua e as subst\u00e2ncias gordurosas. O pr\u00f3prio Senefelder contou a sua descoberta no &#8220;Tratado da Litografia&#8221; escrito em 1818, e que, em resumo, consistia no seguinte: as pedras eram desenhadas ou escritas com uma tinta pastosa composta por cera, sab\u00e3o e negro de fumo, ap\u00f3s o que as gravava com uma solu\u00e7\u00e3o n\u00edtica. O \u00e1cido n\u00e3o atacava as partes escritas, que estavam protegidas pelas tinta, mas somente as zonas a descoberto. Deste modo obtinha um ligeiro alto relevo, que entintava com uma bala, procurando n\u00e3o sujar as zonas n\u00e3o impressoras, ap\u00f3s o que procedia \u00e0 impress\u00e3o. O termo &#8220;Litografia&#8221; foi criado pelo professor Mitterer em 1805, em Munique.<\/p>\n<\/blockquote>\n<div class='grid-row clearfix'><div class='grid-col grid-col-12'><section class='cws-widget'><section class='cws_widget_content'> \t<div class=\"testimonial \">\n\t\t<div class='clearfix'>\n\t\t\t<img src='https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-content\/uploads\/bfi_thumb\/Jesus-130-93-3cmh6ny6pugic3cykq7hts.jpg' alt \/>\t\t\t\t<p>\n<p align=\"justify\">Aquele que, sendo muitas vezes repreendido, endurece a cerviz, ser\u00e1 quebrantado de repente sem que haja cura. Quando os justos governam, alegra-se o povo; mas quando o \u00edmpio domina, o povo geme. O que ama a sabedoria alegra a seu pai; mas o companheiro de prostitutas desperdi\u00e7a a sua riqueza.<\/p>\n<\/p>\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"author\">Prov\u00e9rbios: 29:1-3<\/div>\t<\/div>\n\t <\/section><\/section><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Prelo de Gutenberg e Stanhope Os Prelos Manuais Prelo &#8211; Albion Press&#8221; \u00ab\u00a0Prelo de impress\u00e3o manual \u00bb &#8220;Albion Press&#8221; da marca Hopkinson &amp; Cope fabricada n ano de 1859 na Inglaterra. Esse pequeno prelo manual era utilizado na impress\u00e3o de provas tipogr\u00e1ficas. A prensa Albion \u00e9 um modelo de prensa de impress\u00e3o manual de ferro , originalmente projetada e fabricada em Londres por Richard Whittaker Cope (falecido em 1828?) Por volta de 1820. Funcionava por uma simples a\u00e7\u00e3o de altern\u00e2ncia, ao contr\u00e1rio do complexo mecanismo de alavanca da prensa colombiana e a imprensa Stanhope . Albions continuou a ser fabricado, em uma variedade de tamanhos, at\u00e9 a d\u00e9cada de 1930. Eles foram usados \u200b\u200bpara impress\u00e3o comercial de livros at\u00e9 meados do s\u00e9culo XIX e, a partir de ent\u00e3o, principalmente para revis\u00e3o, trabalhos de reda\u00e7\u00e3o e por prensas privadas . Francis Meynell costumava usar um Albion para revisar as p\u00e1ginas de seus designs para a Nonesuch Presslivros e imprimiu alguns pequenos livros e coisas ef\u00eameras usando a imprensa. Os impressores que ainda usam predominantemente a Albion Press no Reino Unido para publicar edi\u00e7\u00f5es limitadas de boa impress\u00e3o incluem IM Imprimit de Ian Mortimer e a St James Park Press de James Freemantle. Ap\u00f3s a morte de Cope, Albions foram fabricados por seus herdeiros e membros da fam\u00edlia Hopkinson (inicialmente negociados como &#8216;Jonathan e Jeremiah Barrett&#8217; e mais tarde como &#8216;Hopkinson e Cope&#8217;), que teriam melhorado o design. A partir da d\u00e9cada de 1850 em diante prensas Albion foram fabricados sob licen\u00e7a por outras empresas, nomeadamente Harrild &amp; Sons , Miller e Richard , e Frederick Ullmer Ltd. A altern\u00e2ncia de a\u00e7\u00e3o, e a forma distintiva e &#8216;coroa&#8217; finial do Albion, torne-o instantaneamente reconhec\u00edvel. Prelo &#8211; Alauzet Designa\u00e7\u00e3o:\u00a0Prelo\u00a0tipogr\u00e1fico manual Marca: Alauzet [Alauzet Express, from Alauzet &amp; Cie] Data: S\u00e9c. XIX Pa\u00eds: Fran\u00e7a Fun\u00e7\u00e3o: Prelo manual de impress\u00e3o tipogr\u00e1fico Existe um exemplar no esp\u00f3lio da AMI &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Museu da Imprensa \/ Portugal. \u00ab\u00a0Prelo manual de impress\u00e3o tipogr\u00e1fico\u00a0\u00bb de marca: Alauzet, datado do S\u00e9culo XIX na Fran\u00e7a. &nbsp; Camera &#8211; Penrose \u00ab\u00a0Camera\u00a0\u00bb da marca Hunter Penrose, Ltd, fabricado na Inglaterra e sua fun\u00e7\u00e3o era obter clich\u00e9s fotogr\u00e1ficos para trabalhos litogr\u00e1ficos. Litofotografia\u00a0= Fotolitografia (Arte de produzir litograficamente uma estampa impressa). Litografia &#8211; Desenho ou escrita em pedra, depois estampada em papel; oficina do tip\u00f3grafo. Palavra de origem grega formada por lithos (pedra) e grapho (escrever). Esta nova t\u00e9cnica utiliza uma pedra calc\u00e1ria de gr\u00e3o muito fino e de cor azulada\/amarela e baseia-se na repuls\u00e3o entre a \u00e1gua e as subst\u00e2ncias gordurosas. M\u00e9todo inventado por Senefelder, que contou a sua descoberta no &#8220;Tratado da Litografia&#8221; escrito em 1818, e que, em resumo, consistia no seguinte: as pedras eram desenhadas ou escritas com uma tinta pastosa composta por cera, sab\u00e3o e negro de fumo, ap\u00f3s o que as gravava com uma solu\u00e7\u00e3o n\u00edtica. O \u00e1cido n\u00e3o atacava as partes escritas, que estavam protegidas pelas tinta, mas somente as zonas a descoberto. Deste modo obtinha um ligeiro alto relevo, que entintava com uma bala, procurando n\u00e3o sujar as zonas n\u00e3o impressoras, ap\u00f3s o que procedia \u00e0 impress\u00e3o. Atualmente, embora o princ\u00edpio seja o mesmo, em vez de pedra utiliza-se chapas met\u00e1licas, mat\u00e9rias pl\u00e1sticas ou outras devidamente preparadas. \u00ab Qualquer destes tr\u00eas, ainda existe um exemplar no esp\u00f3lio da AMI &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Museu da Imprensa \/ Portugal. \u00bb &nbsp; \u00ab\u00a0GUTENBERG, Johann Gensfleish (1397 ?-1468)\u00a0\u00bb &#8211; Nascido na cidade de M\u00f3guncia (Alemanha), no seio de uma fam\u00edlia bastante pr\u00f3spera, \u00e9 a ele que se deve a cria\u00e7\u00e3o do processo de impress\u00e3o com caracteres m\u00f3veis &#8211; &#8220;a tipografia&#8221;. Tanto o seu pai como o tio eram funcion\u00e1rios da Casa da Moeda do arcebispo de M\u00f3guncia, sendo provavelmente ali que Joahann aprendeu a arte da precis\u00e3o em trabalhos de metal. Em 1428, Gutenberg parte para Estrasburgo onde procedeu \u00e0s primeiras tentativas de imprimir com caracteres m\u00f3veis e onde deu a conhecer a sua ideia. Nesta cidade ter\u00e1, provavelmente, em 1442, impresso o primeiro exemplar na sua prensa original &#8211; um peda\u00e7o de papel, com onze linhas. \u00ab\u00a0STANHOPE, Lord Charles (1753-1816)\u00a0\u00bb &#8211; Filantropo ingl\u00eas, que concebeu por volta de 1795 um prelo, para publicar as suas obras, que pela primeira vez era totalmente constru\u00eddo em ferro, excluindo a cruz em madeira onde assentava. As suas principais inova\u00e7\u00f5es foram a press\u00e3o regul\u00e1vel atrav\u00e9s de um alavanca, as calhas oleadas onde desliza o cofre e a capacidade, dada a sua for\u00e7a de press\u00e3o, de imprimir de uma vez s\u00f3 toda a superf\u00edcie da