{"id":16130,"date":"2021-03-05T18:24:45","date_gmt":"2021-03-05T18:24:45","guid":{"rendered":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/?p=16130"},"modified":"2023-02-18T11:41:16","modified_gmt":"2023-02-18T14:41:16","slug":"figuras-da-linguagem-e-sonoras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/figuras-da-linguagem-e-sonoras\/","title":{"rendered":"Figuras da Linguagem e Sonoras"},"content":{"rendered":"<h1>Figuras da Linguagem<\/h1>\n<h2>Figuras Sonoras<\/h2>\n<h3>Alitera\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p align=\"justify\">Repeti\u00e7\u00e3o de sons consonantais (consoantes).<br \/>\nCruz e Souza \u00e9 o melhor exemplo deste recurso. Uma das caracter\u00edsticas marcantes do Simbolismo, assim como a sinestesia.<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong><br \/>\n&#8220;(&#8230;) Vozes veladas, veludosas vozes, \/ Vol\u00fapias dos viol\u00f5es, vozes veladas \/ Vagam nos velhos v\u00f3rtices velozes \/ Dos ventos, vivas, v\u00e3s, vulcanizadas.&#8221; (fragmento de Viol\u00f5es que choram. Cruz e Souza).<\/p>\n<h3>Asson\u00e2ncia<\/h3>\n<p align=\"justify\">Repeti\u00e7\u00e3o dos mesmos sons voc\u00e1licos.<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong><br \/>\n<strong>(A, O)<\/strong>\u00a0&#8211; &#8220;Sou um mulato nato no sentido lato mulato democr\u00e1tico do litoral&#8221;. (Caetano Veloso)<br \/>\n<strong>(E, O)<\/strong>\u00a0&#8211; &#8220;O que o vago e inc\u00f3ngnito desejo de ser eu mesmo de meu ser me deu&#8221;. (Fernando Pessoa).<\/p>\n<h3>Paranom\u00e1sia<\/h3>\n<p align=\"justify\">O emprego de palavras par\u00f4nimas (sons parecidos).<br \/>\n<strong>Exemplo:<\/strong><br \/>\n&#8220;Com tais premissas ele sem d\u00favida leva-nos \u00e0s prim\u00edcias&#8221;. (Padre Antonio Vieira).<\/p>\n<h3>Onomatop\u00e9ia<\/h3>\n<p align=\"justify\">Cria\u00e7\u00e3o de uma palavra para imitar um som<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong><br \/>\nA l\u00edngua do nhem &#8220;Havia uma velhinha \/ Que andava aborrecida \/ Pois dava a sua vida \/ Para falar com algu\u00e9m. \/ E estava sempre em casa \/ A boa velhinha, \/ Resmungando sozinha: \/ Nhem-nhem-nhem-nhem-nhem&#8230;&#8221; (Cec\u00edlia Meireles).<\/p>\n<h2>Figuras de sintaxe<\/h2>\n<h3>Elipse<\/h3>\n<p align=\"justify\">Omiss\u00e3o de um termo ou express\u00e3o facilmente subentendida. Casos mais comuns:<br \/>\na) pronome sujeito, gerando sujeito oculto ou impl\u00edcito: iremos depois, comprar\u00edeis a casa?<br \/>\nb) substantivo &#8211; a catedral, no lugar de a igreja catedral; Maracan\u00e3, no ligar de o est\u00e1dio Maracan\u00e3<br \/>\nc) preposi\u00e7\u00e3o &#8211; estar b\u00eabado, a camisa rota, as cal\u00e7as rasgadas, no lugar de: estar b\u00eabado, com a camisa rota, com as cal\u00e7as rasgadas.<br \/>\nd) conjun\u00e7\u00e3o &#8211; espero voc\u00ea me entenda, no lugar de: espero que voc\u00ea me entenda.<br \/>\ne) verbo &#8211; queria mais ao filho que \u00e0 filha, no lugar de: queria mais o filho que queria \u00e0 filha. Em especial o verbo dizer em di\u00e1logos &#8211; E o rapaz: &#8211; N\u00e3o sei de nada !, em vez de E o rapaz disse:<\/p>\n<h3>Zeugma<\/h3>\n<p align=\"justify\">Omiss\u00e3o (elipse) de um termo que j\u00e1 apareceu antes. Se for verbo, pode necessitar adapta\u00e7\u00f5es de n\u00famero e pessoa verbais. Utilizada, sobretudo, nas ora\u00e7\u00f5es comparativas.<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong><br \/>\nAlguns estudam, outros n\u00e3o, por: alguns estudam, outros n\u00e3o estudam. \/ &#8220;O meu pai era paulista \/ Meu av\u00f4, pernambucano \/ O meu bisav\u00f4, mineiro \/ Meu tatarav\u00f4, baiano.&#8221; (Chico Buarque) &#8211; omiss\u00e3o de era.<\/p>\n<h3>Hip\u00e9rbato<\/h3>\n<p align=\"justify\">Altera\u00e7\u00e3o ou invers\u00e3o da ordem direta dos termos na ora\u00e7\u00e3o, ou das ora\u00e7\u00f5es no per\u00edodo. S\u00e3o determinadas por \u00eanfase e podem at\u00e9 gerar anacolutos.<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong><br \/>\nMorreu o presidente, por: O presidente morreu.