{"id":15855,"date":"2021-03-03T15:50:40","date_gmt":"2021-03-03T18:50:40","guid":{"rendered":"https:\/\/dannybia.com\/blog\/?p=15855"},"modified":"2023-02-18T11:41:16","modified_gmt":"2023-02-18T14:41:16","slug":"a-historia-do-zero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dannybia.com\/blog\/a-historia-do-zero\/","title":{"rendered":"A Hist\u00f3ria do Zero"},"content":{"rendered":"<h1>A Hist\u00f3ria do Zero<\/h1>\n<p align=\"justify\">Computadores tratam a informa\u00e7\u00e3o em linguagem bin\u00e1ria, ou seja, todos os dados s\u00e3o codificados em sequ\u00eancias de 0 e 1. A f\u00edsica moderna, que lida \u00e0s vezes com quantias extraordinariamente grandes ou pequenas, representa-as com mais praticidade por meio de pot\u00eancias de dez &#8211; nota\u00e7\u00e3o em que o zero cumpre papel essencial. Esse algarismo foi fundamental tamb\u00e9m para o desenvolvimento do c\u00e1lculo integral, que inaugurou um novo ramo da matem\u00e1tica.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1733 size-full alignleft\" src=\"https:\/\/dannybia.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/a-historia-do-zero_dannybia.jpg\" alt=\"A Hist\u00f3ria do Zero\" width=\"150\" height=\"215\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">A institui\u00e7\u00e3o do zero foi uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o na matem\u00e1tica. Embora seu uso nos pare\u00e7a natural e inquestion\u00e1vel, o algarismo nem sempre existiu. Os romanos, por exemplo, n\u00e3o tinham uma letra para represent\u00e1-lo. O zero pode ter surgido de forma independente em diferentes civiliza\u00e7\u00f5es e teve um percurso conturbado at\u00e9 que se consolidasse como elemento-chave da matem\u00e1tica.<\/p>\n<p align=\"justify\">Investigar os diferentes momentos hist\u00f3ricos em que surgiu o conceito e a nota\u00e7\u00e3o do zero e tentar retra\u00e7ar seu percurso dos prim\u00f3rdios aos dias de hoje \u00e9 o principal objetivo do livro\u00a0<em>O nada que existe &#8211; uma hist\u00f3ria natural do zero<\/em>, rec\u00e9m-lan\u00e7ado no Brasil pela editora Rocco. Seu autor \u00e9 Robert Kaplan, professor de matem\u00e1tica na Universidade de Harvard (Estados Unidos da Am\u00e9rica).<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Robert_Kaplan\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Kaplan<\/a>, o zero teria surgido pela primeira vez entre os s\u00e9culos 6 e 3 a.C., na civiliza\u00e7\u00e3o fen\u00edcia. Esse povo inovou ao instituir a nota\u00e7\u00e3o posicional, em que a posi\u00e7\u00e3o de um algarismo \u00e9 fundamental para a determina\u00e7\u00e3o de seu valor. Esse tipo de nota\u00e7\u00e3o implica a necessidade de um sinal para representar a aus\u00eancia de qualquer algarismo. \u00c9 gra\u00e7as ao uso do zero que sabemos, por exemplo, que 2003 \u00e9 diferente de 23.<\/p>\n<p align=\"justify\">O zero tamb\u00e9m pode ter sido adotado entre os gregos; ind\u00edcios desse uso s\u00f3 existem em alguns papiros astron\u00f4micos. Mas \u00e9 sobretudo em civiliza\u00e7\u00f5es orientais que ele passou a ser empregado sistematicamente. Na \u00cdndia, sua primeira apari\u00e7\u00e3o escrita inquestion\u00e1vel data de 876 d.C. Apenas cerca de cem anos depois ele chegaria ao Ocidente, levado por mercadores \u00e1rabes, que j\u00e1 utilizavam-no em c\u00e1lculos desde 825. No entanto, assim que chegou \u00e0 Europa, o zero era considerado mais um sinal que um algarismo propriamente dito. A mudan\u00e7a de estatuto teria ocorrido entre os s\u00e9culos 13 e 14.<\/p>\n<p align=\"justify\">O autor parte dos poucos elementos palp\u00e1veis que indicam o uso do zero em diferentes civiliza\u00e7\u00f5es e tenta construir uma hist\u00f3ria do algarismo, com o m\u00e9rito de n\u00e3o apresentar nenhuma das hip\u00f3teses levantadas como definitiva. A narrativa, estimulante e bem-humorada, reflete o fasc\u00ednio e o entusiasmo do autor pela matem\u00e1tica. Kaplan tamb\u00e9m j\u00e1 foi professor de filosofia, s\u00e2nscrito, grego e alem\u00e3o, o que o ajudou a elaborar na obra reflex\u00f5es sobre o significado e as implica\u00e7\u00f5es do conceito de zero, ilustradas por exemplos tirados da literatura e da filosofia.