forma. Devido a um contrapeso no bra\u00e7o (alavanca de press\u00e3o) regressava automaticamente \u00e0 sua posi\u00e7\u00e3o inicial. Com estas melhorias no sistema de prensagem e na entintagem (feita manualmente com as chamadas &#8220;balas&#8221;), a sua utiliza\u00e7\u00e3o permitia j\u00e1 uma produ\u00e7\u00e3o de 100 exemplares \u00e0 hora. A sua penetra\u00e7\u00e3o no restante continente europeu foi muito r\u00e1pida, tendo chegado a Fran\u00e7a em 1814, estando j\u00e1 \u00e0 algum tempo ao servi\u00e7o do jornal ingl\u00eas &#8220;Times&#8221;. O escritor e tamb\u00e9m impressor Honor\u00e9 de Balzac descreve ao longo das p\u00e1ginas do livro &#8220;Ilus\u00f5es Perdidas&#8221;, editado em 1837, as transforma\u00e7\u00f5es e consequ\u00eancias da importa\u00e7\u00e3o para Fran\u00e7a deste tipo de prelo. Com um prelo semelhante trabalharam as c\u00e9lebres fam\u00edlias de Didot, em Fran\u00e7a, Giambattista Bodoni, em Parma e Baskerville em Inglaterra. Em Portugal foi Joaquim Ant\u00f3nio Xavier Annes da Costa, administrador da Imprensa R\u00e9gia na segunda d\u00e9cada do sec. XIX, que introduziu os prelos de Stanhope, mandando construir, pelo modelo de dois provenientes de Inglaterra, treze prelos daquele tipo. Na mesma empresa, mas denominada agora, e desde 1823, por Imprensa Nacional, existiam ainda em 1863, seis prelos manuais \u00e0 Stanhope, constru\u00eddos em Lisboa. Na Imprensa da Universidade de Coimbra existiam, em 1877, dois prelos do sistema Stanhope. \u00ab\u00a0SENEFELDER, Aloysius (1771-1834)\u00a0\u00bb &#8211; Inventor checo da litografia em 1796, palavra de origem grega formada por lithos (pedra) e grapho (escrever). Esta nova t\u00e9cnica utiliza uma pedra calc\u00e1ria de gr\u00e3o muito fino e de c\u00f4r azulada\/amarela e baseia-se na repuls\u00e3o entre a \u00e1gua e as subst\u00e2ncias gordurosas. O pr\u00f3prio Senefelder contou a sua descoberta no &#8220;Tratado da Litografia&#8221; escrito em 1818, e que, em resumo, consistia no seguinte: as pedras eram desenhadas ou escritas com uma tinta pastosa composta por cera, sab\u00e3o e negro de fumo, ap\u00f3s o que as gravava com uma solu\u00e7\u00e3o n\u00edtica. O \u00e1cido n\u00e3o atacava as partes escritas, que estavam protegidas pelas tinta, mas somente as zonas a descoberto. Deste modo obtinha um ligeiro alto relevo, que entintava com uma bala, procurando n\u00e3o sujar as zonas n\u00e3o impressoras, ap\u00f3s o que procedia \u00e0 impress\u00e3o. O termo &#8220;Litografia&#8221; foi criado pelo professor Mitterer em 1805, em Munique.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[116,118,3],"tags":[374,961,113,956,112,960,959,955,963,962,958,957,373],"class_list":["post-16340","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-estudos-biblicos","category-mensagens-biblicas","category-news","tag-biblia-sagrada","tag-camera-penrose","tag-deus","tag-gutenberg","tag-jesus","tag-johannes-gensfleisch-zur-laden-zum-gutenberg","tag-johannes-gutenberg","tag-prelo-de-gutenberg","tag-prelo-impressao-manual-albion-press","tag-prelo-manual-alauzet","tag-sistema-stanhope","tag-stanhope","tag-tudo-sobre-a-biblia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16340","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16340"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16340\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16340"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16340"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16340"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}