<br \/>\nObs1.: Bechara denomina esta figura antecipa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nObs2.: Se a invers\u00e3o for violenta, comprometendo o sentido drasticamente, Rocha Lima e Celso Cunha denominam-na s\u00ednquise.<br \/>\nObs3.: RL considera an\u00e1strofe um tipo de hip\u00e9rbato.<\/p>\n<h3>An\u00e1strofe<\/h3>\n<p align=\"justify\">Anteposi\u00e7\u00e3o, em express\u00f5es nominais, do termo regido de preposi\u00e7\u00e3o ao termo regente.<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong><br \/>\n&#8220;Da morte o manto lutuoso vos cobre a todos.&#8221;, por: O manto lutuoso da morte vos cobre a todos.<br \/>\nObs.: para Rocha Lima \u00e9 um tipo de hip\u00e9rbato.<\/p>\n<h3>Pleonasmo<\/h3>\n<p align=\"justify\">Repeti\u00e7\u00e3o de um termo j\u00e1 expresso, com objetivo de enfatizar a id\u00e9ia.<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong><br \/>\nVi com meus pr\u00f3prios olhos.<br \/>\n&#8220;E rir meu riso e derramar meu pranto \/ Ao seu pesar ou seu contentamento&#8221;. (Vinicius de Moraes), Ao pobre n\u00e3o lhe devo (OI pleon\u00e1stico).<br \/>\nObs.: pleonasmo vicioso ou grosseiro &#8211; decorre da ignor\u00e2ncia, perdendo o car\u00e1ter enf\u00e1tico (hemorragia de sangue, descer para baixo).<\/p>\n<h3>Ass\u00edndeto<\/h3>\n<p align=\"justify\">Aus\u00eancia de conectivos de liga\u00e7\u00e3o, assim atribui maior rapidez ao texto. Ocorre muito nas ora\u00e7\u00f5es coordenadas.<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong><br \/>\n&#8220;N\u00e3o sopra o vento; n\u00e3o gemem as vagas; n\u00e3o murmuram os rios&#8221;.<\/p>\n<h3>Poliss\u00edndeto<\/h3>\n<p align=\"justify\">Repeti\u00e7\u00e3o de conectivos na liga\u00e7\u00e3o entre elementos da frase ou do per\u00edodo.<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong><br \/>\nO menino resmunga, e chora, e esperneia, e grita, e maltrata. &#8220;E sob as ondas ritmadas \/ e sob as nuvens e os ventos \/ e sob as pontes e sob o sarcasmo \/ e sob a gosma e o v\u00f4mito (&#8230;)&#8221;. (Carlos Drummond de Andrade).<\/p>\n<h3>Anacoluto<\/h3>\n<p align=\"justify\">Termo solto na frase, quebrando a estrutura\u00e7\u00e3o l\u00f3gica. Normalmente, se inicia uma determinada constru\u00e7\u00e3o sint\u00e1tica e depois se opta por outra.<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong><br \/>\nEu, parece-me que vou desmaiar, \/ Minha vida, tudo n\u00e3o passa de alguns anos sem import\u00e2ncia (sujeito sem predicado), \/ Quem ama o feio, bonito lhe parece (se alteraram as rela\u00e7\u00f5es entre termos da ora\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<h3>An\u00e1fora<\/h3>\n<p align=\"justify\">Repeti\u00e7\u00e3o de uma mesma palavra no in\u00edcio de versos ou frases.<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong><br \/>\n&#8220;Olha a voz que me resta \/ Olha a veia que salta \/ Olha a gota que falta \/ Pro desfecho que falta \/ Por favor&#8221;. (Chico Buarque).<br \/>\nObs.: repeti\u00e7\u00e3o em final de versos ou frases \u00e9 ep\u00edstrofe; repeti\u00e7\u00e3o no in\u00edcio e no fim ser\u00e1 s\u00edmploce. Classifica\u00e7\u00f5es propostas por Rocha Lima.<\/p>\n<h3>Silepse<\/h3>\n<p align=\"justify\">\u00c9 a concord\u00e2ncia com a id\u00e9ia, e n\u00e3o com a palavra escrita. Existem tr\u00eas tipos:<br \/>\na) de g\u00eanero (masculino x feminino): S\u00e3o Paulo continua polu\u00edda (= a cidade de S\u00e3o Paulo). V. S\u00aa \u00e9 lisonjeiro.<br \/>\nb) de n\u00famero (singular x plural): Os Sert\u00f5es contra a Guerra de Canudos (= o livro de Euclides da Cunha). O casal n\u00e3o veio, estavam ocupados.<br \/>\nc) de pessoa: Os brasileiros somos otimistas (3\u00aa pessoa &#8211; os brasileiros, mas quem fala ou escreve tamb\u00e9m participa do processo verbal).<\/p>\n<h3>Antecipa\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p align=\"justify\">Antecipa\u00e7\u00e3o de termo ou express\u00e3o, como recurso enf\u00e1tico. Pode gerar anacoluto.<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong><br \/>\nJoana creio que veio aqui hoje. \/ O tempo parece que vai piorar.<br \/>\nObs.: Celso Cunha denomina-a prolepse.