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><div class=\"su-quote su-quote-style-default\"><div class=\"su-quote-inner su-u-clearfix su-u-trim\">O nada que existe &#8211; uma hist\u00f3ria natural do zero <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Robert_Kaplan\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Robert Kaplan<\/a><\/div><\/div>\n<div class='grid-row clearfix'><div class='grid-col grid-col-12'><section class='cws-widget'><section class='cws_widget_content'> \t<div class=\"testimonial \">\n\t\t<div class='clearfix'>\n\t\t\t<img src='https:\/\/dannybia.com\/blog\/wp-content\/uploads\/bfi_thumb\/Jesus-130-93-3cmh6ny6pugic3cykq7hts.jpg' alt \/>\t\t\t\t<p>\n<p align=\"justify\">Guarda-me, \u00f3 Deus, porque em ti me refugio. Digo ao Senhor: Tu \u00e9s o meu Senhor; al\u00e9m de ti n\u00e3o tenho outro bem.<\/p>\n<\/p>\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"author\">Salmos 16:1-2<\/div>\t<\/div>\n\t <\/section><\/section><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Hist\u00f3ria do Zero Computadores tratam a informa\u00e7\u00e3o em linguagem bin\u00e1ria, ou seja, todos os dados s\u00e3o codificados em sequ\u00eancias de 0 e 1. A f\u00edsica moderna, que lida \u00e0s vezes com quantias extraordinariamente grandes ou pequenas, representa-as com mais praticidade por meio de pot\u00eancias de dez &#8211; nota\u00e7\u00e3o em que o zero cumpre papel essencial. Esse algarismo foi fundamental tamb\u00e9m para o desenvolvimento do c\u00e1lculo integral, que inaugurou um novo ramo da matem\u00e1tica. A institui\u00e7\u00e3o do zero foi uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o na matem\u00e1tica. Embora seu uso nos pare\u00e7a natural e inquestion\u00e1vel, o algarismo nem sempre existiu. Os romanos, por exemplo, n\u00e3o tinham uma letra para represent\u00e1-lo. O zero pode ter surgido de forma independente em diferentes civiliza\u00e7\u00f5es e teve um percurso conturbado at\u00e9 que se consolidasse como elemento-chave da matem\u00e1tica. Investigar os diferentes momentos hist\u00f3ricos em que surgiu o conceito e a nota\u00e7\u00e3o do zero e tentar retra\u00e7ar seu percurso dos prim\u00f3rdios aos dias de hoje \u00e9 o principal objetivo do livro\u00a0O nada que existe &#8211; uma hist\u00f3ria natural do zero, rec\u00e9m-lan\u00e7ado no Brasil pela editora Rocco. Seu autor \u00e9 Robert Kaplan, professor de matem\u00e1tica na Universidade de Harvard (Estados Unidos da Am\u00e9rica). Segundo Kaplan, o zero teria surgido pela primeira vez entre os s\u00e9culos 6 e 3 a.C., na civiliza\u00e7\u00e3o fen\u00edcia. Esse povo inovou ao instituir a nota\u00e7\u00e3o posicional, em que a posi\u00e7\u00e3o de um algarismo \u00e9 fundamental para a determina\u00e7\u00e3o de seu valor. Esse tipo de nota\u00e7\u00e3o implica a necessidade de um sinal para representar a aus\u00eancia de qualquer algarismo. \u00c9 gra\u00e7as ao uso do zero que sabemos, por exemplo, que 2003 \u00e9 diferente de 23. O zero tamb\u00e9m pode ter sido adotado entre os gregos; ind\u00edcios desse uso s\u00f3 existem em alguns papiros astron\u00f4micos. Mas \u00e9 sobretudo em civiliza\u00e7\u00f5es orientais que ele passou a ser empregado sistematicamente. Na \u00cdndia, sua primeira apari\u00e7\u00e3o escrita inquestion\u00e1vel data de 876 d.C. Apenas cerca de cem anos depois ele chegaria ao Ocidente, levado por mercadores \u00e1rabes, que j\u00e1 utilizavam-no em c\u00e1lculos desde 825. No entanto, assim que chegou \u00e0 Europa, o zero era considerado mais um sinal que um algarismo propriamente dito. A mudan\u00e7a de estatuto teria ocorrido entre os s\u00e9culos 13 e 14. O autor parte dos poucos elementos palp\u00e1veis que indicam o uso do zero em diferentes civiliza\u00e7\u00f5es e tenta construir uma hist\u00f3ria do algarismo, com o m\u00e9rito de n\u00e3o apresentar nenhuma das hip\u00f3teses levantadas como definitiva. A narrativa, estimulante e bem-humorada, reflete o fasc\u00ednio e o entusiasmo do autor pela matem\u00e1tica. 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