<\/p>\n<h2>Figuras de palavras ou tropos<\/h2>\n<h3>Met\u00e1fora<\/h3>\n<p align=\"justify\">Emprego de palavras fora do seu sentido normal, por analogia. \u00c9 um tipo de compara\u00e7\u00e3o impl\u00edcita, ou seja, ela re\u00fane dois elementos comparados, mas sem a utiliza\u00e7\u00e3o do termo comparativo.<br \/>\nNa met\u00e1fora se estabelece uma assimila\u00e7\u00e3o direta, que consiste em transportar para uma coisa o nome de outra pela semelhan\u00e7a, que, subjetivamente, julga-se haver entre elas. \u00c9 uma figura de linguagem mediante a qual o sentido de uma palavra se transfere a outra.<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong><br \/>\nA Amaz\u00f4nia \u00e9 o pulm\u00e3o do mundo. Encontrei a chave do problema. \/ &#8220;Veja bem, nosso caso \/ \u00c9 uma porta entreaberta&#8221;. (Lu\u00eds Gonzaga Junior).<br \/>\nObs1.: Rocha Lima define como modalidades de met\u00e1fora: personifica\u00e7\u00e3o (animismo), hip\u00e9rbole, s\u00edmbolo e sinestesia. ? Personifica\u00e7\u00e3o &#8211; atribui\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es, qualidades e sentimentos humanos a seres inanimados. (A lua sorri aos enamorados) ? S\u00edmbolo &#8211; nome de um ser ou coisa concreta assumindo valor convencional, abstrato. (balan\u00e7a = justi\u00e7a, D. Quixote = idealismo, c\u00e3o = fidelidade, al\u00e9m do simbolismo universal das cores).<br \/>\nObs2.: esta figura foi muito utilizada pelos simbolistas.<\/p>\n<p>Quando Jesus diz: &#8220;eu sou a\u00a0<em>videira<\/em>&#8221; (Jo\u00e3o 15:5), Ele se caracteriza com o que \u00e9 pr\u00f3prio e essencial da videira.<br \/>\nE ao dizer: &#8220;v\u00f3s sois as\u00a0<em>varas<\/em>&#8221; (Jo\u00e3o 15:5), caracteriza-os com o que \u00e9 pr\u00f3prio das varas.<br \/>\nPara entender melhor e fazer uma boa interpreta\u00e7\u00e3o dessa figura de linguagem que Jesus utilizou, fazemos as seguintes perguntas: &#8220;o que caracteriza a videira? ou para que serve principalmente?&#8221; Na resposta a estas perguntas est\u00e1 a explica\u00e7\u00e3o da figura. Para que serve a videira? Para transmitir seiva e vida \u00e0s varas, a fim de produzirem as uvas.<br \/>\n&#8220;Eu sou a\u00a0<em>porta<\/em>\u00a0(Jo\u00e3o 10:9), \/ eu sou o\u00a0<em>caminho<\/em>\u00a0(Jo\u00e3o 14:6), \/ eu sou o\u00a0<em>p\u00e3o vivo<\/em>\u00a0(Jo\u00e3o 6:51), \/ eu sou a\u00a0<em>luz<\/em>\u00a0do mundo (Jo\u00e3o 9:5), \/ v\u00f3s sois a\u00a0<em>luz<\/em>\u00a0do mundo (Mateus 5:14), v\u00f3s sois o\u00a0<em>sal<\/em>\u00a0da terra (Mateus 5:13), \/\u00a0<em>edif\u00edcio<\/em>\u00a0de Deus (I Cor\u00edntios 3:9), v\u00f3s sois\u00a0<em>lavoura<\/em>\u00a0de Deus (I Cor\u00edntios 3:9, \/ ide, dizei \u00e0quela\u00a0<em>raposa<\/em>\u00a0(Lucas 13:32), \/ a\u00a0<em>candeia do corpo<\/em>\u00a0s\u00e3o os olhos (Mateus 6:22), \/ Jud\u00e1 \u00e9 um\u00a0<em>le\u00e3ozinho<\/em>\u00a0(G\u00eanesis 49:9), \/ tu \u00e9s a minha rocha e a minha\u00a0<em>fortaleza<\/em>, (Salmos 71:3), \/ o Senhor Deus \u00e9\u00a0<em>sol e escudo<\/em>\u00a0(Salmos 84:11), \/ e a casa de Jac\u00f3 ser\u00e1 um\u00a0<em>fogo<\/em>, e a casa de Jos\u00e9 uma\u00a0<em>chama<\/em>, e a casa de Esa\u00fa\u00a0<em>restolho<\/em>. (Obadias 1:18)&#8221;, etc. [grifo meu]\n<h3>Catacrese<\/h3>\n<p align=\"justify\">Uso impr\u00f3prio de uma palavra ou express\u00e3o, por esquecimento ou na aus\u00eancia de termo espec\u00edfico.<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong><br \/>\nEspalhar dinheiro (espalhar = separar palha) \/ &#8220;Distrai-se um deles a enterrar o dedo no tornozelo inchado&#8221;. &#8211; O verbo enterrar era usado primitivamente para significar apenas colocar na terra.<br \/>\nObs1.: Modernamente, casos como p\u00e9 de meia e boca de forno s\u00e3o considerados met\u00e1foras viciadas. Perderam valor estil\u00edstico e se formaram gra\u00e7as \u00e0 semelhan\u00e7a de forma existente entre seres.<br \/>\nObs2.: Para Rocha Lima, \u00e9 um tipo de met\u00e1fora.<\/p>\n<h3>Meton\u00edmia<\/h3>\n<p align=\"justify\">Substitui\u00e7\u00e3o de um nome por outro em virtude de haver entre eles associa\u00e7\u00e3o de significado, ou seja, \u00e9 a designa\u00e7\u00e3o de uma coisa com o nome de outra em virtude da afinidade entre ambas. Enquanto a met\u00e1fora se baseia numa similaridade de sentidos, a meton\u00edmia assenta-se numa rela\u00e7\u00e3o de contiguidade de sentidos. Pode ser emprega a causa pelo efeito, ou o sinal (s\u00edmbolo) pela realidade que indica o s\u00edmbolo.<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong><br \/>\nLer Jorge Amado (autor pela obra &#8211; livro) \/ Ir ao barbeiro (o possuidor pelo possu\u00eddo, ou vice-versa &#8211; barbearia) \/ Bebi dois copos de leite (continente pelo conte\u00fado &#8211; leite) \/ Ser o Cristo da turma. (indiv\u00edduo pala classe &#8211; culpado) \/ Completou dez primaveras (parte pelo todo &#8211; anos) \/ O brasileiro \u00e9 malandro (sing. pelo plural &#8211; brasileiros) \/ Brilham os cristais (mat\u00e9ria pela obra &#8211; copos).<br \/>\n&#8220;T\u00eam\u00a0<em>Mois\u00e9s<\/em>\u00a0e os\u00a0<em>profetas<\/em>; ou\u00e7am-nos&#8221; (Lucas 16:29), em vez de dizer que t\u00eam os escritos de Mois\u00e9s e dos profetas, ou seja, o Antigo Testamento.<br \/>\n&#8220;e o\u00a0<em>sangue<\/em>\u00a0de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado&#8221;. (I Jo\u00e3o 1:7), \u00e9 evidente que aqui a palavra sangue indica a paix\u00e3o e morte de Jesus, \u00fanica coisa eficaz para apagar o pecado e purificar o homem. [grifo meu]\n<h3>Antonom\u00e1sia, per\u00edfrase<\/h3>\n<p align=\"justify\">Consiste na utiliza\u00e7\u00e3o ora de um nome comum ou de uma express\u00e3o no lugar de um nome pr\u00f3prio, ora de um nome pr\u00f3prio no lugar de um nome comum ou de uma express\u00e3o. Em ambos os casos a palavra express\u00e3o real\u00e7a uma caracter\u00edstica do ser (pessoa, coisa) cujo nome substitui. Simplificando, \u00e9 a substitui\u00e7\u00e3o de um nome de pessoa ou lugar por outro ou por uma express\u00e3o que facilmente o identifique. Fus\u00e3o entre nome e seu aposto.<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong><br \/>\nO Mestre = Jesus Cristo, A cidade luz = Paris, O rei das selvas = o le\u00e3o, Escritor Maldito = Lima Barreto.<br \/>\n&#8220;O anjo, por\u00e9m, lhes disse: N\u00e3o temais, porquanto vos trago novas de grande alegria que o ser\u00e1 para todo o povo: \u00c9 que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o\u00a0<em>Salvador<\/em>, que \u00e9 Cristo, o Senhor&#8221;. (Lucas 2:10-11). O Salvador \u00e9 Jesus! [grifo meu]\n<p>Obs.: Rocha Lima considera como uma varia\u00e7\u00e3o da meton\u00edmia.<\/p>\n<h3>Sinestesia<\/h3>\n<p align=\"justify\">Interpenetra\u00e7\u00e3o sensorial, fundindo-se dois sentidos ou mais (olfato, vis\u00e3o, audi\u00e7\u00e3o, gusta\u00e7\u00e3o e tato).<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong><br \/>\n&#8220;Mais claro e fino do que as finas pratas \/ O som da tua voz deliciava &#8230; \/ Na dol\u00eancia velada das sonatas \/ Como um perfume a tudo perfumava. \/ Era um som feito luz, eram volatas \/ Em l\u00e2nguida espiral que iluminava \/ Brancas sonoridades de cascatas &#8230; \/ Tanta harmonia melancolizava&#8221;. (Cruz e Souza).<br \/>\nObs.: Para Rocha Lima, representa uma modalidade de met\u00e1fora.<\/p>\n<h3>Anadiplose<\/h3>\n<p align=\"justify\">\u00c9 a repeti\u00e7\u00e3o de palavra ou express\u00e3o de fim de um membro de frase no come\u00e7o de outro membro de frase.<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong><br \/>\n&#8220;Todo pranto \u00e9 um coment\u00e1rio. Um coment\u00e1rio que amargamente condena os motivos dados&#8221;.<\/p>\n<h3>Sin\u00e9doque<\/h3>\n<p align=\"justify\">Faz-se uso dessa figura quando se toma a parte pelo todo ou o todo pela parte, o plural pelo singular, o g\u00eanero pela esp\u00e9cie, ou vice-versa.<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong><br \/>\n&#8220;tamb\u00e9m a minha\u00a0<em>carne<\/em>\u00a0habitar\u00e1 em seguran\u00e7a&#8221;. (Salmos 16:9), em vez de: meu corpo ou meu ser, que seria o todo, sendo a carne s\u00f3 parte de seu ser<br \/>\n&#8220;Porque todas as vezes que&#8230; beberdes\u00a0<em>este c\u00e1lice<\/em>&#8221; (1 Cor\u00edntios 11:26), em vez de dizer beberdes\u00a0<em>do c\u00e1lice<\/em>, isto \u00e9, parte do que h\u00e1 no c\u00e1lice<br \/>\n&#8220;Este homem \u00e9 uma peste, e promotor sedi\u00e7\u00f5es entre todos os judeus,\u00a0<em>por todo o mundo<\/em>&#8221; (Atos 24:5), significando que o ap\u00f3stolo Paulo havia alcan\u00e7ado com sua prega\u00e7\u00e3o aquela parte do mundo ou do Imp\u00e9rio Romano.<\/p>\n<h2>Figuras de pensamento<\/h2>\n<h3>Ant\u00edtese<\/h3>\n<p align=\"justify\">Aproxima\u00e7\u00e3o de termos ou frases que se op\u00f5em pelo sentido, melhor ainda, consiste na oposi\u00e7\u00e3o de dois termos ou de duas express\u00f5es na mesma frase ou no mesmo par\u00e1grafo, expressando contrastes em constru\u00e7\u00f5es geralmente sim\u00e9tricas como: pris\u00e3o\/liberdade, noite\/dia, escurid\u00e3o\/claridade.<br \/>\nTrata-se de uma figura de ret\u00f3rica muito eficaz que se encontra em muitas partes das Escrituras. O mau e o falso serve de contraste ou fundo ao que \u00e9 bom e verdadeiro.<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong><br \/>\n&#8220;V\u00ea que hoje te pus diante de ti a vida e o bem, a morte e o mal&#8230; O c\u00e9u e a terra tomo hoje por testemunhas contra ti de que te pus diante de ti a vida e a morte, a b\u00ean\u00e7\u00e3o e a maldi\u00e7\u00e3o; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descend\u00eancia&#8221; (Deuteron\u00f4mio 30:15-19)<br \/>\nJesus tamb\u00e9m fez uso dessa linguagem quando disse: &#8220;Entrai pela porta estreita; porque larga \u00e9 a porta, e espa\u00e7oso o caminho que conduz \u00e0 perdi\u00e7\u00e3o, e muitos s\u00e3o os que entram por ela; e porque estreita \u00e9 a porta, e apertado o caminho que conduz \u00e0 vida, e poucos s\u00e3o os que a encontram&#8221;. (Mateus 7:13-14)<br \/>\nPaulo em seus discursos tamb\u00e9m aplicou esse m\u00e9todo, ele contrasta &#8220;morte&#8221; com &#8220;vida terna&#8221; e o &#8220;sal\u00e1rio do pecado&#8221; com o &#8220;dom gratu\u00edto de Deus&#8221; (Romanos 6:23)<br \/>\nEle tamb\u00e9m estabelece um contraste entre a Antiga e a Nova Alian\u00e7a, ente a Lei e o Evangelho (2 Cor\u00edntios 3:16-18).<br \/>\n&#8220;Neste momento todos os bares est\u00e3o repletos de homens vazios&#8221;. (Vinicius de Moraes).<br \/>\nObs.: Paradoxo &#8211; id\u00e9ias contradit\u00f3rias num s\u00f3 pensamento, proposi\u00e7\u00e3o de Rocha Lima (&#8220;dor que desatina sem doer&#8221; Cam\u00f5es).<\/p>\n<h3>Eufemismo<\/h3>\n<p align=\"justify\">Consiste em &#8220;suavizar&#8221; alguma id\u00e9ia desagrad\u00e1vel.<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong><br \/>\nEle enriqueceu por meios il\u00edcitos. (roubou), Voc\u00ea n\u00e3o foi feliz nos exames. (foi reprovado).<br \/>\nObs.: Rocha Lima prop\u00f5e uma varia\u00e7\u00e3o chamada litote &#8211; afirma-se algo pela nega\u00e7\u00e3o do contr\u00e1rio. (Ele n\u00e3o v\u00ea, em lugar de Ele \u00e9 cego; N\u00e3o sou mo\u00e7o, em vez de Sou velho). Para Bechara, altera\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica.<\/p>\n<h3>Hip\u00e9rbole<\/h3>\n<p align=\"justify\">Exagero de uma id\u00e9ia com finalidade expressiva.<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong><br \/>\nEstou morrendo de sede (com muita sede), Ela \u00e9 louca pelos filhos (gosta muito dos filhos).<br \/>\nObs.: Para Rocha Lima, \u00e9 uma das modalidades de met\u00e1fora.<\/p>\n<h3>Ironia<\/h3>\n<p align=\"justify\">Utiliza\u00e7\u00e3o de termo com sentido oposto ao original, obtendo-se, assim, valor ir\u00f4nico.<br \/>\nObs.: Rocha Lima designa como ant\u00edfrase.<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong><br \/>\nO ministro foi sutil como uma jamanta.<\/p>\n<h3>Grada\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p align=\"justify\">Apresenta\u00e7\u00e3o de id\u00e9ias em progress\u00e3o ascendente (cl\u00edmax) ou descendente (anticl\u00edmax).<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong><br \/>\n&#8220;Nada fazes, nada tramas, nada pensas que eu n\u00e3o saiba, que eu n\u00e3o veja, que eu n\u00e3o conhe\u00e7a perfeitamente&#8221;.<\/p>\n<h3>Prosopop\u00e9ia, personifica\u00e7\u00e3o, animismo<\/h3>\n<p align=\"justify\">\u00c9 a atribui\u00e7\u00e3o de qualidades e sentimentos humanos a seres irracionais e inanimados.<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong><br \/>\n&#8220;A lua, (&#8230;) Pedia a cada estrela fria \/ Um brilho de aluguel &#8230;&#8221; (Jo\u00e3o Bosco \/ Aldir Blanc).<br \/>\nObs.: Para Rocha Lima, \u00e9 uma modalidade de met\u00e1fora.<\/p>\n<div class='grid-row clearfix'><div class='grid-col grid-col-12'><section class='cws-widget'><section class='cws_widget_content'> \t<div class=\"testimonial \">\n\t\t<div class='clearfix'>\n\t\t\t<img src='https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-content\/uploads\/bfi_thumb\/Jesus-130-93-3cmh6ny6pugic3cykq7hts.jpg' alt \/>\t\t\t\t<p>\n<p align=\"justify\">Ora, o mediador n\u00e3o o \u00e9 de um s\u00f3, mas Deus \u00e9 um s\u00f3. \u00c9 a lei, ent\u00e3o, contra as promessas de Deus? De modo nenhum; porque, se fosse dada uma lei que pudesse vivificar, a justi\u00e7a, na verdade, teria sido pela lei. Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela f\u00e9 em Jesus Cristo fosse dada aos que cr\u00eaem.<\/p>\n<\/p>\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"author\">G\u00e1latas 3:20-22<\/div>\t<\/div>\n\t <\/section><\/section><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Figuras da Linguagem Figuras Sonoras Alitera\u00e7\u00e3o Repeti\u00e7\u00e3o de sons consonantais (consoantes). Cruz e Souza \u00e9 o melhor exemplo deste recurso. Uma das caracter\u00edsticas marcantes do Simbolismo, assim como a sinestesia. Exemplos: &#8220;(&#8230;) Vozes veladas, veludosas vozes, \/ Vol\u00fapias dos viol\u00f5es, vozes veladas \/ Vagam nos velhos v\u00f3rtices velozes \/ Dos ventos, vivas, v\u00e3s, vulcanizadas.&#8221; (fragmento de Viol\u00f5es que choram. Cruz e Souza). Asson\u00e2ncia Repeti\u00e7\u00e3o dos mesmos sons voc\u00e1licos. Exemplos: (A, O)\u00a0&#8211; &#8220;Sou um mulato nato no sentido lato mulato democr\u00e1tico do litoral&#8221;. (Caetano Veloso) (E, O)\u00a0&#8211; &#8220;O que o vago e inc\u00f3ngnito desejo de ser eu mesmo de meu ser me deu&#8221;. (Fernando Pessoa). Paranom\u00e1sia O emprego de palavras par\u00f4nimas (sons parecidos). Exemplo: &#8220;Com tais premissas ele sem d\u00favida leva-nos \u00e0s prim\u00edcias&#8221;. (Padre Antonio Vieira). Onomatop\u00e9ia Cria\u00e7\u00e3o de uma palavra para imitar um som Exemplos: A l\u00edngua do nhem &#8220;Havia uma velhinha \/ Que andava aborrecida \/ Pois dava a sua vida \/ Para falar com algu\u00e9m. \/ E estava sempre em casa \/ A boa velhinha, \/ Resmungando sozinha: \/ Nhem-nhem-nhem-nhem-nhem&#8230;&#8221; (Cec\u00edlia Meireles). Figuras de sintaxe Elipse Omiss\u00e3o de um termo ou express\u00e3o facilmente subentendida. Casos mais comuns: a) pronome sujeito, gerando sujeito oculto ou impl\u00edcito: iremos depois, comprar\u00edeis a casa? b) substantivo &#8211; a catedral, no lugar de a igreja catedral; Maracan\u00e3, no ligar de o est\u00e1dio Maracan\u00e3 c) preposi\u00e7\u00e3o &#8211; estar b\u00eabado, a camisa rota, as cal\u00e7as rasgadas, no lugar de: estar b\u00eabado, com a camisa rota, com as cal\u00e7as rasgadas. d) conjun\u00e7\u00e3o &#8211; espero voc\u00ea me entenda, no lugar de: espero que voc\u00ea me entenda. e) verbo &#8211; queria mais ao filho que \u00e0 filha, no lugar de: queria mais o filho que queria \u00e0 filha. Em especial o verbo dizer em di\u00e1logos &#8211; E o rapaz: &#8211; N\u00e3o sei de nada !, em vez de E o rapaz disse: Zeugma Omiss\u00e3o (elipse) de um termo que j\u00e1 apareceu antes. Se for verbo, pode necessitar adapta\u00e7\u00f5es de n\u00famero e pessoa verbais. Utilizada, sobretudo, nas ora\u00e7\u00f5es comparativas. Exemplos: Alguns estudam, outros n\u00e3o, por: alguns estudam, outros n\u00e3o estudam. \/ &#8220;O meu pai era paulista \/ Meu av\u00f4, pernambucano \/ O meu bisav\u00f4, mineiro \/ Meu tatarav\u00f4, baiano.&#8221; (Chico Buarque) &#8211; omiss\u00e3o de era. Hip\u00e9rbato Altera\u00e7\u00e3o ou invers\u00e3o da ordem direta dos termos na ora\u00e7\u00e3o, ou das ora\u00e7\u00f5es no per\u00edodo. S\u00e3o determinadas por \u00eanfase e podem at\u00e9 gerar anacolutos. Exemplos: Morreu o presidente, por: O presidente morreu. Obs1.: Bechara denomina esta figura antecipa\u00e7\u00e3o. Obs2.: Se a invers\u00e3o for violenta, comprometendo o sentido drasticamente, Rocha Lima e Celso Cunha denominam-na s\u00ednquise. Obs3.: RL considera an\u00e1strofe um tipo de hip\u00e9rbato. An\u00e1strofe Anteposi\u00e7\u00e3o, em express\u00f5es nominais, do termo regido de preposi\u00e7\u00e3o ao termo regente. Exemplos: &#8220;Da morte o manto lutuoso vos cobre a todos.&#8221;, por: O manto lutuoso da morte vos cobre a todos. Obs.: para Rocha Lima \u00e9 um tipo de hip\u00e9rbato. Pleonasmo Repeti\u00e7\u00e3o de um termo j\u00e1 expresso, com objetivo de enfatizar a id\u00e9ia. Exemplos: Vi com meus pr\u00f3prios olhos. &#8220;E rir meu riso e derramar meu pranto \/ Ao seu pesar ou seu contentamento&#8221;. (Vinicius de Moraes), Ao pobre n\u00e3o lhe devo (OI pleon\u00e1stico). Obs.: pleonasmo vicioso ou grosseiro &#8211; decorre da ignor\u00e2ncia, perdendo o car\u00e1ter enf\u00e1tico (hemorragia de sangue, descer para baixo). Ass\u00edndeto Aus\u00eancia de conectivos de liga\u00e7\u00e3o, assim atribui maior rapidez ao texto. Ocorre muito nas ora\u00e7\u00f5es coordenadas. Exemplos: &#8220;N\u00e3o sopra o vento; n\u00e3o gemem as vagas; n\u00e3o murmuram os rios&#8221;. Poliss\u00edndeto Repeti\u00e7\u00e3o de conectivos na liga\u00e7\u00e3o entre elementos da frase ou do per\u00edodo. Exemplos: O menino resmunga, e chora, e esperneia, e grita, e maltrata. &#8220;E sob as ondas ritmadas \/ e sob as nuvens e os ventos \/ e sob as pontes e sob o sarcasmo \/ e sob a gosma e o v\u00f4mito (&#8230;)&#8221;. (Carlos Drummond de Andrade). Anacoluto Termo solto na frase, quebrando a estrutura\u00e7\u00e3o l\u00f3gica. Normalmente, se inicia uma determinada constru\u00e7\u00e3o sint\u00e1tica e depois se opta por outra. Exemplos: Eu, parece-me que vou desmaiar, \/ Minha vida, tudo n\u00e3o passa de alguns anos sem import\u00e2ncia (sujeito sem predicado), \/ Quem ama o feio, bonito lhe parece (se alteraram as rela\u00e7\u00f5es entre termos da ora\u00e7\u00e3o). An\u00e1fora Repeti\u00e7\u00e3o de uma mesma palavra no in\u00edcio de versos ou frases. Exemplos: &#8220;Olha a voz que me resta \/ Olha a veia que salta \/ Olha a gota que falta \/ Pro desfecho que falta \/ Por favor&#8221;. (Chico Buarque). Obs.: repeti\u00e7\u00e3o em final de versos ou frases \u00e9 ep\u00edstrofe; repeti\u00e7\u00e3o no in\u00edcio e no fim ser\u00e1 s\u00edmploce. Classifica\u00e7\u00f5es propostas por Rocha Lima. Silepse \u00c9 a concord\u00e2ncia com a id\u00e9ia, e n\u00e3o com a palavra escrita. Existem tr\u00eas tipos: a) de g\u00eanero (masculino x feminino): S\u00e3o Paulo continua polu\u00edda (= a cidade de S\u00e3o Paulo). V. S\u00aa \u00e9 lisonjeiro. b) de n\u00famero (singular x plural): Os Sert\u00f5es contra a Guerra de Canudos (= o livro de Euclides da Cunha). O casal n\u00e3o veio, estavam ocupados. c) de pessoa: Os brasileiros somos otimistas (3\u00aa pessoa &#8211; os brasileiros, mas quem fala ou escreve tamb\u00e9m participa do processo verbal). Antecipa\u00e7\u00e3o Antecipa\u00e7\u00e3o de termo ou express\u00e3o, como recurso enf\u00e1tico. Pode gerar anacoluto. Exemplos: Joana creio que veio aqui hoje. \/ O tempo parece que vai piorar. Obs.: Celso Cunha denomina-a prolepse. Figuras de palavras ou tropos Met\u00e1fora Emprego de palavras fora do seu sentido normal, por analogia. \u00c9 um tipo de compara\u00e7\u00e3o impl\u00edcita, ou seja, ela re\u00fane dois elementos comparados, mas sem a utiliza\u00e7\u00e3o do termo comparativo. Na met\u00e1fora se estabelece uma assimila\u00e7\u00e3o direta, que consiste em transportar para uma coisa o nome de outra pela semelhan\u00e7a, que, subjetivamente, julga-se haver entre elas. \u00c9 uma figura de linguagem mediante a qual o sentido de uma palavra se transfere a outra. Exemplos: A Amaz\u00f4nia \u00e9 o pulm\u00e3o do mundo. Encontrei a chave do problema. \/ &#8220;Veja bem, nosso caso \/ \u00c9 uma porta entreaberta&#8221;. (Lu\u00eds Gonzaga Junior). Obs1.: Rocha Lima define como modalidades de met\u00e1fora: personifica\u00e7\u00e3o (animismo), hip\u00e9rbole, s\u00edmbolo e sinestesia. ? Personifica\u00e7\u00e3o &#8211; atribui\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es, qualidades e sentimentos humanos a seres inanimados. (A lua sorri aos enamorados) ? S\u00edmbolo &#8211; nome de um ser ou coisa concreta assumindo valor convencional, abstrato. (balan\u00e7a = justi\u00e7a, D. Quixote = idealismo, c\u00e3o = fidelidade, al\u00e9m do simbolismo universal das cores). Obs2.: esta figura foi muito utilizada pelos simbolistas. Quando Jesus diz: &#8220;eu sou a\u00a0videira&#8221; (Jo\u00e3o 15:5), Ele se caracteriza com o que \u00e9 pr\u00f3prio e essencial da videira. E ao dizer: &#8220;v\u00f3s sois as\u00a0varas&#8221; (Jo\u00e3o 15:5), caracteriza-os com o que \u00e9 pr\u00f3prio das varas. Para entender melhor e fazer uma boa interpreta\u00e7\u00e3o dessa figura de linguagem que Jesus utilizou, fazemos as seguintes perguntas: &#8220;o que caracteriza a videira? ou para que serve principalmente?&#8221; Na resposta a estas perguntas est\u00e1 a explica\u00e7\u00e3o da figura. Para que serve a videira? Para transmitir seiva e vida \u00e0s varas, a fim de produzirem as uvas. &#8220;Eu sou a\u00a0porta\u00a0(Jo\u00e3o 10:9), \/ eu sou o\u00a0caminho\u00a0(Jo\u00e3o 14:6), \/ eu sou o\u00a0p\u00e3o vivo\u00a0(Jo\u00e3o 6:51), \/ eu sou a\u00a0luz\u00a0do mundo (Jo\u00e3o 9:5), \/ v\u00f3s sois a\u00a0luz\u00a0do mundo (Mateus 5:14), v\u00f3s sois o\u00a0sal\u00a0da terra (Mateus 5:13), \/\u00a0edif\u00edcio\u00a0de Deus (I Cor\u00edntios 3:9), v\u00f3s sois\u00a0lavoura\u00a0de Deus (I Cor\u00edntios 3:9, \/ ide, dizei \u00e0quela\u00a0raposa\u00a0(Lucas 13:32), \/ a\u00a0candeia do corpo\u00a0s\u00e3o os olhos (Mateus 6:22), \/ Jud\u00e1 \u00e9 um\u00a0le\u00e3ozinho\u00a0(G\u00eanesis 49:9), \/ tu \u00e9s a minha rocha e a minha\u00a0fortaleza, (Salmos 71:3), \/ o Senhor Deus \u00e9\u00a0sol e escudo\u00a0(Salmos 84:11), \/ e a casa de Jac\u00f3 ser\u00e1 um\u00a0fogo, e a casa de Jos\u00e9 uma\u00a0chama, e a casa de Esa\u00fa\u00a0restolho. (Obadias 1:18)&#8221;, etc. [grifo meu] Catacrese Uso impr\u00f3prio de uma palavra ou express\u00e3o, por esquecimento ou na aus\u00eancia de termo espec\u00edfico. Exemplos: Espalhar dinheiro (espalhar = separar palha) \/ &#8220;Distrai-se um deles a enterrar o dedo no tornozelo inchado&#8221;. &#8211; O verbo enterrar era usado primitivamente para significar apenas colocar na terra. Obs1.: Modernamente, casos como p\u00e9 de meia e boca de forno s\u00e3o considerados met\u00e1foras viciadas. Perderam valor estil\u00edstico e se formaram gra\u00e7as \u00e0 semelhan\u00e7a de forma existente entre seres. Obs2.: Para Rocha Lima, \u00e9 um tipo de met\u00e1fora. Meton\u00edmia Substitui\u00e7\u00e3o de um nome por outro em virtude de haver entre eles associa\u00e7\u00e3o de significado, ou seja, \u00e9 a designa\u00e7\u00e3o de uma coisa com o nome de outra em virtude da afinidade entre ambas. Enquanto a met\u00e1fora se baseia numa similaridade de sentidos, a meton\u00edmia assenta-se numa rela\u00e7\u00e3o de contiguidade de sentidos. Pode ser emprega a causa pelo efeito, ou o sinal (s\u00edmbolo) pela realidade que indica o s\u00edmbolo. Exemplos: Ler Jorge Amado (autor pela obra &#8211; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[886,3],"tags":[939,940,887,888],"class_list":["post-16130","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-literatura","category-news","tag-figuras-de-linguagem","tag-figuras-sonoras","tag-literatura","tag-nova-ortografia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16130","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16130"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16130\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16130"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16130"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dannybia.com\/dannys\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16130"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}